Os números apresentados na ferramenta mostram a permanência do feminicídio ao longo dos últimos anos no estado. A candidata ao Governo de Mato Grosso, Dra. Natasha Slhessarenko (PSD, lançou neste sábado (19), durante o encontro “Uma por todas. Todas por nós”, em Cuiabá, um contador do feminicídio no estado e apresentou propostas de enfrentamento à violência contra a mulher. Realizado no Hotel Mato Grosso Palace e seguido pela Caminhada Onda Rosa, o ato reuniu mulheres em defesa da vida, da dignidade e da representatividade das mato-grossenses. Acesse aqui: https://feminicidio.dranatashamt.com.br/
O contador registra 375 mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso desde 2019. Foram 338 vítimas entre 2019 e 2025 e outras 37 em 2026, conforme dado parcial atualizado em 15 de setembro. A ferramenta reúne a série histórica, apresenta as fontes utilizadas, disponibiliza canais de atendimento às mulheres em situação de violência e detalha propostas para impedir que novos casos continuem aumentando essa conta.
“Esse é um contador que nós precisamos fazer parar. São 375 vidas perdidas desde 2019. Não estamos falando apenas de números. Estamos falando de mulheres, de famílias, de filhos que perderam suas mães. Cada novo número nessa conta representa uma vida interrompida. Mato Grosso precisa enfrentar essa realidade com políticas públicas, estrutura e proteção”, afirmou Natasha.
Uma conta que precisa parar
Os números apresentados na ferramenta mostram a permanência do feminicídio ao longo dos últimos anos em Mato Grosso. Foram 39 casos em 2019; 62 em 2020; 43 em 2021; 47 em 2022; 46 em 2023; 47 em 2024 e 54 em 2025. Em 2026, o levantamento parcial registra 37 vítimas.
A principal fonte utilizada é o Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso. A página informa que os dados passam por revisão humana e que notícias sobre novos casos não alteram automaticamente o contador.
A proposta é ir além da exposição das estatísticas e mostrar que cada número representa uma mulher e uma história interrompida. A mensagem estampada na página sintetiza esse propósito: “375 vidas. Nenhuma esquecida.”
Estado precisa chegar antes
Ao apresentar o contador, Natasha relacionou os números às propostas previstas para o enfrentamento à violência contra a mulher. Entre elas está a criação da Secretaria de Estado da Mulher, com estrutura própria, orçamento, metas e responsabilidade pela coordenação das políticas de proteção.
Outra proposta é estruturar uma rede de proteção 24 horas, com Casas Regionais de Cuidado, delegacias especializadas com atendimento dia e noite, acolhimento provisório e prioridade no cumprimento das medidas protetivas.
Na área da saúde, a proposta prevê preparar os profissionais para reconhecer sinais de violência, acolher as vítimas sem julgamento, realizar as notificações necessárias e encaminhá-las à rede de proteção com privacidade e segurança.
O plano contempla ainda os filhos das vítimas de feminicídio, com acompanhamento psicológico, social e educacional para crianças e adolescentes que perderam suas mães.
“Não basta contar as vítimas depois que o crime aconteceu. O Estado precisa chegar antes. Precisamos de uma rede que funcione 24 horas, que acolha a mulher quando ela pede ajuda, que cumpra as medidas de proteção e que integre segurança, saúde e assistência social. A nossa meta precisa ser impedir que outra mulher entre nessa conta”, afirmou Natasha.
Uma por todas. Todas por nós
O lançamento ocorreu dentro de um encontro voltado à mobilização das mulheres. Com o mote “Uma por todas. Todas por nós”, o ato foi organizado em defesa da vida, da dignidade e da representatividade das mato-grossenses.
Assessoria/Caminho Político
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