O feminicídio de Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, assassinada a facadas pelo ex-companheiro mesmo após conseguir uma medida protetiva, expôs a fragilidade da rede de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica em Chapada dos Guimarães. Em entrevista ao Alô Chapada, o delegado Bruno Barcelos revelou que a Polícia Civil já encaminhou 74 pedidos de medidas protetivas de urgência à Justiça somente em 2026 e reconheceu que os mecanismos atuais ainda não são suficientes para impedir novas tragédias. Segundo o delegado, a unidade policial tem buscado acelerar o atendimento às vítimas e o encaminhamento das solicitações ao Judiciário. Entretanto, Barcelos destacou que a concessão da medida protetiva precisa ser acompanhada de uma estrutura capaz de oferecer segurança e acolhimento às mulheres ameaçadas. “A gente precisa melhorar esse atendimento e a rede de atendimento estar mais apta para amparar essa vítima que precisa de um amparo maior e mais eficiente”, afirmou.
Conceição procurou a delegacia no dia 28 de setembro para registrar um boletim de ocorrência contra o ex-companheiro, identificado como Joilson. No dia seguinte, tanto ela quanto o agressor foram notificados da medida protetiva concedida pela Justiça.
A determinação judicial, porém, não impediu o crime. Segundo Barcelos, o homem não aceitava o fim do relacionamento e, mesmo ciente da medida, perseguiu Conceição e a atacou com mais de 15 golpes de faca.
“Um crime bárbaro que realmente choca a cidade e a gente fica muito consternado com a situação”, declarou o delegado.
Após o feminicídio, a Polícia Militar localizou e prendeu o suspeito, que foi encaminhado à delegacia juntamente com a faca utilizada no ataque. A Polícia Civil realizou os procedimentos investigativos e formalizou a prisão em flagrante, posteriormente convertida em preventiva pela Justiça.
Joilson permanece preso preventivamente enquanto aguarda o andamento da investigação e do processo criminal.
O assassinato de Conceição integra um cenário alarmante de violência contra mulheres em Mato Grosso, que, conforme o número mencionado durante a entrevista, chegou a 40 vítimas de feminicídio em 2026.
Mais do que os números, o caso reacende um questionamento sobre a capacidade do poder público de proteger mulheres que já denunciaram seus agressores. Em Chapada dos Guimarães, os 74 pedidos de medidas protetivas encaminhados neste ano evidenciam a demanda por atendimento e reforçam a necessidade de fortalecer a rede de proteção antes que novas ameaças se transformem em mortes.
Assessoria/alochapada/Caminho Político
📢 Jornalismo profissional e de qualidade. Acompanhe as últimas notícias de Cuiabá, de Mato Grosso, de Brasil e do Mundo.
📲 📰 💻Siga o Caminho Político nas redes sociais 💻
🎯Facebook: https://www.facebook.com/cp.web.96
🌐www.caminhopolitico.com.br
🌐www.debatepolitico.com.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário