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segunda-feira, 9 de julho de 2012

"Seminário mostra como redes sociais na internet têm interferido na política "

Uma guitarra quebrada no voo entre Halifax, no Canadá, e Chicago, nos Estados Unidos, gerou um dos maiores hits do YouTube: United breaks guitars [United quebra guitarras], com o músico Dave Carroll cantando suas desventuras.

 Esse vídeo foi citado, no 2º Seminário de Política e Novas Mídias, promovido sexta-feira pelo Senado no auditório do Interlegis, como uma das regras do gerenciamento de crises: não subestimar o poder das redes sociais.

Os palestrantes Marcelo Minutti e Alexandre Oltramari defenderam atenção permanente na web para detectar o surgimento de movimentos capazes de afetar a credibilidade de instituições e marcas.

Segundo Minutti, a reação nas seis primeiras horas pode reduzir o impacto negativo, desde que observadas algumas regras, como transparência e esclarecimento completo. Ele disse que a crise atinge o ápice em 24 horas, quando os posts são captados pelas ferramentas de buscas, como o Google.

Minutti recomendou que empresas e pessoas citadas em posts críticos falem tudo para “não deixar ponta solta”, o que poderia abalar a credibilidade. Na opinião dele, nas redes sociais nenhum problema é suficientemente pequeno para ser subestimado.

Oltramari fez uma série de recomendações sobre condutas a serem evitadas numa crise. A primeira: não se deixar surpreender pelos fatos, ou seja, ter um mapa dos riscos reais e potenciais do negócio.

Foi a ausência dessa ferramenta que, em sua avaliação, pautou a reação da empresa norte-americana Chevron diante do vazamento de 2.400 barris de petróleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, em novembro de 2011.

Outro problema, disse Oltramari, é a estratégia de “bancar avestruz”: o silêncio potencializa a crise. Ele também citou como erro partir para o ataque em vez de se defender. O ataque sem respostas, em sua avaliação, reforça para o público a percepção de culpa.

O 2º Seminário de Política e Novas Mídias, promovido pela Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado (Secs), foi aberto pelo diretor do órgão, Fernando Cesar Mesquita.

Jornal do Senado

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