O
deputado estadual, Ademir Brunetto (PT), presidiu uma audiência pública na
tarde desta quinta-feira (11), para discutir o Projeto de Lei 80/2013, que
altera a redação da Lei 7958/2003 e prorroga a concessão de benefícios fiscais
até dezembro de 2033.
A
discussão partiu do Fórum Sindical que avalia a necessidade de um ajuste na lei
para garantir o desenvolvimento de Mato Grosso. Representantes dos diversos
sindicatos, da Federação Matogrossense das Indústrias (Fiemt), da Federação das
Associações Comerciais e Empresariais do Estado (Facmat), além de outros
parlamentares e funcionários do setor comercial e industrial participaram da
audiência e declararam que não são contra a concessão dos benefícios por mais
20 anos, contudo pedem que todo esse processo
seja feito de forma transparente.
Atualmente,
o estado possui cerca de340 empresas incentivadas pelo Programa de Desenvolvimento
Comercial e Industrial de Mato Grosso (Prodeic) que geram 67 mil empregos
diretos e 207 mil indiretos. Mesmo antes da proporção alcançada pela discussão entre os interessados, o
Governo começou a discutir, este mês, propostas para a reformulação dos
incentivos fiscais no Estado durante a reunião do Conselho Deliberativo dos
Programas de Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso (Condeprodemat), pois em
2014 começam a vencer os prazos das empresas instalados no estado. A proposta
apresentada pelo governo estadual prevê a prorrogação para as empresas que
estejam dando resultados positivos para desenvolvimento das regiões onde estão
instaladas por dez anos com redução de um dez avos (1/10) a cada ano e cada
empresa será estudada caso a caso.
Para
o deputado Ademir Brunetto, a prorrogação do programa de incentivos fiscais
deve acontecer de forma transparente para que Mato Grosso não perca indústrias
que já estão estabelecidas no Estado. “O que queremos é um Mato Grosso
competitivo e com oportunidades de
investimentos e crescimentos. Cabe ainda ressaltar que as empresas instaladas
aqui geram um impacto positivo na economia local e a renúncia fiscal pode fazer
com queelas encerrem suas atividades por
falta de competitividade, gerando demissão em massa e queda na arrecadação
total de imposto no estado de Mato Grosso”, avaliou o parlamentar.
Brunetto
também destacou a importância de que as
empresas que recebem incentivos fiscais do governo estadual invistam mais no
bem-estar dos funcionários. O parlamentar acredita que o estado deve realizar
um acompanhamento mais efetivo, primando pela transparência e cobrando destas
se os elementos exigidos após a concessão do benefício estão sendo cumpridos.
“Vemos que algumas empresas recebem incentivos, porém a qualidade de vida dos
funcionários é péssima, porque não têm acesso a creches, planos de saúde ou lazer.
Então vamos defender dento dentro das comissões e do plenário o incentivo desde
que o foco seja a qualidade de vida do trabalhador e o progresso de Mato Grosso”.
O
presidente em exercício da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso
(Fiemt), Gustavo Oliveira, defendeu a importância de estender o prazo para
concessão pelos próximos 20 anos por ele proporcionar a criação de novos postos
de trabalho.
“Precisamos de desenvolvimento econômico, do desenvolvimento de geração de emprego e renda. Não queremos defender empresas que soneguem impostos ou que não cumpram seu papel, precisamos dos incentivos para o desenvolvimento de Mato Grosso”. Além disso, Oliveira explicou que o estado possuitem atualmente a alíquota de ICMS mais cara do Brasil, bem como a energia elétrica, e sem incentivos ninguém vai permanecer aqui. “Muitos empresários dizem que sem o benefício não tem como permanecer aqui devido às altas cargas tributárias, visto que muitos estados como por exemplo, Mato Grosso do Sul, oferecem muito mais benefícios econômicos”, enfatizou Oliveira.
“Precisamos de desenvolvimento econômico, do desenvolvimento de geração de emprego e renda. Não queremos defender empresas que soneguem impostos ou que não cumpram seu papel, precisamos dos incentivos para o desenvolvimento de Mato Grosso”. Além disso, Oliveira explicou que o estado possuitem atualmente a alíquota de ICMS mais cara do Brasil, bem como a energia elétrica, e sem incentivos ninguém vai permanecer aqui. “Muitos empresários dizem que sem o benefício não tem como permanecer aqui devido às altas cargas tributárias, visto que muitos estados como por exemplo, Mato Grosso do Sul, oferecem muito mais benefícios econômicos”, enfatizou Oliveira.
Já
Gilmar Brunetto, presidente do Fórum Sindical disse que é necessário uma reformulação
urgente na lei. “Não somos contra os incentivos, porém criticamos a forma como é realizada essa
concessão.Acredito que ela pode reverter os incentivos recebidos e melhorias
para o trabalhador nas áreas da saúde,
educação para os filhos dos funcionários entre outros”, avaliou o sindicalista.
O
secretário estadual de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Allan Zanatta, que
também é empresário, foi incisivo ao pedir que os parlamentares aprovem a
prorrogação do programa de incentivos. “Se não aprovarmos, vamos começar a
perder empresas e colaboradores. Defendendo que o estado realiza vistorias anuais nas empresas
beneficiadas para verificar se os itens
da carta compromisso estão mesmo sendo
cumpridos”.
Logo
o secretário adjunto da Secretaria de Estadual de Fazenda , Valério Gouveia esclareceu
que a parte referente à arrecadação cabe
a secretaria. Contudo, os dados com as informações com os nomes das empresas
beneficiadas, tanto esperada pelos participantes do evento não foi apresentado.
Segundo Gouveia existe um sigilo previsto e as informações só podem ser
repassadas somente com a autorização das
empresas.
De
acordo com o secretário os incentivos variam de 35 a 95% na isenção dos
tributos. “Apesar de sermos responsáveis por 63% da balança comercial do país
precisamos investir uma política de incentivos mais agressiva”.
Em
seguida o presidente do Sindicato dos Fiscais de Tributos de Mato Grosso
(Sinfate), Ricardo Bertolini, defendeu também que a atual política de
incentivos deve continuar, mas precisa ser transparente. “Somos favoráveis a
concessão de benefícios. Porém com responsabilidade, com divulgação das
empresas beneficiadas. A meu ver, sabemos que precisamos incentivar a
indústria, mas os comércios não precisam ser beneficiados”, disse.
A falta de transferência defendida por Bertolini diz respeito ao fato do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), não divulgar os dados referentes aos benefícios, como nomes e percentagens de renúncia fiscal de cada grupo. “Isto é inadmissível, são dados que precisa estar aberto a população que são os mais afetados”.
Segundo dados do relatório do Tribunal de Contas de 2011, apresentado em 2012, o modelo da política de incentivos fiscais adotado atualmente gerou desoneração de R$ 1,042 bilhão em 2011. Conforme o sindicalista o recurso é maior que o investimento do Estado na saúde, que no mesmo período foi de R$ 913 milhões.
A falta de transferência defendida por Bertolini diz respeito ao fato do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), não divulgar os dados referentes aos benefícios, como nomes e percentagens de renúncia fiscal de cada grupo. “Isto é inadmissível, são dados que precisa estar aberto a população que são os mais afetados”.
Segundo dados do relatório do Tribunal de Contas de 2011, apresentado em 2012, o modelo da política de incentivos fiscais adotado atualmente gerou desoneração de R$ 1,042 bilhão em 2011. Conforme o sindicalista o recurso é maior que o investimento do Estado na saúde, que no mesmo período foi de R$ 913 milhões.
Bertolini
defende também a reformulação da política de desenvolvimento de Mato Grosso e
não apenas sua prorrogação por mais 20 anos, como pretende o Governo com o projeto de lei que tramita no
Legislativo. A liberação do incentivo fiscal às empresas é definida pelo Condeprodemat,
formado por 16 membros, sendo oito secretários de Governo, seis presidentes de
Federações, além de um deputado e um representante da UFMT.
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