Deputado Dr. João José

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Mato Grosso no Coração

quarta-feira, 10 de abril de 2013

"Secretaria deixa governo e sugere existência de desvio de verba pública"

Vanice Marques  deixa o cargo de secretária-adjunta de Estrutura Escolar da Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc) e mostra o caminho ao Ministério Público para investigar possível esquema de desvio de verba pública que haveria naquele setor do governo.
 
A ex-secretária-adjunta não dá detalhes, mas sugere a existência de esquema de corrupção na Seduc e o faz numa data emblemática: 9 de abril ¬Dia Nacional de Combate à Corrupção.
 
Vanice é irmã do deputado estadual Airton Português (PSD). Com esse DNA foi inclusive secretária de Desenvolvimento do Turismo, mas perdeu o cargo para outra mulher, com sobrenome mais influente. Foi substituída pela deputada estadual peemedebista Teté Bezerra, que é casada com o presidente regional do PMDB e deputado federal Carlos Bezerra.

Desde o mês de março a saída de Vanice da Seduc estava no noticiário, mas com a devida cautela por se tratar de irmã de deputado. Mesmo com os dois pés fora da secretaria ela se manteve na função, mas agora resolveu sair e o fez com barulho. Ao desocupar as gavetas ela disse que o PT reduziu seu poder de ordenar despesas em 90%, ou seja, virou uma espécie de rainha da Inglaterra - aquela que reina, mas não governa.
Contrariada saiu do governo, mas não criticou o governador peemedebista Silval Barbosa, que conta com apoio de seu irmão Airton Português em sua base de sustentação na Assembleia Legislativa.
 
O Partido dos Trabalhadores, que Vanice acusa de ter sufocado sua atuação, controla a Seduc. O secretário de Educação é Ságuas Moraes, suplente de deputado federal petista. Companheiros de Lula ocupam cargos comissionados em todos os escalões e quem não reza pela cartilha petista tem dificuldade em trabalhar na equipe de Ságuas – revela uma professora concursada lotada na burocracia daquela secretaria.

A saída de Vanice é mais um ato que resultará na troca de comissionado no governo. Sua fala sobre o suposto desvio de verba pública não é mero desabafo em esquina: é a fala de uma ex-secretária-adjunta de Estado, que precisa ser levada ao pé da letra.

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