Abandono de duas escolas preocupa
deputado Português.
Socialdemocrata visitou uma unidade
escolar na região de Cáceres e recebeu informações e fotografias de outras em
que apontam o descaso da Seduc.
Duas escolas estaduais em municípios
diferentes de Mato Grosso apresentam situações semelhantes: alunos e
professores estudam e desenvolvem aplicações nas disciplinas de forma precária
e se “viram como podem”, ou seja, são submetidos a todas as formas de
adversidades do tempo, faça chuva ou sol.
O deputado estadual Airton Português
(PSD) esteve em uma das comunidades na região de Cáceres e outra, em Ribeirão
Cascalheira, recebeu em seu gabinete professores e alunos, que se queixaram do
abandono da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Por causa disso, o deputado apresenta na
sessão desta terça-feira (30) indicação para a Seduc providenciar de forma
urgente a reconstrução de uma delas, a de Ribeirão Cascalheira, e a retomada
das obras na unidade situada na região de Cáceres.
A unidade que recebeu a visita do
deputado é a Escola Estadual Mário Duilio Evaristo Henry, no Distrito Nova
Cáceres (antigo Assentamento Sadia) a 160 km de Cuiabá, na região de Cáceres.
Lá estudariam 250 alunos das comunidades Sadia 2 onde está a unidade ,
Laranjeiras, Paiol e Nossa Senhora de Aparecida, caso a construção tivesse sido
finalizada.
São os próprios alunos que reclamaram da
ausência do Estado, por meio da Seduc, na vida escolar deles. “Era uma casa
muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada...”, cantarolou a estudante
Gilvane Paiva Fagundes, 27 anos, lembrando a letra da música “A Casa”, de
Vinicius de Moraes.
Na realidade, Gilvane fez referência às
condições precárias onde estudam 75 alunos. As salas de aula são improvisadas
em casas somente com cobertura. Quando chove, eles se arranjam como podem.
Quando faz sol, alunos se abanam até com folhas de papel. “Aqui só estuda quem
realmente precisa”, reclama o estudante Rudners Gonçalves Nóbrega.
ABANDONO
Informações colhidas pelo deputado
estadual Português apontam que a construtora abandonou a obra há mais de dois
anos. A alegação é de que a Seduc não repassou recursos para pagamento da
medição. A empreiteira deixou o canteiro somente com as paredes erguidas e mato
agora toma conta.
Os recursos são provenientes do Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O deputado, no entanto, não
obteve informação a respeito do orçamento da obra.
RIBEIRÃO CASCALHEIRA
A situação dos estudantes da Escola
Estadual Coronel Ondino Rodrigues Lima, em Ribeirão Cascalheira, não é diferente
dos que estão na outra, no Distrito de Nova Cáceres.
Em 2006, essa escola em Ribeirão
Cascalheira passou por uma reforma geral e dois anos depois foi finalizada já
com falhas estruturais. Em 2010, a direção da unidade fez relatório à Seduc, em
que detalhava a possibilidade de desabamento do telhado.
No segundo semestre de 2011, a Seduc
realizou o destelhamento de parte da escola, mas não começou a reforma. Com
isso, centenas de alunos foram distribuídos em salas destinadas aos professores
e até mesmo a diretoria.
A partir de janeiro de 2012 a direção da
escola começou a fazer cobranças à Seduc por meio de telefonemas e ofícios
encaminhados por malotes de correspondências. Até o momento não há qualquer
posicionamento da Seduc. Cerca mil alunos estudam na escola, distribuídos nos
ensinos fundamental, médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos).
COBRANÇA
A Assembleia Legislativa realiza nesta
terça-feira (30) duas sessões, que começam às 13h30. O deputado Português vai
apresentar indicação que é uma forma
de obrigar o Estado em fazer para que a Seduc providencie de forma imediata a
continuação da reforma do telhado da escola em Ribeirão Cascalheira e retomada
da unidade em Nova Cáceres.
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