Analistas políticos
Alfredo da Mota Menezes e Onofre Ribeiro avaliam positivamente a elaboração da
LEP-MT para otimizar os gastos públicos.
Analistas políticos apontam que a Lei
de Eficiência Pública (LEP-MT), em processo de elaboração na Assembleia
Legislativa, resultará em importantes avanços para a administração pública
estadual. Na avaliação de Alfredo da Mota Menezes, a implantação da lei é a
maior ação do Poder Legislativo nos últimos dez anos.
De acordo com Alfredo Menezes, a LEP-MT
precisa ser bem construída entre os poderes constituídos e a sociedade. “É a
maior obra desenvolvida pela Assembleia Legislativa nos últimos dez anos”,
afirmou o analista político.
Incentivador da criação da LEP-MT, o
analista tem comentado sistematicamente, a
importância de uma legislação mais
rígida e eficiente do que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Reportagem
do jornal O Globo mostrou, há duas semanas, que Mato Grosso gastava em 2008,
33% da receita corrente líquida com folha de pagamento.
Agora, gasta-se 44%, um
absurdo. Daqui a pouco tempo, faltará dinheiro para investimentos em saúde,
educação, segurança pública e infraestrutura no estado. Por isso, a criação da
LEP-MT é importante”, explicou o articulista que já elogiou a elaboração da lei
em artigo publicado no jornal A Gazeta, no programa “Chamada Geral”, da rádio
Mega FM, na qual participa diariamente, e no programa “Bom Dia Mato Grosso”, da
TV Centro América, no último dia 26.
Em artigo publicado no jornal A Gazeta
de quarta e quinta-feira (1 e 2 de maio), intitulado “Eficiência pública e
gastos”, o jornalista e analista político, Onofre Ribeiro abordou sobre a
realização da audiência pública para debater a LEP-MT, na Assembleia
Legislativa, há duas semanas.
Na publicação, Onofre destaca o
discurso do presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD), que
comentou sobre a falta de planejamento na administração pública e a necessidade
de mudança no pacto federativo, onde a União fica com grande parte do bolo
tributário (60%), enquanto os Estados recebem 25% e os municípios, apenas 15%.
“Como o sistema de gestão dos gastos é da pior qualidade, o brasileiro
trabalhou 130 dias no ano passado para pagar os impostos que não lhe chegam às
mãos na forma de serviços públicos de mínima qualidade.
Uma lei de eficiência
pública seria oportuníssima porque as chamadas atividades-meio da gestão
pública em Mato Grosso e no país estão fora do controle. Aqui, a arrecadação de
impostos cresceu em 2012, 12,5% e a folha de pagamento tem vindo na faixa de
16,6% ao ano”, observou o jornalista no artigo.
LEP-MT
Idealizador da LEP-MT, o
deputado Riva considera essencial para os poderes constituídos, a priorização
de investimentos nas áreas essenciais como saúde, educação, segurança e
infraestrutura.
“A proposta tem como objetivo a
otimização e aplicação dos recursos públicos em investimentos que atendam o
cidadão com qualidade. Uma das nossas prioridades para este ano na Assembleia
Legislativa é aprovar a LEP-MT, que é mais rigorosa que a Lei de
Responsabilidade Fiscal, no sentido de coibir o avanço dos gastos da máquina
estatal em todas as instâncias”, afirmou.
O projeto da Lei de Eficiência Pública
está embasado nas recomendações feitas pelo renomado economista Paulo Rabelo de
Castro, da RC Consultores, que realizou o estudo denominado “Mato Grosso Mais
Eficiente”, apontando o desempenho da economia de Mato Grosso incluindo a
política tributária atual e os programas de incentivo, a evolução dos gastos
públicos e as perspectivas de elevar a capacidade de investimento do Estado.
Estes estudos foram desenvolvidos para
subsidiar a solicitação da AMM, com a participação da Assembleia Legislativa e
parlamentares como Riva, que defende o estabelecimento de diretrizes econômicas
para o Estado utilizar melhor os tributos recebidos.
A reprogramação estratégica do
desenvolvimento de Mato Grosso proposta através da LEP prevê maior controle dos
gastos públicos, a ampliação da receita estadual através da ampliação da base
de arrecadação e o estabelecimento de metas de investimento público por
segmentos, regiões e fontes de recursos, entre outros mecanismos que asseguram
a eficiência da gestão financeira.
Em fase de elaboração, o projeto da
LEP-MT será apresentado ao Colégio de Líderes e posteriormente, apresentado em
plenário para votação dos deputados estaduais dentro de 60 dias. “A LEP-MT será
um marco na história da administração pública do Estado”, finalizou Riva.
Assessoria de Imprensa da Presidência


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