As Parcerias
Público-Privadas (PPP) podem ser utilizadas para a construção da ferrovia que
interliga os estados de Mato Grosso e Pará.
As Parcerias Público-Privadas (PPP) no
estado devem sofrer alterações para se tornarem menos burocráticas e
consequentemente, mais eficazes para agilizar maiores investimentos na
infraestrutura. Esse instrumento pode ser utilizado para a construção da ferrovia
que interliga os estados de Mato Grosso e Pará.
Em tramitação na Assembleia
Legislativa, o Projeto de Lei do deputado José Riva (PSD), prevê alterações na
Lei nº 9.641 de 2011 que dispõe sobre as PPPs em Mato Grosso, semelhante ao que
hoje funciona no Estado de São Paulo.
“O objetivo é permitir maior flexibilidade
na aplicação da lei, possibilitando no projeto, meios para facilitar a
manifestação de interesse da iniciativa privada, para as concessões de
interesse público, em várias áreas da administração estadual, viabilizando a execução
de obras que atendam às necessidades do setor produtivo e do conjunto da
sociedade”, argumenta Riva.
Entre as alterações propostas no
projeto, está que os interessados em contratos de PPPs possam apresentar
projetos e estudos de utilidade para a futura licitação, permitindo que possam
participar dos certames, com o correspondente ressarcimento dos custos pelo
vencedor. “Também propomos a atuação da Secretaria de Estado de Transporte e
Pavimentação Urbana (Setpu) na coordenação e elaboração dos estudos técnicos, o
que facilita a atividade das parcerias através da participação do setor
privado. As PPPs precisam ser aperfeiçoadas para se tornarem menos
burocráticas”, justifica o parlamentar.
FERROVIA
As PPPs podem ser utilizadas para a construção da ferrovia que interliga
os estados de Mato Grosso e Pará. Idealizado pelo deputado Riva, a proposta já
foi entregue para a presidente Dilma Rousseff (PT) e apresentada para o
ministro dos Transportes, César Borges e o presidente da Empresa de
Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.
Ao todo, mais de 30 municípios de Mato
Grosso e Pará serão beneficiados com o traçado ferroviário de 1,8 mil km,
melhorando a qualidade de vida de mais de três milhões de pessoas. “O grande
entrave de Mato Grosso é sem dúvida, a logística. A melhor proposta de
logística para o Brasil é a ferrovia MT/PA, pois no Pará, estão portos com os
maiores calados do mundo. Com essa ferrovia, vamos desafogar os corredores da
morte em que se transformaram as rodovias federais, diminuindo ainda quase 10
mil km de ida e volta pelo oceano, proporcionando competitividade aos nossos
produtos ao garantir o escoamento da produção. Apenas nessa região coberta pelo
traçado ferroviário, incluindo o
Araguaia e o Sul do Pará, podemos ter um incremento na produção em mais de 50%”, explicou Riva.
Araguaia e o Sul do Pará, podemos ter um incremento na produção em mais de 50%”, explicou Riva.
PROJETO
Apresentado nesse mês pelo deputado Riva, o programa de PPPs ficará
instituído, em caso de aprovação, para promover, fomentar, coordenar, regular e
fiscalizar a realização de parcerias na administração direta e indireta.
As PPPs serão mecanismos de cooperação
entre Estado e agentes do setor privado, com o objetivo de implantar e
desenvolver projetos ou serviço de empreendimento de interesse público, bem
como explorar a gestão das atividades delas decorrentes, cabendo remuneração
aos parceiros privados segundo critério de desempenho e disponibilidade, em
prazo compatível com a amortização dos investimentos realizados, na forma de
Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP), contrato administrativo
de concessão na modalidade patrocinada ou administrativa, nos termos da lei
federal.
Os parceiros privados deverão
apresentar a MIP, através de proposta, estudo ou levantamento, com vistas à
inclusão de projetos no programa de PPP, atendendo os requisitos estabelecidos.
“Os interessados em contratos de PPP poderão apresentar projetos e estudos de
utilidade para a futura licitação, sem prejuízo do direito de participarem do
certame e assegurando o correspondente ressarcimento do investidor do projeto pelo
vencedor do processo licitatório. É preciso promover esta alteração, pois
atualmente, quem desenvolve o projeto, não pode concorrer para executar o
serviço, o que é um equívoco”, alertou Riva.
O parlamentar explica que com a nova
legislação, caberia ao vencedor do certame, ressarcir os custos dos estudos
utilizados pelo poder público na modelagem final aprovada.

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