Não é de hoje que
autoridades que deveriam dar bom exemplo usam o velho tráfico de influência
para prejudicar cidadãos que pagam em dia seus impostos. O médico Alonso Alves
Filho conta que o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Antônio Joaquim
Moraes de Rodrigues Neto, desde que tentou comprar a fazenda Bocaina (Nossa
Senhora do Livramento) de propriedade de seu pai, idoso de mais de 80 anos, que
se negou a vender a terra, Antônio Joaquim desencadeou várias artimanhas para desestabilizar
o dono da Bocaina, objetivando a venda da propriedade a preço de banana.
“Só para gerar conflito,
pois não há a mínima necessidade dessa demanda judicial. Ele inventou que
precisa transitar dentro da Bocaina para buscar água, quando há várias fontes
de água dentro da fazenda dele”, explicou o médico.
Com isso, colocou canos nas
cachoeiras, provocando danos ambientais na Área de Preservação Permanente (APP),
invadiu a Bocaina, pondo cadeados e cerca com invasão nas terras de um idoso. “Ele
coloca frequentemente capangas para nos intimidar. Essa prática é antiga, todos
conhecem esse tipo de gente que se acha acima da lei. Ele age como se tivesse
certeza que a lei está ao lado dele. Mas a lei deve estar ao lado da verdade”,
acredita Alonso.
“Vou continuar processando
Antônio Joaquim e as autoridades que estão fechando os olhos para os laudos
periciais e documentais porque confio na Lei. Vou até Brasília, na última
instância. Ele não pode continuar com tráfico de influência, colocando delegado
de Polícia com toda equipe dentro de nossa propriedade, ameaçando, cometendo
cárcere privado, intimidando os funcionários e os proprietários, insinuando que
sou louco, entre outros crimes, e o cidadão de bem é condenado, multado e o
colarinho branco fica rindo apoiado por aqueles que lhes devem favores. Isso
são atitudes antiéticas e imorais”, desabafou o médico.
“Eu agradeço a todos
profissionais da mídia que publicaram a verdade dos fatos, várias televisões,
jornais, rádios e sites mostraram essas arbitrariedades, portanto, não foi
somente a TV Centro América que usou de ética profissional e revelou os abusos
de Antônio Joaquim. Ainda há profissionais sérios. Não estamos mais no
colonialismo que a imprensa precisava de autorização para exercer sua missão”,
concluiu o médico.
Cecília Gonçalves
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