Pesquisa
revela que carrinhos e cestas de supermercados estão entre os itens mais
infectados por bactérias devido ao intenso uso diário.
Os consumidores poderão
contar com mais um benefício na hora de fazer compras em supermercados. É o que
prevê um projeto de lei que exige maior rigor na higienização de carrinhos e
cestas para o acondicionamento de compras oferecidos pelos estabelecimentos
comerciais de Mato Grosso.
Se aprovada a nova lei,
de autoria do deputado Gilmar Fabris (PSD), a limpeza desses utensílios deverá
ser feita a cada 24 horas, com atenção especial aos carrinhos que contêm
acomodações para crianças, tipo bebê conforto. O processo de higienização
deverá garantir a eliminação dos microrganismos nocivos à saúde.
“Assim sendo, pela
importância do projeto solicitamos o apoio dos deputados à rápida aprovação, para
que a lei entre em vigor e proporcione mais proteção à população”, defende
Fabris.
Fabris explica que a
proposta está embasada na pesquisa realizada pelo Comitê de Proteção ao
Consumidor da Coréia do Sul, divulgada pela agência de notícias Reuters, que
constatou que os carrinhos de supermercados estão entre os itens mais infectados
por bactérias.
Conforme a pesquisa, o
número de bactérias presente nesses utensílios é maior do que as encontradas nos
mouses de cybercafés; suportes instalados em ônibus coletivos e maçanetas de
banheiros públicos. Para se ter uma ideia, em 2011 pesquisadores da
Universidade do Arizona (EUA), liderados pelo professor de microbiologia Charles
Gerba, examinaram barras de suporte para as mãos de 85 carrinhos de
supermercado em quatro estados norte-americanos e, em 72 deles acharam um
marcador para bactérias fecais.
Da mesma forma, o
biomédico Roberto Martins Figueiredo, o "doutor Bactéria", é
categórico ao afirmar que o objeto mais contaminado com bactérias é o carrinho
de supermercado. O projeto de Fabris será avaliado pelas comissões de Indústria,
Comércio e Turismo e de Constituição, Justiça e Redação antes da
votação em Plenário.
ITIMARA FIGUEIREDO
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