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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

"Abi Ackel critica pedido da defesa de Dilma para TSE não incluir provas da Lava Jato em processo"

Paulo Abi Ackel Foto George Gianni PSDBO deputado federal Paulo Abi Ackel (PSDB-MG) refutou a hipótese de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acate o pedido da defesa de Dilma Rousseff e deixe de usar os dados colhidos pelos investigadores da Lava Jato como prova em um dos processos que pedem a cassação do mandato da presidente. Para o parlamentar mineiro, tal cenário é “inimaginável”, por conta da força das provas obtidas pelos investigadores.
“Tratam-se de provas contundentes, importantes para o futuro, inclusive, da nossa estrutura de país democrático. Que essas provas possam ser carreadas aos autos do processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral.
Se assim o Supremo não decidir, ou se porventura acatar o pedido de Dilma – algo, nesse momento, ainda para mim inimaginável – será de uma gravidade enorme. Nós temos que ter confiança de que a ação está bem proposta, tem muitas provas e que o tribunal vai julgar com isenção”, ressaltou Abi Ackel.
O material encaminhado pelo juiz Sérgio Moro ao TSE contém um relatório da Polícia Federal sobre diálogos de Ricardo Pessoa, dono da UTC, e de um executivo da empreiteira. Em delação premiada, Pessoa afirmou que em 2014 foi persuadido pelo ministro Edinho Silva, então tesoureiro da campanha à reeleição de Dilma, a aumentar as doações feitas pela empresa para R$ 10 milhões. A defesa da presidente afirmou, segundo matéria publicada pela Folha de São Paulo nesta terça-feira (9), que os “requisitos necessários” para a inclusão do material no processo “não estão presentes”. A tese foi refutada pelo Ministério Público em texto assinado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Eugênio Aragão. O posicionamento do MP foi apoiado por Abi Ackel.
“Nesse caso eu concordo com o procurador (Rodrigo) Janot, que afirmou peremptoriamente que é incabível o pedido da defesa da presidente. Na verdade, os advogados da presidente estão tentando, no uso das suas funções de procuradores dela, impedir o curso do processo no Tribunal Superior Eleitoral. Nós temos que acreditar que a justiça existe no nosso país e que há provas irrefutáveis, sobretudo de que houve um montante enorme de recursos não contabilizados na campanha”, comentou.
O processo é um dos quatro protocolados pelo PSDB pedindo a cassação do mandato da presidente Dilma e do vice-presidente Michel Temer (PMDB). Três deles sustentam que houve abuso de poder econômico e político durante a campanha da petista. A outra ação trata da captação ou gasto ilícito de recursos de campanha.

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