Tempo bom e temperatura bem acima da média para a época, em Curitiba. A situação política Nacional é catastrófica e a aprovação da continuidade do processo de impeachment da Presidente Dilma foi aprovado pela Câmara. Aliás, o julgamento do processo de impedimento foi político. Os fatos jurídicos aceitos na denúncia são frágeis, vez que poderiam impedir 16 Governadores, incluindo o do Paraná e não o fazem. Diferente do que pensa o Brasileiro médio, que neste momento confunde alhos com bugalhos, o julgamento de Dilma pelo Congresso nada tem a ver com a operação Lava-Jato. A situação lastimável a que chega o Governo pelo qual eu trabalhei, é fruto da falta de diálogo com a base aliada, de acordos não cumpridos, da inabilidade na relação com o Congresso Nacional, de uma política econômica neoliberal que não agrada nem ao próprio partido da Presidente e da falta de coerência no cumprimento de agendas programáticas. Há um ano e meio o país está parado.
Saí do Governo por não concordar com a falta de clareza sobre as prioridades nacionais do então “núcleo duro” do segundo mandato. A maneira arrogante e autossuficiente de conduzir a gestão pública também se deu no trato com os aliados, além disso, gente competente foi tirada de postos estratégicos para dar lugar a aventureiros. Os reflexos da era a Rossetto/ Mercadante/ Pepe Vargas na gestão política do Planalto estão sendo vistos agora. Quando a Presidente acordou, já era tarde.
Não tenho dúvidas que o projeto apresentado à sociedade durante a campanha, e que o PMDB ajudou a construir, era o mais progressista, porém, foi inviabilizado pelos fatores expostos acima e pelo revanchismo de uma oposição inconformada pelo resultado da vontade popular apontado pelas urnas, associada a uma imprensa tendenciosa e ávida por vender manchetes.
Sou obrigado a dizer que não concordo com o discurso oficial, que quer atribuir a Michel Temer a pecha de traidor, de golpista. Não o é! Mesmo preterido pela Presidente, foi parceiro em momentos de crise e fundamental na campanha de reeleição. Os erros infantis cometidos principalmente na articulação política do Governo são a causa do atual momento, não há espaço para amadorismo em tal nível de Poder.
Agora cabe ao Senado dar seu veredito. O Brasil precisa de equilíbrio! Que os vencedores tenham a grandeza de arrefecer os ânimos dos inconformados, que a sociedade entenda que as disputas políticas não são um jogo de futebol e que a participação política é mais do que desfilar em passeatas ou publicar “memes” na própria rede social. Que a justiça funcione e puna TODOS os corruptos e que as urnas se encarreguem dos demagogos!
O Brasil deve trilhar pelo caminho do bem estar social, do apoio preferencial às pessoas mais pobres, da luta contra as desigualdades, da eficiência na gestão da coisa pública, do combate à corrupção e ao Capital vadio. Continuarei lutando por isso!
Rafael Xavier Tesoureiro da FUG-PR e membro do Conselho Fiscal da FUG Nacional. Foi vereador suplente em Curitiba e Coordenador de Relações Institucionais da Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República.
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