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segunda-feira, 26 de junho de 2017

"Banco de Leite Materno em Sinop pretende prevenir doenças e diminuir mortalidade infantil"

Os Bancos de Leite Humano (BLH) funcionam no Brasil há 32 anos e atuam como casas de apoio à amamentação, com o objetivo de diminuir as taxas de mortalidade infantil em instituições hospitalares. Entre 2009 e 2016, cerca de 1,8 milhões de recém-nascidos foram beneficiados. Período esse em que mais de 1,3 milhões de mulheres foram doadoras e ajudaram a somar 1,4 milhões de litros de leite coletados. O Brasil é o país com a maior e mais complexa rede de bancos de leite do mundo. Atualmente conta com 221 unidades e 186 postos de coleta, além do recolhimento domiciliar.
Todo o leite doado vai para bebês que demandam cuidados especiais em unidades de terapia semi-intensiva e intensiva (prematuros e com baixo peso). Porém a rede brasileira consegue atender apenas 60% da demanda pelo alimento.
Com base nesses dados do Ministério da Saúde, o vereador Ademir Bortoli (PMDB), apresenta na sessão desta segunda-feira (26), um Projeto de Lei para a implantação do Banco de Leite Materno (BLM) em Sinop (MT). A iniciativa é embasada na política de prevenção de doenças e diminuição da mortalidade infantil, com o objetivo de fornecer leite materno sob prescrição médica, atendendo às necessidades dos recém-nascidos, principalmente dos prematuros e lactantes com patologias que exijam o aleitamento natural. “Os médicos ressaltam que o leite materno é completo e o único alimento que o bebê precisa até os seis meses de idade. O projeto busca ainda aumentar a auto-estima das doadoras que em perfeita saúde física, com excesso de leite no peito, possam realizar a doação, ajudando a atender as necessidades de recém-nascidos prematuros, de baixo peso, imunologicamente deficientes, com alergias a outros leites e em casos de gestação gemelar”, destacou Bortoli.
Em média, 3 milhões de bebês nascem por ano no país. Desses, 332 mil são prematuros ou nascem com peso menor do que 2,5kg. Nesses casos, os recém-nascidos precisam permanecer internados até atingirem o desenvolvimento necessário para serem liberados.
Cristiane Carvalho Mendonça Blanco conta que o filho pré-maturo precisou ficar 25 dias internado na UTI. Na época, cerca de dois anos atrás, as mães podiam entrar na Unidade de Terapia Intensiva de três em três horas para amamentar. “Eu e outras mães não tínhamos leite materno para nossos filhos. Foi necessário dar o leite que era prescrito pelo médico. Dávamos o alimento no copinho porque os bebês eram muito pequenos e não tinham força para sugar. Tinha uma mãe lá com muito leite e que poderia doar para todos os nenéns que estavam na UTI, no entanto não era permitido, porque não havia como coletar e armazenar o alimento. Seria um sonho se Sinop tivesse um banco de leite materno, assim as mães e os bebês não precisariam passar pelo que passamos”, concluiu Cristiane.
Dieny Vieira

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