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terça-feira, 11 de julho de 2017

"53ª EXPOAGRO: Startups apostam no potencial do agronegócio e inovam no setor "

Novos conceitos e tendências de consumo de produtos e serviços proporcionaram ao agronegócio brasileiro uma nova leitura de strategic business – que, por sua vez, propiciou uma verdadeira revolução em questão de empreendedorismo, tecnologias e processos por meio do surgimento de novos modelos de negócios e oportunidades de retorno financeiro. Entre eles, estão as startups, que ganham cada vez mais espaço no campo e devem marcar ainda mais presença nos próximos anos dentro do agronegócio. É o que contextualizou o consultor da AgriHub, Fábio Silva, durante a palestra “Inovação Tecnológica AgriHub”, ministrada na tarde desta segunda-feira (10.07), dentro da programação da segunda edição do Fórum das Cadeias Produtivas – que segue até esta sexta-feira (14.07), no Pavilhão de Leilões do Parque de Exposições Senador Jonas Pinheiro, em paralelo à 53ª Exposição Agropecuária (Expoagro) de Cuiabá.

Segundo Silva, investir em tecnologia no campo não é novidade. Afinal, produtores e empresas estão sempre em busca de soluções para facilitar e aprimorar seu trabalho. Porém, cada vez mais o mercado exige estratégias personalizadas – apropriadas às condições locais, com ferramentas mais baratas e que solucionem problemas.

“Grandes empresas, que já estão no mercado, demoram mais para investir em inovação, pois isto requer um planejamento mais longo. Já, as startups aceleram esse processo ao chegarem com uma proposta nova dentro de qualquer mercado, oferecendo uma solução que ninguém está acostumado. Isto, com um capital contado para desenvolver um trabalho no menor tempo possível”, explica o consultor.

No caso do AgriHub, a ideia é de criar uma “teia” capaz de conectar produtores, startups, mentores, empresas, pesquisadores e investidores num ecossistema de inovação e empreendedorismo no agronegócio. A iniciativa é desenvolvida pelo Sistema Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso), que articula os produtores; pelo Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), que fornece dados econômicos e estatísticas; e pelo Senar (Serviço Nacional de Educação Rural), que se dedica aos treinamentos.

Contudo, apesar da efetiva solução de problemas, Silva ressalta que as startups, bem como o projeto AgriHub, ainda possuem alguns desafios a serem superados – como, por exemplo, ganhar o apoio e a confiança por parte dos produtores rurais. Tendo em vista que há um receio intrínseco em relação ao novo. A favor do sucesso dessas iniciativas, porém, é preciso dizer que Mato Grosso tem tradição em inovar.
“É preciso estar disposto a participar. Sem os produtores, ou como chamamos no AgriHub ‘o núcleo duro’, não conseguiremos difundir as startups. Elas sozinhas não possuem toda a experiência para empreender e resolver os problemas dos produtores rurais – que, como mentores, ajudam no processo e validam suas atividades. Hoje, por exemplo, já contamos com 55 produtores rurais cadastrados. Estamos vendo crescer a adesão. Mato Grosso sempre foi vanguarda na agropecuária como um todo e mais uma vez estamos provando isso através do projeto”, pondera.

SUPLEMENTAÇÃO DE BOVINOS – Investir no manejo de pastagens pode dar lucro na pecuária. É o que apontou a palestra "Suplementação de Bovinos a Pasto", ministrada pelo médico veterinário Cristiano Felix, diretor da empresa Planutre, que apresentou um case de sucesso envolvendo a Agropecuária Barra Bonita, também no Fórum das Cadeias Produtivas.

"Na pecuária, o famoso 'piloto automático' está muito presente. Muitas vezes, para a realização de tarefas cotidianas, que exigem determinados períodos de tempo, fazemos tudo da forma mais fácil e simples quanto aprendemos. Se planejarmos e estudarmos, conseguiremos enxergar novas diretrizes e ganhos", comenta.

SUSTENTABILIDADE – O desafio de atingir o desenvolvimento sustentável é uma prática inerente à maioria dos setores produtivos. Tal missão não seria diferente com a piscicultura, que busca o equilíbrio entre os aspectos ambientais, econômicos e sociais – como apontou a palestra do gerente de novos negócios da Casa do Peixe, Cássio Ferraz.
"Essa 'sustentabilidade' é algo que também já está sendo exigida em mercados internacionais. É preciso cuidar do meio em que produzimos o nosso produto. Das águas. Da natureza. Na piscicultura, por exemplo, trabalhamos essencialmente com capital humano. Praticamente, sem automação", enfatiza Ferraz.

Pensamento reiterado por Evaldice Ferraz Eve, diretora da Ferraz Energética Ltda., que destacou em sua palestra a importância da sustentabilidade. "As empresas podem contar com um selo verde com a energia solar fotovoltaica, que é uma produção ecologicamente sustentável. Se o sol nasce para todos, porque não utilizá-lo?", indaga.

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