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sábado, 23 de setembro de 2017

"Presidente da Câmara diz que crise entre partidos está superada"

Rodrigo Maia informou também que o Senado vai começar a discutir a reforma política.
J. Batista
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, concede entrevista no Rio
Rodrigo Maia, em entrevista no Rio de Janeiro, defendeu a análise rápida  da denúncia contra Temer para que a Câmara volte a analisar as reformas
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que seu partido, o DEM, não vai misturar a disputa que teve com o PMDB em torno da filiação de políticos com a denúncia contra o presidente Michel Temer, que chega à Câmara ainda essa semana.
“Nós não vamos misturar uma coisa tão grave quanto uma denúncia, com o problema que envolve dois partidos e parte do Palácio do Planalto. Mas esse assunto está encerrado, já falei o que tinha para falar, e o governo ouviu. Espero que o governo continue na linha das reformas, que a economia continue crescendo e que a gente volte a criar empregos com carteira assinada”, disse Maia ao dar o assunto está superado.

Maia se referia ao episódio em que os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil) participaram da filiação do senador Fernando Bezerra (PE) ao PMDB. Bezerra poderia ter trocado o PSB pelo DEM, e a presença dos ministros, segundo Maia, simbolizou a presença do governo numa disputa política.
“Se tivesse ficado apenas entre PMDB e DEM tinha menos gravidade, mas com a participação de ministros do Planalto aí a gravidade aumenta, mas tenho certeza de que o governo entendeu a minha preocupação, que é uma preocupação com o governo, porque em votações importantes podemos perder votos dos deputados do DEM”, disse referindo-se à votação da reforma da Previdência, prevista para outubro.
Denúncia
Questionado sobre a denúncia contra Temer, Maia voltou a afirmar que tudo será feito dentro do regimento da Câmara, mas fará de tudo para que o assunto seja resolvido o mais rápido possível. “É um assunto que paralisa a Casa, e por isso temos de resolver o mais rápido possível”, disse.

Eleição
Maia disse que teve um encontro com o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, e que o Senado vai começar a discutir também uma reforma política. Ele disse que há uma ideia de fazer o fundo público para o financiamento de campanhas eleitorais, mas acredita que não será votado um fundo sem fonte de recursos. “Da onde vai aparecer esse dinheiro? Se essa for a vontade da maioria, temos de ver de onde vem esse dinheiro. Não podemos tirar da saúde, educação e segurança, tem de sair da política, diminuindo o fundo partidário, ou o tempo de televisão”, disse.

Argentina
Maia falou à imprensa logo após participar de um encontro de negócios promovido pela Embaixada da Argentina no Rio de Janeiro. Foram abertas 10 Câmaras comercias argentinas no Brasil, e Maia falou sobre a aproximação de negócios entre os dois países. “Acho que esse é um novo momento da relação Brasil-Argentina, que nós devemos muito certamente ao presidente Macri e ao presidente Michel Temer, que têm priorizado a relação entre os dois países. A gente tem muito a crescer em conjunto, todos os países do nosso continente. Podemos fortalecer nosso ambiente de negócios, para fortalecer a nossa relação com os outros continentes”, disse.
Reportagem - Marcello Larcher 
Edição - Roberto Seabra

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