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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

"TRISTEZA: Rondonópolis perde Valdemar Nestor, pioneiro da contabilidade"

O contador estava desde 1965 em Rondonópolis, onde montou um dos primeiros escritórios de Contabilidade da cidade.Faleceu na madrugada deste sábado (13/1) o pioneiro Valdemar Nestor de Araújo, um dos primeiros contadores da cidade e figura ativa da sociedade local. Membro da Maçonaria, empresário e contador, ele faleceu aos 83 anos de idade e deixou esposa, cinco filhos, treze netos e seis bisnetos. Ele estava internado em Cuiabá há cerca de uma semana e morreu vitimado por uma embolia pulmonar, por volta de 2 horas da manhã.
O pioneiro nasceu na Bahia, de onde saiu para ir para o estado de São Paulo, para estudar Pedagogia, mas mudou de ideia e acabou por se tornar técnico em Contabilidade, por considerar que a profissão tinha “mais futuro”. Foi em São Paulo que conheceu dona Iraci, na época estudante do ginásio no colégio São Salvador, onde Valdemar Nestor estudava no curso de Técnico em Contabilidade, e com quem veio a se casar alguns anos depois, já no ano de 1961. Na sequência, fez o curso de Economia na Pontifícia Universidade Católica (PUC), se formando em 1964. Em 1965, o casal chegou em Rondonópolis, para onde veio inicialmente para ajudar o pai de Valdemar Nestor, que tinha um pequeno negócio de compra e venda de arroz e algodão. Como quis exercer sua profissão, em seguida ele montou o Confismat, um dos primeiros escritórios de Contabilidade da cidade e região. Ele também atuou como professor, ensinando os rudimentos da Contabilidade para os jovens. Como todo bom pioneiro, ele era um visionário e tinha espírito empreendedor, sendo uma das primeiras pessoas a acreditarem que era possível plantar no Cerrado mato-grossense, que era considerado impróprio para a agricultura na época. Por conta dessa convicção, começou a plantar algodão no pequeno sítio da família, para em seguida comprar uma área maior, em 1968, onde até hoje a família tem uma fazenda, às margens da BR-364, na saída para Cuiabá. Membro da Maçonaria desde 1965, sendo um dos fundadores da Loja Maçônica Marechal Rondon, Valdemar Nestor foi muito ativo também na política, tendo atuado fortemente nos bastidores, como membro da Arena, no período em que imperava o bipartidarismo no País, sempre defendendo seus ideais liberais, mesmo nunca tendo se candidatado ou exercido mandato eletivo. “Ele fazia questão de nunca faltar às reuniões da Maçonaria. Ele realmente vivia os ideiais da Maçonaria, levava o seu pensamento para a vida dele”, declarou sua esposa, dona Iraci, hoje com 77 anos.Mas foi escrevendo seus artigos sobre política que o pioneiro soltava o verbo e marcava suas posições políticas, tendo se envolvido inclusive em algumas polêmicas com figuras igualmente marcantes da sociedade local, como o saudoso bispo católico Dom Osório Stoffel. “Ele sempre teve o pensamento liberal e defendia essa forma dele de ver o mundo. Mas nunca eram brigas de verdade, eram somente embates ideológicos, nunca caso de criar inimizades”, emendou dona Iraci.
Já mais idoso, por volta de 2007, se afastou em parte do seu escritório de contabilidade, tendo passado a gestão do mesmo para o primo Fabiano Benevides, mas nunca chegou a se aposentar, indo toda semana até seu local de trabalho para acompanhar tudo. Para a família, Valdemar Nestor sempre foi a referência, o pai rígido mas, ao mesmo tempo, amoroso, que não abriu mão de educar e conduzir seus filhos e netos pelo caminho do bem. “Nós sempre tivemos muito orgulho dele. Nós sentimos uma tristeza imensa (com seu falecimento) e já estamos com saudades. Ele foi um bom exemplo para os filhos, incentivou todos a lerem muito, a terem bons costumes, a serem honrados e se dedicarem ao trabalho”, disse sua esposa, entre lágrimas. O corpo de Valdemar Nestor de Araújo começou a ser velado ontem, as 16 horas, na Loja Maçônica Marechal Rondon, que fica próxima a Santa Casa, e será sepultado as 16 horas de hoje no cemitério da Vila Aurora.
Homenagem do Jornal A Tribuna

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