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segunda-feira, 12 de março de 2018

"GAZETA AGRO: Evento discute abertura de novos mercados e sustentabilidade na produção"

O crescimento do agronegócio no pais, a abertura de novos mercados, perspectivas econômicas e sustentabilidade na produção foram temas de debate do evento Gazeta Agro, que teve o governador Pedro Taques como convidado de honra. O evento, organizado pelo grupo Gazeta de Comunicação, nesta segunda-feira (12.03) no Cenarium Rural, reuniu personalidades da economia nacional, como os ministros da Agricultura, Blairo Maggi, da Fazenda, Henrique Meirelles e do Meio Ambiente, José Sarney Filho. Na abertura do evento, o governador destacou que Mato Grosso segura a balança comercial do Brasil e defendeu a importância da criação de um fundo pelo governo Federal para compensar a desoneração da lei Kandir. “Mato Grosso contribui muito com o Brasil, principalmente com o agronegócio, mas o pais precisa olhar de forma diferenciada para Mato Grosso. Eu sou contra a taxação do agronegócio, o que é necessário é a criação de um fundo para que Mato Grosso possa receber não R$500 milhões por ano, mas R$ 5 bilhões que é o que temos direito”.
Taques explicou que o governo já economizou R$ 1 bilhão de reais com o custeio da maquina e já trouxe R$ 1,2 bilhão de sonegação de impostos por meio do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), criado em sua gestão. “Estamos trabalhando para aumentar a arrecadação para que possamos superar esse momento de crise”.
Sobre o diálogo que o governo vem tendo com os setores produtivos, incluindo o agronegócio, sobre o Fundo de Estabilização Fiscal, Taques reafirmou que o projeto só será mandado para a Assembleia depois de um consenso. O governador ainda ressaltou a importância para Mato Grosso da estratégia PCI - Produzir, Conservar e Incluir - que foi apresentada na COP 21, em Paris. “É uma estratégia da sociedade mato-grossense, levando em conta a Produção, Conservação e inclusão de pessoas e que teve um reconhecimento na COP 23, na Alemanha”.Ministros
O Ministro de Agricultura, Blairo Maggi, pontuou que o agronegócio é a base da economia de Mato Grosso, gerando muitas receitas e impostos para o estado e que é necessário acabar com a prática de sonegação no setor. Sobre os desafios da abertura de novos mercados, esclareceu: “Temos muitos concorrentes que aproveitam nossas falhas, nossas fraquezas para suplantar o mercado que estamos tentando construir”.
Sobre o crescimento do agro, Blairo explicou que o setor vem se modernizando, criando novos postos de serviços, aumentado a produtividade mas que ainda é preciso aumentar a rentabilidade do produtor. “O produtor tem pagado mais royalties e taxas tecnológicas, os fertilizantes e transportes estão mais caros, e a renda final desse trabalhador, que é o que interessa, tem ficado achatada”. Uma das soluções apontadas pelo ministro é a melhora do transporte, com boas estradas e ferrovias. “Aqui em Mato Grosso trabalhamos com commodities, que são preços baratos e tudo que puder diminuir com transporte é ganho para o produtor. O lucro é usado para reinvestir na propriedade dele”.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, lembrou que a agricultura já mostrou sua força, resultando num grande crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “Mato Grosso é exemplo para Brasil e mundo na produção de soja, algodão. Brasil está voltando a crescer e a o agronegócio foi o primeiro setor que deu impulso com a grande safra anterior”.
A queda da taxa de juros foi considerada pelo ministro como fundamental para que o país produza mais. “O Brasil esta crescendo e criando empregos. É importante que o brasileiro possa ter um trabalho, melhor renda e menos inflação, só assim o pais terá como proporcionar melhores condições de vida para seu povo”.
José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente, falou sobre a importância da Amazônia e da agropecuária sustentável “O meio ambiente e produção tem que andar de mãos dadas em prol do desenvolvimento do pais. É necessário a preservação dos recursos naturais para garantir o futuro das próximas gerações. Hoje a gente não pode se preocupar, por exemplo, só com a qualidade mas com a quantidade da agua”, afirmou.
Renata Prata Gcom-MT

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