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quarta-feira, 14 de março de 2018

"Wellington defende maior prioridade para corredores logísticos estratégicos de MT"

Senador volta a mencionar a importância de se estabelecer amplitude na segurança jurídica para atrair investimentos privados. Maior exportador de commodities agrícolas do país, Mato Grosso deve ser classificado como ‘prioridade absoluta’ na definição do planejamento estratégico para o desenvolvimento da logística nacional. É o que defende o senador Wellington Fagundes (PR-MT), que participou nesta quarta-feira, 14, do Seminário “Corredores Logísticos Estratégico”, no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O evento contou com a presença do ministro dos Transportes, Maurício Quintela.
Ao participar do segundo painel de infraestrutura nesta semana - a primeira foi em São Paulo, na abertura da Intermodal - Fagundes afirmou que Mato Grosso é atualmente um dos pilares centrais do desenvolvimento econômico nacional, ao se posicionar como líder nas exportações agropecuárias do Brasil. Disse, no entanto, que o Estado que carece de fortes investimentos na logística e afirmou que a multimodalidade do sistema de transporte é um dos grandes desafios para o país.
Com base nos resultados do estudo, realizado pela Secretaria de Política e Integração do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação, contatou-se que os corredores de exportação do complexo de soja e milho - principais responsáveis pela safra recorde de grãos do país – utilizam os modos rodoviário, ferroviário e hidroviário, com maior participação do modal rodoviário. Já nos corredores de consumo interno, o abastecimento é realizado exclusivamente por rodovias.
A maior participação do modo rodoviário em todos os corredores, de acordo com levantamento, acarreta custos elevados de transportes, considerando que as rodovias não são o modo mais apropriado para longas distâncias. O trabalho apontou ainda nas rodovias “pequena extensão da malha sem pavimentação”, que estão sendo tratados pelo Governo com trabalhos de duplicação em trechos concedidos, contratos ativos de pavimentação, restauração e manutenção; como também a inserção de alguns trechos no Programa de Parcerias de Investimento – PPI.
Nas ferrovias, foram identificados gargalos relativos à segurança e à capacidade da via, além de aspectos regulatórios, como a necessidade de revisão das regras relativas ao direito de passagem de terceiros. O modal hidroviário, por sua vez, segundo o levantamento, tem a menor participação em extensão nos corredores estratégicos, apresentando dificuldades de navegabilidade. Foram também apontados necessidades de infraestrutura nas áreas dos complexos portuários, bem como problemas nos acessos terrestres e marítimos aos portos.
“Embora os corredores logísticos para grãos já façam uso da integração modal, evidenciou-se, devido à forte participação do modal rodoviário, a necessidade de priorizar os investimentos em ações que proporcionem uma logística eficiente com foco no aumento da intermodalidade entre os transportes rodoviário, ferroviário e hidroviário. E é exatamente isso que estamos constantemente debatendo em todas as esferas possíveis” – disse o senador republicano.
A ideia, segundo ele, segue na linha de reduzir custos e otimizar a eficiência energética de cada modo, minimizando os impactos ambientais, de forma a permitir que os produtos passarão a ser mais competitivos no mercado externo. “Temos enfatizado em todas as instâncias que a solução para os problemas existentes no nossos modais passam, necessariamente, pela priorização dos investimentos públicos e, sobretudo, por atrair os investimentos privados” – destacou.
Oportunidades em MT – O senador Wellington Fagundes voltou a destacar que Mato Grosso oferece grandes oportunidades de investimentos. Ele citou a necessidade de consolidar o chamado Arco Norte da Logística, considerado indispensável para atender objetivamente aos interesses da produção do agronegócio. Além dos portos do Pará, Amazonas e Maranhão, destacou a viabilização da Hidrovia Paraguai-Paraná, a partir da região Oeste do Estado como essencial.
Ele destacou ainda a importância da implantação do modal ferroviário, ligando as principais regiões produtoras do Estado até os portos. “Falo da ligação entre Sinop e Miritituba, no Pará, a chamada Ferrogrão. Trato também da passagem
da Ferrovia Transcontinental pelas regiões de Água Boa, no Araguaia, chegando a Sorriso e Lucas do Rio Verde, no Norte do Estado” – acrescentou, citando ainda a extensão da chamada Ferronorte, chegando a Cuiabá e indo para o Norte do Estado.
Da assessoria
Foto: Assessoria

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