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segunda-feira, 28 de maio de 2018

"ELAS NO CAMPO: Governança Corporativa é mudança positiva para evitar conflitos e garantir a perenidade no agronegócio"

Entregar o “bastão” para os sucessores é um dos grandes desafios das empresas familiares – que, por sua vez, chegam a representar 80% das 19 milhões de companhias existentes no Brasil. Pesquisas apontam que apenas 12% desses negócios sobrevivem após a terceira geração familiar assumir o comando. Os dados são de um estudo do National Bureau of Economic Research Family Business Alliance. Diante deste cenário um pouco pessimista, a Governança Corporativa surge como uma resposta positiva para solucionar alguns conflitos no campo e contribuir para a perenidade no agronegócio. Para a diretora executiva da Girassol Agrícola, Neusa Lopes, a Governança Corporativa pode ser compreendida como a junção do contexto familiar dentro de um perfil mais profissional com a empresa também com funções mais profissionais – com planejamento, papéis definidos, processos delineados, diretrizes e foco, entre outros pontos. “É a profissionalização da gestão e isso não chega com uma fórmula ‘correta’. Há protocolos que devem ser feitos e aplicados na hora oportuna que o modelo familiar permitir.
Mas, para isso, é preciso dar o primeiro passo. Depois, outro. Até que um dia você olha para trás e percebe que é um caminho sem volta, que só te permite seguir adiante. Exige muita força de vontade diante dos desafios, além da busca pelo diálogo, convivência e enfrentamentos saudáveis”, ressalta.
Lopes destaca que, no momento em que diferentes gerações dirigem a fazenda, é normal aparecerem dilemas. Por um lado, os mais jovens costumam querer adotar novos processos e tecnologias. Enquanto que muitos patriarcas, os fundadores da empresa, não enxergam a necessidade de abandonar práticas previamente adotadas. Torna-se comum ouvir a frase: “sempre deu certo desse jeito, por que mudar agora?”.
“No fim do dia, o patriarca quer que as próximas gerações sejam seu espelho e continuem fazendo exatamente igual porque isso rendeu a construção de um império. Mas, ao mesmo tempo, você está em um mundo que mudou 360º. A segunda geração já é fruto disso e chega querendo aplicar processos diferentes – um outro modelo de gestão, o qual também não está preparada, mas quer. Logo, o patriarca vê como desnecessário ‘porque a vida inteira’ fez de outra forma”, destaca.
A diretora executiva complementa que o profissional responsável por guiar esse processo precisa colocar em prática diversas habilidades e competências de liderança tendo em vista que irá lidar com os mais variados tipos de situações.
“Por vezes, é uma trajetória dolorosa. Você mexe com os sentimentos das pessoas – e são elas que irão dar credibilidade ao processo. É preciso inteligência emocional, principalmente, para o gestor que está a frente dessa gestão. Já que, o patriarca, por mais que queira, não consegue implementar a mudança, pois isso significa mudar a cultura dele. Tem que ter 'feeling', jogo de cintura, sensibilidade e empatia – se colocar no lugar do outro para estabelecer algo que irá funcionar. Isto, além de resiliência. Estar preparado para dar passos para trás quando preciso”, pondera.
NEUSA LOPES – Com mais de 20 anos de experiência em administração financeira e gestão de empresas do agronegócio, Neusa Lopes será uma das participantes na roda de debate sobre “Governança e Sucessão no Agronegócio – Uma Visão Feminina” durante a primeira edição do evento “Elas no Campo 2018”, que acontece no dia 15 de junho, em Cuiabá.
Lopes é graduada em Ciências Contábeis, especialista em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), especialista em Gestão de Projetos pela FGV e especialista em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral (FDC). Também traz na bagagem a graduação em Professional and Self Coaching (PSC) pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC).
ENCONTRO ELAS NO CAMPO 2018 – Conforme explica a diretora executiva do Grupo Valure, a coach e mentora de gestão Lorena Lacerda, sob o tema “Desenvolvendo Líderes para o Agro”, o encontro “Elas no Campo 2018” tem como intuito oferecer conteúdo de ponta sobre Gestão e Governança, bem como proporcionar o intercâmbio de conhecimento e experiências entre as participantes.
“O protagonismo feminino na Gestão e Governança dos negócios tem sido tema recorrente de discussão e análise dentro do processo de estimulo à maior imersão das mesmas. O ‘Elas no Campo’ é pensado justamente para proporcionar uma experiência única de aprendizagem e aprimoramento contínuo”, comenta Lorena.
PROJETOS SOCIAIS – Vale destacar que a lucratividade do evento será revertida para projetos sociais. No dia 15 de junho, o encontro “Elas no Campo 2018” se iniciará às 8h do dia 15 de junho e vai até às 18h no Gran Odara, em Cuiabá. Mais informações pelo contato (65) 3318-2600 ou pelo site www.elasnocampo.com.br .
ZF PRESS

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