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domingo, 5 de agosto de 2018

"Falta emprego até para quem tem doutorado"

Qualificação não garante trabalho e 93 mil bolsas estão ameaçadas. Da graduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal da Bahia (Ufba) para cá, foram 16 anos. Dezesseis anos de estudo, horas dedicas à pesquisa científica, mestrado e doutorado na Holanda, na melhor universidade do mundo na área de agricultura. Dezesseis anos de investimento. Mas, em pleno 2018, com um currículo impecável, Alexandre Marques, 35 anos, se viu em uma situação difícil de imaginar alguns anos atrás: sem emprego. “Quando saí daqui, o Brasil estava dando muito mais esperança. Universidades estavam sendo abertas e eu pensava: ‘quando voltar, vai ter uma vaga para mim’, porque tinha concurso toda hora. Passou o tempo e o cenário é oposto. Hoje, tem retração nas universidades”, diz Alexandre, que começou o doutorado em Fisiologia Vegetal em 2013, na Universidade de Wageningen – com bolsa para quatro anos no exterior financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Como ele, milhares de pesquisadores começaram o doutorado em um período de expansão das instituições federais de ensino superior.
A pesquisa ia a todo vapor no Brasil. Nunca se formou tantos mestres e doutores – só na Bahia, 665 doutores foram titulados em 2017, além de 1.752 mestres (fora o mestrado profissional). Em 1998, de acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), apenas 15 doutores foram titulados na Bahia. No Brasil, o número de doutores também aumenta numa progressão semelhante. Em 1998, 3.915 foram titulados, contra 21.393 em 2017. Muito disso se deve ao fato de que os programas de mestrado e doutorado no Brasil triplicaram, em pouco menos de 20 anos – eram 749 em 1998 e chegaram a 2.137 no ano passado, sem contar os que só têm doutorado.
Só que, desde 2015, os orçamentos do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) vêm sofrendo com sucessivos contingenciamentos. Na última quinta-feira (2), foi divulgada uma nota do Conselho Superior da Capes, após uma reunião na quarta-feira (1). No documento, endereçado ao MEC, a Capes alerta para o orçamento para o próximo ano – basicamente, o valor de 2018 reajustado pela inflação, como prevê a Emenda Constitucional nº 95, promulgada em 2016 e que prevê o congelamento dos gastos públicos por 20 anos.
No texto, a própria Capes diz que, caso seja mantido esse teto, os impactos serão graves para os Programas de Fomento da agência. Entre as previsões, estão consequências como a suspensão do pagamento de todos os bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado a partir de agosto de 2019. Isso pode atingir 93 mil discentes e pesquisadores no país. Além disso, também seria suspenso o pagamento dos 105 mil bolsistas dos programas destinados à formação dos profissionais da educação básica.
‘Represados’
“Isso é uma coisa grave. Se você não tem recursos humanos qualificados, você não tem ciência”, alerta o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira, que é professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na sexta-feira (3), a entidade chegou a emitir uma carta aberta, assinada com outras 30 entidades, destinada ao presidente da República, Michel Temer.
Para Moreira, o crescimento da formação de cientistas no país nos últimos anos foi ‘substancial’. O problema é que, sem concursos, o setor público também não renova seus quadros. Os doutores recém-formados estão, segundo ele, ‘represados’, sem conseguir colocação no mercado.
“Esses que se formaram são um problema sério. Tem (doutores) engenheiros dirigindo Uber porque trabalhavam em empresas privadas que foram desmontadas na crise. E isso é uma preocupação porque esse pessoal é importante para a retomada do crescimento econômico, inclusive para absorver essa massa”, defende.
Não há dados oficiais quanto ao desemprego de doutores recém-formados, mas a pesquisadora Sofia Aranha destaca que a absorção pelo mercado, ainda que exista, não é suficiente. Ela é a coordenadora do relatório Mestres e doutores 2015: Estudos da demografia da base técnico-científica brasileira, publicado em 2016 pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).
Os últimos dados sobre emprego do estudo são referentes a 2016, mas já indicavam uma tendência de queda nos empregos formais de doutores. Naquele ano, a taxa de emprego formal dos 168 mil doutores brasileiros era de 75,5% - o restante incluía, por exemplo, bolsas de pós-doutorado. Desse total que estava empregado, 75% trabalhava com a educação (em especial, em instituições federais de ensino superior).
O decréscimo já começava a aparecer justamente quando se observava o percentual de quem se titulou recentemente: os que se tornaram doutores em 2012 tinham um índice de empregabilidade de 73% em 2014; os que se tornaram em 2014, por outro lado, estavam em 69%, em 2016.
“Não é que ninguém esteja sendo incorporado, mas há uma diminuição na incorporação de recém-doutores. Esse decréscimo é grave e tem consequências para o futuro, mas a taxa de desemprego dos doutores ainda é melhor que a da população em geral, porque o emprego dos doutores costuma ser muito estável por estar associado ao funcionalismo público”, pondera Sofia.
O problema é que, enquanto esperam uma vaga efetiva no mercado de trabalho, muitos doutores recorriam às bolsas de pós-doutorado. E, agora, elas estão cada vez mais difíceis. “Essas bolsas são importantes nesse processo de transição. A falta delas certamente aumenta o sofrimento dessas pessoas”, diz Sofia.
Menos bolsas
Até 2015, não tinha queda: o número de bolsas concedidas pela Capes no Brasil crescia ano a ano – seja no mestrado, no doutorado pleno ou no pós-doutorado. A mudança começou justamente em 2016. Foi o primeiro ano, desde 1998, que o número de bolsas caiu em todas as modalidades. Na Bahia, de 1.236 em 2015, passara, para 1.205 bolsas de doutorado no ano seguinte.
No mestrado, a queda foi parecida: de 1.728 para 1.634 de um ano para o outro. A redução mais acentuada foi nas bolsas de pós-doutorado, que chegou a uma diminuição de quase 20%: de 248 para 202 em 2016. O sistema ainda não disponibiliza dados de 2017.
A redução de investimentos no ‘pós-doc’ – como também é chamado o pós-doutorado – atinge diretamente essa nova geração de doutores brasileiros. Alexandre, por exemplo, tenta encontrar bolsas para aplicar. Pretende tentar, também, uma vaga como professor visitante na Universidade Federal do Ceará (UFC).
Mesmo assim, ele sabe que terá pelo menos mais alguns meses sem uma renda fixa: as duas possibilidades seriam apenas para janeiro de 2019. O problema é que ele está há mais de um ano sem nenhum tipo de auxílio. Embora tenha defendido a tese em maio deste ano, Alexandre está sem bolsa desde o início do ano passado.
Isso porque o Cnpq financia apenas quatro anos para o doutorado em instituições estrangeiras. Alexandre passou pouco mais de cinco anos. “Agradeço muito, mas ninguém forma em quatro anos lá, porque não existe tempo limite. Você tem que produzir o trabalho e gerar o conteúdo. A média é de cinco anos, mas tem gente que fica mais, até oito. Mas eles (o Cnpq) não entendem. Cobram relatórios, diploma”, revela.
Por cinco anos, ele fez pesquisas experimentais. Estudou sementes de difícil absorção – as chamadas ‘sementes recalcitrantes’, que são sementes que, se forem secas, acabam morrendo. É o contrário de culturas como a do milho, que, secas, podem ser armazenadas por até 20, 30 anos.
Após a defesa da tese, o CNPq exige que o agora doutor retorne ao Brasil dentro de 30 dias. Depois, o pesquisador precisa permanecer no país pelo mesmo período de tempo que ficou no exterior. Isso não era um problema antes, quando existia muito mais dinheiro para pesquisa disponível. Hoje, as coisas não são tão simples.
As opções estão cada vez mais escassas. “E quando você termina o doutorado, você não é mais um adolescente, que bota a mochila nas costas e vai. Você pode ter uma família e já estar há um ano sem bolsa, tendo que se submeter a concurso, seleção, mais a validação do diploma, que toma seis meses, em média”, explica.
Alexandre não é casado, mas passou por apertos. Ainda na Holanda, sem financiamento do governo, teve que se sustentar com ajuda familiar e dando aula de inglês para estudantes brasileiros recém-chegados ao país. “Infelizmente, com 35 anos, eu precisei pedir ajuda à mamãe”, relembra.
Agora, já em Salvador, voltou a morar com a mãe e também se mantém dando aulas de inglês e fazendo traduções de textos. Tentou dar aulas em faculdades particulares, mas esse mercado enfrenta sua própria crise. Até 2014, a demanda nas particulares só crescia. Mas, em abril, o CORREIO mostrou que seis em cada dez vagas em universidades particulares não estão sendo preenchidas. Segundo especialistas, isso está ligado às mudanças nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), em 2015.
Demissões
Alexandre sentiu isso na pele. Distribuiu currículos desde que chegou, mas não foi chamado para nem mesmo uma entrevista. Além de não investirem mais em novas contratações, as demissões em universidades particulares estão acontecendo em todo o país. Redes como a Metodista, a Anhembi Morumbi e a Uniritter, todas no Sul e no Sudeste, demitiram centenas de profissionais no ano passado.
O caso que teve maior visibilidade foi o da Estácio de Sá, que está presente em quase todo o Brasil e, em 2017, chegou a demitir 1,2 mil professores. Na Bahia, o Sindicato dos Professores no Estado (Sinpro-BA) não tem dados porque, desde a reforma trabalhista, no ano passado, não existe mais a obrigação de que as entidades homologuem as demissões.
Mesmo assim, eles confirmam denúncias de muitas demissões de doutores. Eles costumam ser contratados quando há inspeções e validações do MEC. Depois que passa o período de acreditação, muitos são colocados para fora.
“Uma das coisas que a gente discute no processo negocial é o grande número de demissão de professores e enxugamento de folhas. A primeira vítima, nesse aspecto, é o doutor. A instituição valoriza o doutor sobretudo no momento em que há necessidade de validar. Uma vez validado, esse quadro vai deixando de existir”, revela o diretor do Sinpro Jande de Oliveira.
Desde o mês passado, Lucineide Santana, 33, faz parte dessa estatística. Doutora em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente pelo Instituto de Botânica, em São Paulo, ela começou a dar aulas em uma faculdade particular de Salvador no início do ano, em cursos de Fisioterapia e Nutrição. Passou um semestre e foi dispensada.
Lucineide dedicou a vida à pesquisa. Concluiu a graduação na Universidade Estadual do Sul da Bahia (Uesb) e fez mestrado na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Começou o doutorado em 2012 e foi titulada em 2016, após ter conduzido estudos sobre qualidade da alga e trabalhos com microalgas, que incluiu um estágio de curta duração na Alemanha.
Entrou em tempos de fartura, saiu na crise. Tentou dar aulas em São Paulo, onde ainda morava, e não conseguiu nada. Depois de quatro meses, decidiu vir para Salvador. Espalhou currículos durante todo o ano passado, mas só esse ano conseguiu a vaga da qual foi demitida, ao lado de outros colegas. A justificativa da instituição foi de corte de gastos devido à queda no número de estudantes.
“Até para fazer um concurso, que envolve inscrição cara, viagem, transporte, alimentação, tive ajuda da família. Não só eu, como vários colegas temos vivido com ajuda da família. Tentei bolsas de pós-doc, que já tiveram um corte imenso. Está muito difícil conseguir continuar na carreira de pesquisar. São muitos doutores e possibilidades reduzidas”, diz.
Apesar de tudo, ela não pretende desistir da pesquisa agora. Entre os grupos de amigos na mesma situação, virou rotina compartilhar oportunidades de pós-doutorado pelo país. Alguns já se renderam: decidiram sair do Brasil para continuar na ciência. Lucineide já cogita fazer a mesma coisa.
“A gente continua perseverando, com a perspectiva de que melhore, porque o país está perdendo muita gente boa, que gosta de pesquisa. Houve um investimento total na nossa carreira com investimento público e depois, estão perdendo esses profissionais”, lamenta.
Universidades públicas
Mas a maior parte dos doutores é empregado por instituições federais. E faz diferença. Na Ufba, um professor com doutorado é, pelo menos, 'adjunto', no plano de carreira da instituição. Isso significa, no menor nível, um salário de R$ 9,5 mil em caso de dedicação exclusiva.
Um professor assistente - aquele com título de mestre - chega a receber R$ 6,6 mil, em regime de dedicação exclusiva. Procurado pelo CORREIO, o coordenador de Ensino de Pós-Graduação da Ufba, Ronaldo Oliveira, não respondeu aos pedidos de entrevista.
Só que, como os concursos para universidades públicas estão menos frequentes, a pesquisadora Neildes Santana, 31, já pensa em outras opções para a carreira – até mesmo em ensinar em escolas. Em julho, ela completou um ano como doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP), após ter feito mestrado em Ecologia e Biomonitoramento na Ufba.
Nesse período, tentou vagas em universidades particulares e fez concursos para bióloga. Em um ano, não abriu nenhum concurso para universidade pública na área dela. “São concursos cada vez mais escassos, em locais um pouco mais distantes. Para a minha área, a carreira acadêmica é essencial. Não existe outro meio, porque o mercado de trabalho não absorve doutorado”, opina.
Hoje, ela ainda mora em São Paulo, divide um apartamento e recebe uma ajuda financeira dos pais.
“A vida de um doutor hoje é praticamente voltar para a casa dos pais ou migrar de área. Tenho colega trabalhando como cozinheiro, gente com a mesma qualificação”, reflete Neildes.
Ela diz que, por ora, desistiu da carreira acadêmica. Quer se inserir no mercado de trabalho – mas como bióloga – de alguma forma. “Enquanto a gente viver essa realidade de cortes no país e da reforma trabalhista, eu posso dizer que desisti. Porque piora as condições da gente, quanto mais para frente forem os anos de aposentadoria. A curto e médio prazo, não me vejo inserida como professora numa instituição pública, mas eu ainda tenho uma ponta de otimismo”.
Essas preocupações também são compartilhadas pelo pesquisador Lucas Ravazzano, 30. Ele, que defendeu a tese de doutorado em Comunicação e Cultura Contemporâneas na Ufba em abril, diz que tem pensado muito em todo o investimento que fez na carreira acadêmica.
No início do doutorado, em 2014, o cenário era outro. Praticamente toda a turma teve bolsas e a universidade fornecia auxílio viagem e possibilidade de doutorado sanduíche (quando o estudante pode fazer até 12 meses do doutorado em uma instituição estrangeira).
“No segundo ano do doutorado, a coisa barreou mesmo. Tudo travou. Não tinha dinheiro nem para inscrição em evento”, lembra. Agora, ele participa de grupos no Facebook que compartilham links para inscrições em bolsas de pós-doutorado aguarda a resposta de uma para a qual aplicou. “Toda hora alguém posta, mas o problema é que não tem verba para suprir a demanda de pesquisas que estão sendo propostas”.
Investimento
Para o presidente da SBPC, Ildeu de Castro Moreira, esse é o momento de manter investimentos em ciência e tecnologia. Uma possibilidade, inclusive, é criar ‘pontes’ entre as universidades e o setor produtivo, já que a indústria brasileira é, historicamente, distante dos centros de pesquisa.
Aliado a isso, ele defende a redução da burocracia. “Não tem uma solução única, mas uma certamente não é a solução: diminuir drasticamente esses recursos. Se você compara com outros países, vai ver que ainda é muito pouco e que o Brasil está ficando para trás”, diz.
Nem a Capes, nem o Cnpq emitiram posicionamento sobre os cortes nos orçamentos para a pesquisa. Em nota, a Capes divulgou uma resposta sobre o ofício enviado ao ministro da Educação esta semana. Segundo a agência, o documento trata do orçamento relativo a 2019 e nenhum dos programas em andamento em 2018 será afetado. O MEC também não divulgou posicionamento até a publicação da reportagem.
Mesmo com crise, formação de doutores não deve recuar
Mesmo com a situação difícil, especialistas ouvidos pelo CORREIO defendem que a formação de doutores continue, sem diminuição do ritmo. Isso não deve mudar até mesmo porque a proporção de doutores no Brasil ainda é pequena, se comparada a outros países.
Enquanto por aqui a média é de 7,6 para cada 100 mil habitantes, em países como Alemanha, Austrália e Finlândia, o índice fica entre 34 e 35 para cada 100 mil habitantes. Até a Turquia tem taxas maiores: 11 para cada 100 mil.
“A formação de mestres e doutores têm sido uma política muito firme ao longo dos anos e atravessou governos. Ainda que seja um momento de crise, a desaceleração da formação de pessoal a médio prazo pode ser prejudicial, porque, quando voltarmos a ter crescimento na economia, a demanda por pessoal qualificado pode ter carências importantes”, explica a pesquisadora Sofia Daher, coordenadora do estudo Mestres e doutores 2015: Estudos da demografia da base técnico-científica brasileira.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos na Bahia (ABRH-BA), Cezar Almeida, um profissional com doutorado pode ganhar até sete vezes mais do que a média salarial do mercado para o cargo que ocupa – especialmente, no serviço público.
“Na docência de ensino superior, pode ser 100% a mais. Mas, na empresa privada, você não vai ganhar mais porque estudou mais, mas porque entrega mais. Só que, normalmente, uma pessoa que estuda mais tem fatores que significam entregar mais, então é uma curva muito parecida”.
Ele também defende que, para a sociedade, a formação de doutores sempre deve valer a pena. Nos casos individuais, porém, é importante observar qual é o plano de carreira de cada profissional e se ele é compatível com um doutorado. “Mas uma pessoa que tem maior formação, invariavelmente vai desenvolver soluções para a sociedade como um todo”.
Thais Borges
thais.borges@redebahia.com.br

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