Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
Av. André Maggi nº 6, Centro Político Administrativo

Governo de Mato Grosso

sábado, 22 de setembro de 2018

"Relações Institucionais: ética e condições para o êxito"

A reputação positiva de um grupo de pressão, como credibilidade, capital de relações, representatividade, transparência e ética na defesa de seus pleitos, facilita o acesso aos principais decisores e contribui para aumentar as chances de êxito. A atuação dos grupos de interesses e de pressão requer o atendimento de algumas regras de conduta, que são indispensáveis à seriedade e à credibilidade dessa importante forma de articulação de interesses da sociedade. O suporte técnico é o principal elemento de convicção do tomador de decisões. O método de atuação, o conteúdo dos pleitos e os meios disponíveis são condições importantes para o êxito, conforme segue.
No plano da ação prática, além da renúncia a qualquer tipo de discriminação por motivos políticos, ideológicos, partidários, regionais e religiosos, o trabalho de influência deve observar alguns pressupostos e condições:
1) quanto ao processo de persuasão e convencimento,
2) quanto ao conteúdo dos pleitos patrocinados e
3) quanto às condições para o êxito.
O trabalho de convencimento e persuasão, para que goze de credibilidade, deve ser realizado de forma transparente e com profissionalismo, sem manipulação de informações nem de dados como elementos de convicção para favorecer o pleito. Devem ser descartados e rechaçados, por se tratar de crime, a prática de corrupção, a utilização de tráfico de influência e o uso de métodos condenáveis ética e moralmente, como chantagem, ameaça, intimidação e abuso de poder econômico.
Os pleitos patrocinados, em relação ao conteúdo, precisam ser legais e legítimos, defensáveis ética e moralmente e não devem constituir privilégios ou favores para setores específicos, nem podem levar à concorrência desleal ou fraudulenta. De preferência, devem coincidir com o interesse público.
Além dos princípios éticos, o sucesso das várias modalidades de influência sobre os tomadores de decisão em defesa de interesses, especialmente no âmbito do Congresso Nacional, depende de múltiplos e variados fatores.
Nesse sentido, os grupos de pressão permanentes, mais que os temporários, necessitam de recursos materiais, reputacionais e intelectuais para o bom desempenho de suas atividades. No plano material, devem dispor de estrutura física, de meios, de organização e de pessoal qualificado.
A reputação positiva de um grupo de pressão, como credibilidade, capital de relações, representatividade, transparência e ética na defesa de seus pleitos, facilita o acesso aos principais decisores e contribui para aumentar as chances de êxito.
No plano intelectual ou do conhecimento, o grupo precisa conhecer as regras do processo decisório, as instituições onde as decisões são tomadas, suas estruturas e atribuições, bem como ter capacidade de análise e senso de oportunidade.
O poder político, a capacidade de mobilização e o número de filiados dão a exata dimensão do potencial de um grupo de pressão, mas são os profissionais com as credenciais e conhecimentos adequados que fazem a diferença na arena da disputa parlamentar.
Este texto é parte integrante da Cartilha, de nossa autoria, que trata de “Relações Institucionais e Governamentais: o que é, como e onde se faz”, naturalmente com adequações.
Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, consultor, analista político, diretor de Documentação do Diap e sócio-diretor da Queiroz Assessoria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário