Águas Cuiabá - Iguá Saneamento

Águas Cuiabá - Iguá Saneamento
Av. Gonçalo Antunes de Barros, 3196 - Carumbé - CEP 78050-667 - Cuiabá-MT • Telefones: 0800 646 6115

Fale agora com a nossa equipe (61) 3035-8278

Fale agora com a nossa equipe (61) 3035-8278
Seguros com atendimento personalizado e vantagens que você só encontra aqui no SICOOB Credfaz

Conecte na ALMT

AJUDE ESTA CAUSA

AJUDE ESTA CAUSA
SANTA CASA DE CUIABÁ | (65) 3051-1946

Prefeitura Municipal de Rondonópolis

Prefeitura Municipal de Rondonópolis
Endereço: Avenida Duque de Caxias, 1000, Vila Aurora, 78740-022 Telefone: (66) 3411-3500

sábado, 13 de outubro de 2018

"Economist" critica visões extremas de Bolsonaro

Revista britânica afirma que presidenciável do PSL lidera uma corrente de opiniões autoritárias e representa um risco à qualidade da democracia brasileira. Publicação, no entanto, considera nova ditadura improvável. A tradicional revista britânica The Economist voltou a criticar o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) nesta quinta-feira (11/10) em um artigo que cita as "visões extremas" do capitão da reserva e, ao mesmo tempo, minimiza preocupações de que ele possa levar o país de volta à ditadura.
"Em vez de uma volta a 1964, Bolsonaro representa uma ameaça mais insidiosa. Ele expressa visões extremas", afirma a revista. "É a qualidade da democracia brasileira, e não sua sobrevivência, que corre um risco mais imediato."
Há três semanas, a The Economist havia dedicado uma reportagem de capa à eleição brasileira. Na ocasião, Bolsonaro foi comparado a líderes populistas como Donald Trump, dos Estados Unidos, e Rodrigo Duterte, das Filipinas. O candidato do PSL foi considerado ainda uma "ameaça ao Brasil e à América Latina" e um "presidente desastroso" em potencial.Na reportagem desta semana, intitulada "O autoritário do Brasil sem um exército", a The Economist traça paralelos entre a situação atual do Brasil e a época do regime militar, que durou 21 anos (1964-1985).
Bolsonaro é um "defensor fervoroso da ditadura militar", diz a revista, tendo afirmado, por exemplo, que o erro do regime foi "torturar e não matar". Ele disse que indicaria militares para postos de ministros e seu vice é o general reformado Hamilton Mourão, que no mês passado falou na possibilidade de um "autogolpe" em caso de anarquia no país, destaca a publicação britânica.
Apesar de admitir algumas semelhanças entre a situação atual do Brasil e a da ditadura, como a polarização entre esquerda e direita, a The Economist afirma que isso não significa que Bolsonaro "iria ou poderia tentar replicar a ditadura".
"A mídia e uma sociedade civil vibrante apoiam a democracia", afirma a revista, acrescentando não haver razão para acreditar que as Forças Armadas queiram tomar o poder. "Elas têm orgulho de ser a instituição mais respeitada do Brasil."
Como evidência disso, a revista cita declarações de 2016 do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, em que afirmou que aqueles que pedem intervenção militar são "tresloucados" ou "malucos".
Para a The Economist, mais do que um movimento de direita organizado, Bolsonaro comanda uma corrente de opiniões autoritárias, e "pode estar mais inclinado a uma dinastia que a uma ditadura". No primeiro turno, dois filhos do ex-capitão pegaram carona na sua popularidade: Flávio Bolsonaro, eleito senador pelo Rio de Janeiro, e Eduardo Bolsonaro, eleito deputado federal. Um terceiro filho assessora o pai em elação à política externa, aponta a revista.
A publicação termina o artigo em tom de alerta, citando algumas das visões extremas de Bolsonaro, como a convicção de que a polícia deve matar mais criminosos e seu apoio à liberalização do porte de armas.
PJ/ots/cp

Nenhum comentário:

Postar um comentário