Águas Cuiabá - Iguá Saneamento

Águas Cuiabá - Iguá Saneamento
Av. Gonçalo Antunes de Barros, 3196 - Carumbé - CEP 78050-667 - Cuiabá-MT • Telefones: 0800 646 6115

Fale agora com a nossa equipe (61) 3035-8278

Fale agora com a nossa equipe (61) 3035-8278
Seguros com atendimento personalizado e vantagens que você só encontra aqui no SICOOB Credfaz

Conecte na ALMT

AJUDE ESTA CAUSA

AJUDE ESTA CAUSA
SANTA CASA DE CUIABÁ | (65) 3051-1946

Prefeitura Municipal de Rondonópolis

Prefeitura Municipal de Rondonópolis
Endereço: Avenida Duque de Caxias, 1000, Vila Aurora, 78740-022 Telefone: (66) 3411-3500

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

"Morre Fabián Tomasi, símbolo da luta contra os agrotóxicos"

Fabián Tomasi, símbolo da luta contra os agrotóxicosEm uma de suas últimas entrevistas, aviador agrícola afirmou que o glifosato “vai fazer com que não reste ninguém”. Enquanto aviões ainda lançam agrotóxicos, o veneno jogado por eles segue contaminando e tirando vidas. Símbolo da luta contra os agrotóxicos, o argentino Fabián Tomasi morreu aos 53 anos na última sexta-feira, em decorrência de uma polineuropatia tóxica severa. Fabián contraiu a doença após trabalhar por anos com aviação agrícola, pulverizando pesticidas em plantações na Argentina. Fabián, que ficou doente há uma década, sentiu no próprio corpo os impactos de substâncias altamente tóxicas usadas na agricultura, como o glifosato e o endosulfan. A polineuropatia, um distúrbio neurológico que resulta do mau funcionamento dos nervos periféricos, fez com que ele perdesse massa muscular, não conseguisse ingerir alimentos sólidos e sentisse muitas dores nas articulações, que limitavam sua mobilidade.
O aviador decidiu passar os últimos anos de sua vida denunciando os perigos do uso de agrotóxicos, inclusive se deixando fotografar. Em uma de suas últimas entrevistas, meses atrás, alertou a respeito do glifosato, usado para eliminar plantas chamadas de “daninhas” (indesejáveis naquela cultura): “Vai fazer com que não reste ninguém”. Fabián acrescentou que trata-se de uma substância “tremendamente enganosa, uma armadilha que pessoas muito poderosas nos colocaram”.
Evidências do efeito cancerígeno do glifosato têm aparecido em processos judiciais. Por conta de seus herbicidas contendo esse veneno, a Monsanto carrega nas costas mais de oito mil processos atualmente, só nos Estados Unidos, e esse número tende a aumentar. No mês passado, a gigante do agronegócio foi condenada a pagar o equivalente a R$ 1,1 bilhão ao jardineiro Dewayne Johnson, que declarou ter contraído câncer após usar os agrotóxicos “Round Up” e “Ranger Pro” da empresa.
Outro caminho é possível
Sabemos que um caminho alternativo ao uso de agrotóxicos é possível e necessário, basta que haja pressão da sociedade e vontade política. Com uma distribuição responsável e com uma transição adequada, a produção agroecológica é capaz de alimentar todo o planeta. No Brasil, por exemplo, está em análise a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNaRA) – PL 6.670/2016, um antídoto contra o Pacote do Veneno. A PNaRA representa a esperança de uma agricultura sustentável e justa, que garanta a saúde e a segurança alimentar da população brasileira.
Fabián, que teve sua história contada pelo jornalista Patrício Eleisegui no livro “Envenenados” e foi retratado pelo fotógrafo Pablo Piovano, ambos argentinos, continuará a ser um exemplo de resistência para todas as pessoas que lutam por uma agricultura sem veneno, que não prejudique quem planta e quem come.
Mariana Campos/Caminho Político

Nenhum comentário:

Postar um comentário