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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

"Diploma Mulher-Cidadã homenageia a vereadora assassinada Marielle Franco"

Direitos Humanos - Mulheres - Prêmio Carlota Pereira de Queirós 2018A vereadora Marielle Franco foi a grande homenageada na entrega do Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós 2018, na manhã desta quinta-feira (29), na Câmara dos Deputados. O prêmio reconhece mulheres que tenham contribuído para o pleno exercício da cidadania e para a defesa dos direitos da mulher e das questões de gênero no Brasil. Assassinada em março deste ano, Marielle recebeu o diploma in memoriam. Socióloga, feminista e defensora dos direitos humanos, ela foi eleita vereadora na cidade do Rio de Janeiro em 2016, cargo que exerceu até ser morta.Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), homenagear Marielle Franco significa dizer que “as ideias são imunes às balas e que Marielle está todos os dias surgindo em nossas vidas como se fosse semente”. “Ela está em cada ato de ousadia, em cada ato de liberdade, em cada ato que se inquieta com uma estrutura e uma ordem que nos quer caladas e dominadas”, afirmou Kokay. Ao receber a homenagem em nome da filha, Marinete Silva, mãe de Marielle, declarou que a vereadora tornou-se símbolo de uma classe política que fez a diferença. “Uma mulher de periferia, uma negra que veio da favela da Maré. Trabalhou cedo, casou cedo, foi mãe cedo demais. Liderou como ativista uma comissão de direitos humanos. É essa história que a gente vem contar e refletir o porquê de uma tragédia que aconteceu com a Marielle”, lamentou.
Marinete cobrou o esclarecimento do crime já que ainda não se sabe quem matou Marielle. Para a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, deputada Ana Perugini (PT-SP), Marielle foi morta pelo machismo, pelo sexismo, pelo racismo e pela sede incontrolada de poder. “Marielle está em cada uma de nós. Estamos e estaremos juntas ao buscar a verdade.”
Primeira prefeita
Alzira Soriano (1897-1963) também recebeu o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós 2018 in memoriam. Ela foi a primeira prefeita eleita no Brasil e na América Latina. Tomou posse na prefeitura de Lajes (RN) em 1º de janeiro de 1929.
Em discurso enviado à sessão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, chamou a atenção para a necessidade de as mulheres ocuparem mais espaço na política. “A composição desta Casa e do Senado Federal ainda não reflete o peso e a importância das mulheres na sociedade brasileira.” Nas últimas eleições, 77 mulheres conquistaram uma cadeira na Câmara dos Deputados, o que representa 15% das 513 vagas da Casa. “É um discreto avanço em relação à atual legislatura, que conta com 53 deputadas, ou 10% da representação”, comemorou Maia.
As outras homenageadas foram:
Ana Cristina Ferro Blasi – Foi juíza do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina e responsável pela campanha “Mulheres na política, elas podem, o Brasil precisa”.
Renata Gil de Alcântara Videira - Juíza responsável pela organização do prêmio “Amaerj (Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro) Patrícia Acioli de Direitos Humanos”, que já premiou diversas ações relativas aos direitos da mulher e questões de gênero.
Mônica Spada e Sousa – É diretora-executiva da Maurício de Sousa Produções, lançou o projeto “Donas da Rua” em 2016, em parceria com a ONU Mulheres, para estimular o empoderamento e a igualdade de oportunidades. É filha do cartunista Maurício de Sousa e inspiração para a uma de suas personagens mais famosas, a Mônica.
Aliás, Mônica – a personagem dos gibis – foi bastante lembrada durante a sessão solene como exemplo de menina forte desde a infância. Para Mônica Spada e Sousa, seu pai ousou ao colocar uma personagem feminina, nos anos 60, entre tantos personagens masculinos como Cebolinha e Cascão.
A própria secretária de Políticas para Mulheres, Andreza Colatto, afirmou ter crescido lendo os gibis da Turma da Mônica. “Dizíamos: se a Mônica pode, eu também posso”, recordou. “As meninas fortes de hoje serão as mulheres incríveis de amanhã”, acrescentou a deputada Keiko Ota (PSB-SP).
Carlota de Queirós
Carlota Pereira de Queirós (1892-1982), que dá nome ao prêmio, nasceu na cidade de São Paulo. Médica, escritora e pedagoga, foi a primeira mulher brasileira a votar e ser eleita deputada federal. Entre 1934 e 1935, participou dos trabalhos na Assembleia Nacional Constituinte.
Foi eleita para a Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo em 1934. Durante o mandato, dedicou-se a ações educacionais que contemplassem melhor o tratamento às mulheres e às crianças. Ocupou o cargo até 1937, quando Getúlio Vargas fechou o Congresso.
Para os parlamentares e convidados presentes à sessão solene de entrega do diploma, Carlota representa pioneirismo e deve ser lembrada hoje, quando as mulheres ainda lutam por direitos e igualdade em relação aos homens e também contra a violência de que são vítimas.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Natalia Doederlein

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