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domingo, 13 de janeiro de 2019

"URGENTE: Terrorista italiano Cesare Battisti é preso na Bolívia"

O italiano Cesare Battisti foi preso na Bolívia na noite deste sábado. Quem confirmou essa informação foi o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, que informou sobre sobre o ocorrido em seu perfil nas redes sociais.O jornal italiano "Corriere della Sera" foi um dos veículos que confirmaram a prisão de Battisti. "Uma equipe especial da Interpol, formada por investigadores italianos capturou o terrorista-assassino de 64 anos Cesare Battisti, um fugitivo desde de dezembro de 2018, após a revogação do status de residente permanente no Brasil e a ordem de extradição do presidente Michel Temer.", afirma o "Corriere della Sera", no site do jornal. O jornal afirma ainda que Battisti caminhava pela cidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra, quando foi abordado por agentes da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).
Ele não teria resistido à prisão. No fim de 2018, o ex-presidente do Brasil, Michel Temer assinou um decreto de extradição de Battisti, um dia após o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a prisão do italiano, que foi condenado por quatro homicídios na Itália na década de 1970.
Battisti vive no Brasil em liberdade desde 2010. Naquele ano, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a extradição do ex-ativista no seu último dia de mandato. Após a posse de Temer como presidente da República, o governo da Itália reapresentou pedido de extradição.
O governo brasileiro chegou a montar um plano para prender e devolver Battisti a seu país de origem. Uma decisão judicial de Fux impediu, no entanto, que o italino fosse extraditado. Agora, o ministro revogou a liminar e entendeu que caberia ao presidente decidir sobre o destino de Battisti.
Condenado à prisão perpétua
Battisti foi condenado à prisão perpétua em 1987 por ter participado, no fim dos anos 1970, de quatro homicídios atribuídos ao grupo italiano de esquerda "Proletários Armados pelo Comunismo", considerado praticante de atos terroristas pelo governo da Itália. Integrante do grupo, Battisti chegou a ficar dois anos preso na Itália, mas fugiu da cadeia em 1981.
Os advogados do ativista italiano alegam que o julgamento teve motivações políticas, reclamam que não puderam fazer a defesa, já que ele foi julgado à revelia, e contestam o rigor da pena.

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