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domingo, 24 de fevereiro de 2019

"Opinião: “Do que vale o engajamento para o jornalismo?”, por Marcio Gonçalves"

Pergunte a um publicitário o que é engajamento e ele saberá responder. Um profissional que trabalha com produção de conteúdo em mídias digitais também está por dentro do valor desta expressão. Não quero dizer que um jornalista não saiba responder. Só quero que esses profissionais entendam o verdadeiro sentido da expressão para que saibam engajar os leitores, os ouvintes, os telespectadores e todos os públicos que se relacionam com a notícia. “O que queremos examinar é o envolvimento ‘afetivo’, quer dizer, o envolvimento que o ator e os outros sentem que aquele está mantendo, ou sentem que aquele está (ou pode estar) sentindo que mantém”. Essas são palavras do sociólogo Erving Goffman. Ele acredita que para uma relação entre duas pessoas acontecer é necessário que primeiro os indivíduos se identifiquem, para que assim possa existir uma troca de informação mútua, criando uma veiculação social. Relacionando com a realidade, essa troca de informação mútua pode ser até de pequenas coisas, como dicas de moda, comida e não necessariamente pode acontecer presencialmente, uma vez que, os gostos, o estilo e a vida de cada um está sendo compartilhada no mundo virtual.
Pensando que com a internet a produção de informação ganhou proporções estrondosas, como um jornalista pode engajar o público consumidor da notícia? A contribuição de Goffman poderia ir pelo lado da veiculação social. Aquele que recebe a informação precisa se identificar com aquilo que acessa e lê. Da comunicação monológica queremos passar para a comunicação dialógica. O consumidor de informação precisa se engajar com o conteúdo que recebe. Se o jornalista estiver atento a isso, ele passará a estar mais aberto ao diálogo.
Em tempos de mídias digitais e da chegada de conteúdo jornalístico bem elaborado em Instagram, Facebook, Youtube e até em Whatsapp, vale pensar que o público quer interagir com quem produz as informações em texto, vídeo, áudio, audiovisual, memes, gifs etc. As plataformas têm a arquitetura voltada para a interação. Os blogueiros interagem e respondem aos comentários. Alguns influenciadores digitais também. O jornalista faz o mesmo? Conte-me algum exemplo. Estamos abertos ao diálogo.
Quando mencionei que o publicitário saberia responder o valor do engajamento, é porque as métricas que as mídias sociais nos dão de resposta nos relatórios mencionam a taxa que o público se envolve com as postagens, por exemplo. Quero ressaltar que no jornalismo digital essa interpretação precisa ser valorizada. Afinal, não adianta falar de fake news, ou notícias falsas, por aí. É com jornalismo eficiente, preocupado com o engajamento do público, que levaremos os consumidores ao engajamento com a informação de valor produzida pelos jornalistas.
Marcio Gonçalves é doutor em Ciência da Informação e líder do projeto “Aula Sem Paredes” (www.aulasemparedes.com.br). É professor de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação no Ensino Fundamental I e II e no Ensino Médio na Escola Eliezer Max e docente no Ibmec, na Facha e na Unesa. É autor de livros nas áreas da comunicação social. O livro mais recente foi lançado pela Editora Matrix sob o título Inteligência Digital.

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