Marechal
Rondon também foi homenageado pelo grande trabalho de implantação das linhas
telegráficas no leste e sul de MT. A abertura de novas
fronteiras econômicas para Mato Grosso avançar foi tema do debate promovido
pela presidente da Assembleia Legislativa, deputada Janaina Riva (MDB), nesta
segunda-feira (6), no auditório Milton Figueiredo, da ALMT. O evento também
destacou a importância do legado deixado pelo Marechal Cândido Rondon, patrono
das Comunicações, comemorado em 5 de maio – Dia de Rondon.
Entre
as inúmeras conquistas de Rondon, a deputada citou em seu discurso, a
implantação de telégrafos no leste e sul de Mato Grosso, possibilitando a
interação entre Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro com a região. Antes disso,
ressaltou a parlamentar, para alguém do Mato Grosso entrar em contato com São
Paulo, por exemplo, era preciso navegar o Atlântico, passar pelo Rio da Prata e
subir o Rio Paraguai. Não existiam estradas, nem outra forma de comunicação
rápida.
Na
oportunidade, as autoridades lembraram a necessidade de novos investimentos nas
áreas rodoviárias, ferroviárias, hidroviárias e portos, para melhorar o
escoamento da produção, bem como atrair novos investidores. Janaina lembrou que
três ferrovias têm interesse em investir em Mato Grosso: Ferrovia de Integração
Centro-Oeste (Fico); Ferrogrão, tecnicamente chamada EF-170 e a Rumo, que é a
maior operadora ferroviária do Brasil.
“O
que estamos fazendo aqui é um simples gesto de, ao pensarmos as novas
fronteiras econômicas de Mato Grosso, lembremos do Marechal Rondon, que abriu
tantas outras em tempos difíceis”, disse Janaina, ao destacar a importância da
Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), que dá suporte aos pequenos
produtores e há muitas cidades com enorme potencial mineral em Mato Grosso e,
com ajuda da Metamat, a exploração desses recursos pode representar geração de
emprego e renda no estado.
“Hoje
temos um estado que tem uma produção de minério altíssima e não exploramos isso
como deveríamos. Essa pode ser uma nova saída econômica para Mato Grosso. A
Metamat ainda carece de muita estrutura e é pouco explorada. Vamos discutir
aqui os novos potenciais do estado e o que falta para avançarmos”, disse a
deputada, ao garantir que a Assembleia Legislativa pode contribuir muito.
“No
próximo semestre, começaremos a debater o orçamento do ano que vem. E ao meu
ver a Metamat precisa ser ampliada, o estado carece de geração de emprego e
renda e pode explorar a riqueza mineral. Podemos direcionar os investimentos do
estado dentro de ações que possam trazer retorno à população. A Metamat não
pode ser extinta porque tem o perfil de atender os pequenos produtores. A
exemplo de Aripuanã, que descobriu minério há dois anos e fomentou
significativamente o comércio local. Tem que procurar expandir para diminuir as
desigualdades regionais do estado”, disse.
O
prefeito de Aripuanã, Jonas Canarinho, falou sobre o alto potencial da produção
de minério na região. “Aripuanã é um destaque e acreditamos que vai ser um dos
maiores investimentos, que está na envergadura de mais de 1,2 bilhão de
investimentos no setor mineral. Vai atender toda a região norte, municípios
vizinhos também têm potencial muito grande, jazidas de ferro e Aripuanã atende
com mais de nove minérios catalogados. Acreditamos muito que a região vai ser o
ponto inicial de Mato Grosso na questão mineral”, explicou o prefeito, ao
destacar que o carro-chefe da cidade é o zinco.
Neri
Geller lembrou que a bancada federal será parceira para o desenvolvimento do
setor. “Estamos muito alinhados no sentido de ajudar em novos investimentos
para Mato Grosso”. Já o senador Wellington Fagundes alertou sobre a necessidade
de se fazer um planejamento adequado com a política governamental voltada aos
pequenos produtores. Ele considerou o debate uma forma de garantir empenho das
autoridades para a solução dos entraves. “É garantir a lucratividade e o
desenvolvimento concreto do estado. Hoje, temos a Fico sendo discutida
pelo governo federal, principalmente, o trecho de Campinápolis até Água Boa.
Temos também a Ferrogrão sendo discutida e o avanço da Ferronorte, no trecho de
Rondonópolis, Cuiabá e Nortão”.
Um
dos organizadores do evento, o economista Maurício Munhoz esclareceu que,
além da logística, o sistema tributário, o alto preço da energia elétrica e a
falta de uma política de desenvolvimento são os maiores entraves para o
desenvolvimento de Mato Grosso.
“Tivemos
um debate muito significativo com uma participação expressiva. Agora, vamos
continuar os debates e, a pedido do senador Fagundes, vamos organizar um em
Brasília. Também realizaremos outro em Pontes e Lacerda”, informou Munhoz.
Também
participaram o cientista político professor Alfredo da Mota Menezes, que
falou sobre a importância da hidrovia e ferrovia para o escoamento da produção;
a ex-senadora Serys Slhessarenko; o economista Vivaldo Lopes, deputados
estaduais e representantes do governo.
ITIMARA
FIGUEIREDO

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