O Grupo São Benedito é uma das maiores construtoras da região Centro-Oeste.

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quinta-feira, 27 de junho de 2019

"SEGURANÇA: Região da Transpantaneira enfrenta falta de segurança"

Delegado Claudinei se reuniu com representantes do turismo para discutir as dificuldades enfrentadas pelo setor em Mato Grosso.Para viabilizar as potencialidades e solucionar as problemáticas existentes no setor turístico de Mato Grosso, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) se reuniu com o presidente José Wenceslau de Souza e vice-presidente Manoel Procópio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-MT).
A instituição também convocou a participar do encontro os representantes do Conselho Empresarial do Turismo e Hospitalidade da instituição. A reunião iniciou com a apresentação da implantação do projeto Turismo Social, pelo diretor regional do Serviço Social do Comércio (Sesc), Carlos Alberto Rissato. O diretor apontou a importância de aplicar ações estratégias inclusivas e educativas que priorizam o acesso dos comerciários e seus dependentes - de menor renda – para desfrutar os pontos turísticos de Mato Grosso.
Rissato defende a democratização do produto turístico e educativo e que as oportunidades são enormes dentro da instituição, ainda mais com 40 unidades hoteleiras presentes no estado, sendo preciso o fortalecimento de novas parcerias. “É preciso dar ênfase principalmente no conhecimento, tanto histórico e cultural, como social e ambiental, ou seja, nós simplesmente promovemos discussões de passeios. Portanto, nós estamos preocupados com toda parte social da área de turismo”, explica.
Selo Sesc – Na abordagem sobre o Turismo Social, o diretor regional expôs a importância de concretizar o “Selo do Sesc” para movimentar o Trade Turístico de Mato Grosso, que engloba diferentes segmentos da cadeia produtiva na atividade do turismo. “Como mostrei, são três milhões de pessoas que viajam todos os anos e se hospedam nas unidades do Sesc e, trazer outras unidades turísticas com o selo do Turismo Social do Sesc, essa é a nossa intenção. Aproveitar todo este movimento. É só uma questão de trabalharmos em conjunto e fazer acontecer”, pontua Rissato.
Delegado Claudinei avaliou que essa proposta do Turismo Social agrega no desenvolvimento social, econômico e cultural. “É preciso potencializar o turismo e o comércio de Mato Grosso, que beneficiará tanto o aspecto social que atenderá um público de baixa renda econômica, como, também, movimentará positivamente a economia de várias regiões”, posiciona o deputado.
Para não haver interferências no desenvolvimento do turismo no estado, o parlamentar avalia que o potencial turístico pode seguir duas vertentes desfavoráveis, sendo mal explorado ou não possuir uma estrutura adequada para atrair turistas. "Eu vejo que no Mato Grosso, regiões que oferecem cachoeiras, pescarias, entre outras atrações turísticas importantes não são exploradas. Até mesmo, a infraestrutura das estradas quando estão em péssimas condições, interferem e muito. É necessário que os governos do estado e municípios tenham um olhar para fortalecer e trazer melhorias para favorecer o turismo nas regiões que, consequentemente, contribuirá com a geração de renda e trabalho”, ressalva Claudinei.
Transpantaneira – Localizada na MT-060, que liga a cidade de Poconé (MT) até Porto Jofre, que fica neste município e na divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É um dos destinos que atraem turistas brasileiros e estrangeiros devido às importantes atrações turísticas com pousadas instaladas na região do Pantanal e, com a oportunidade, de ter contato com a natureza. “Oferecer a nossa estrutura para capitalizar isso aí, para poder vender bem o nosso Mato Grosso. Pantanal não é só pescaria. Temos muito, o que muito estado não tem. O estado de Mato Grosso é privilegiado”, comenta o presidente da Fecomércio - MT.
Para Leonice Lotuto, do Sindicato dos Guias de Turismo de Mato Grosso (Singtur), existem pontos críticos que afetam o setor do turismo da Transpantaneira, em que profissionais e guias capacitados que atuam junto aos turistas, sofrem uma concorrência desleal com pessoas clandestinas. “É preciso uma fiscalização. Pegam o lugar dos guias qualificados que já tem pouco tempo de trabalho, porque a alta temporada que demanda. O guia é o cartão de visita de qualquer setor, qualquer potencial turístico, é nós que fazemos com que o turista enxergue o que não vê. Nós somos os olhos do turista, trazendo este potencial. Nós somos as pessoas que fazem que o sonho vire realidade e não vire pesadelo”, defende a sindicalista.
A representante da Singtur acrescenta que não é só os guias capacitados que sofrem com a ilegalidade, como, também, muitas agências que pagam todos os impostos. “Lá no Pantanal, os profissionais que atuam de forma irregular, burlam muito a legislação federal e municipal. Mão de obra barata e desqualificada. É uma coisa que não depende só do segmento de guia. Mas, acho que seria bacana fazer um trabalho em conjunto. É mais fácil burlar por não ter fiscalização”, enfatiza.
Segurança - Em relação à falta de segurança na Transpantaneira, a presidente da Singtur, Suzy Miranda, solicitou o apoio do deputado Delegado Claudinei quanto à articulação com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) devido aos assaltos que vêm ocorrendo na região. “A Associação de Defesa do Pantanal (Adepan) informou sobre uma fazenda assaltada na Transpantaneira. Foi assaltada em um dia e os assaltantes tiveram tanto êxito que assaltaram no outro dia, a mesma fazenda. Quando sai a notícia, sai o Pantanal como todo. Temos este prejuízo como estado”, indigna.Suzy conta que já entrou em contato com o governo estadual, mas precisa do apoio do deputado para contornar a situação e colocar uma segurança efetiva e permanente no posto fiscal que é administrado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Até a própria Adepan fez a compra de todo o equipamento para colocar as câmeras lá, no posto fiscal, mas Poconé tem nove câmeras que não funcionam e não contém a execução delas junto com a polícia local. A gente precisa de velocidade na solução do que a gente precisa, por que começou a temporada agora e até outubro”, explica.
O presidente da Associação Brasileira de Agência de Viagens de Mato Grosso (Abav), Osmar Junior, explica que a falta de segurança afugenta o turista para a região Transpantaneira. “Neste caso, eu fiz uma visita ao longo da minha viagem para várias pousadas e hotéis da região. Na cancela não tem ninguém, não tem fiscalização nenhuma, não tem polícia ambiental, não tem ninguém, não tem nada. Se o turista entra lá, entra um bandido e assalta, é um desastre para nós. No meio do pantanal, achando que está seguro, com a janela aberta e você está sendo assaltado. Ele (turista) está totalmente desprotegido”, posiciona.
“É complicada a situação que os representantes do turismo enfrentam com a violência presente na Transpantaneira. Quando pensam que estão proporcionando o lazer com as belezas naturais da região ao turista, involuntariamente, estão colocando em risco este público. Vou fazer indicações na Casa de Leis e o que mais for preciso para solucionar essa situação. Não podemos parar o turismo que garante o movimento social e econômico para nosso Estado”, enfatiza Delegado Claudinei.
Além de representantes do Fecomércio, Sesc, Singtur e Abav, também estiveram profissionais ligados ao Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Mato Grosso (SHRBS), Sindicato das Empresas de Eventos e Afins do Estado de Mato Grosso (Sindeventos), Sindicato das Empresas de Turismo de Mato Grosso (Sindetur), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Mato Grosso (Abih).
SAMANTHA DOS ANJOS/Caminho Político

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