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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

"A emergência climática causada pelo homem é pior do que o asteroide que aniquilou os dinossauros"

O carbono é um elemento fundamental do nosso planeta. É o décimo terceiro elemento mais abundante. São compostos de carbono muitos materiais que assumem diferentes formas, do grafite ao diamante. Misturado com cálcio, magnésio e ferro, transforma-se em rochas carbonáticas, calcário e mármore. Combinado com hidrogênio, transforma-se em petróleo, carvão, gás natural. Acima de tudo, sem ele a vida nem existiria: é de fato o tijolo básico que permite a criação das moléculas orgânicas. Isso tudo de acordo com o Deep Carbon Observatory, um programa de pesquisa que estuda o ciclo do carbono biológico, que está sediado em Washington e que começou em 2009. No total, existem 1,85 bilhão de gigatoneladas, dos quais 99,8% se encontram embaixo da terra.
Apenas 43.500 se encontram no ar, nos oceanos ou na terra. Esses dois componentes, aquele que circula na superfície e o que permanece preso em profundidade, estão em constante equilíbrio entre si. E, geralmente, como aconteceu nos últimos 500 milhões de anos, os movimentos são bastante estáveis. Na natureza, o carbono é emitido na forma de gás por vulcões e fontes hidrotermais, mas também é devolvido ao subsolo por movimentos do magma, nas beiras das placas tectônicas. O resultado é o ar que respiramos e o clima hospitaleiro em que vivemos até agora.
Nos últimos cem anos, no entanto, tudo está mudando. As emissões que nosso sistema econômico atual está produzindo são de fato de 40 a 100 vezes superiores às naturais e alteram o ciclo.
A história da Terra conta que às vezes ocorrem cataclismos que perturbam esse equilíbrio e alteram o clima. É o caso de erupções como a que abalou a área de Yellowstone, ainda ativa, há 2 milhões de anos, a explosão de Huaynaputina, no Peru em 1600, que coincidiu com o resfriamento do clima, mas também o Pinatubo em 1991, que diminuiu as temperaturas em 0,5 graus por mais de um ano.
No passado mais distante, ocorreu um evento ainda mais devastador: a queda do asteroide Chixculub, que matou os dinossauros e muitos outros seres vivos, 66 milhões de anos atrás, e causou a liberação de 1.400 gigatoneladas de dióxido de carbono. A perturbação dos gases que controlam o clima causou um resfriamento repentino e um aquecimento que coincidiu com a extinção de 75% das espécies animais e vegetais. De fato, o desequilíbrio do carbono leva a uma alteração da erosão dos silicatos, uma mudança no ciclo hidrológico e profundas mudanças no ambiente.
Neste momento, o que mais afeta o ciclo do carbono são as atividades humanas. De fato, emitimos 10 gigatoneladas de dióxido de carbono na atmosfera a cada ano, e esse fluxo, segundo os pesquisadores, é mais de dez vezes superior à taxa que permite que os processos geológicos levem de volta o carbono ao subsolo. Não é por acaso que a Terra está respondendo com todas as características típicas das catástrofes do passado: aumento das temperaturas, hipóxia e acidificação dos oceanos, extinção em massa.
Os pesquisadores do Deep Carbon Observatory fizeram os cálculos: vulcões e outros processos produzem cerca de 3-400 milhões de toneladas de dióxido de carbono. E até o Chixculub é pouca coisa comparado a nós. Cerca de 2.000 gigatoneladas de dióxido de carbono foram bombeados para a atmosfera desde 1750. Além disso, produzimos 100 vezes mais do que o que é emitido pelo ciclo natural. Como se isso não bastasse, apesar dos alarmes, a taxa continua aumentando mesmo nos últimos anos: o recorde, alcançado em 2019, é de 415 partes por milhão.
Em todo o Pleistoceno, que começou há 2.580.000 anos, as concentrações eram de cerca de 250 partes por milhão. O homem em seus 2 milhões de anos de história sempre viveu em um ambiente com baixo teor de dióxido de carbono. Pelo menos até 1965, quando subiu para 320 partes por milhão. Nunca experimentamos o estado atual.
Na prática, a escala do distúrbio que estamos provocando é totalmente comparável aos eventos mais desastrosos que já ocorreram em nosso planeta e que causaram extinções em massa. Os estudiosos concluem, portanto, que não há discussão de que estamos à beira da sexta, que desta vez poderia ter nós mesmos como protagonistas.
A reportagem é de Mariella Bussolati, publicada por Business Insider Italia e Caminho Político. A tradução é de Luisa Rabolini.

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