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sábado, 22 de fevereiro de 2020

"Bernie Sanders confirma notícia sobre ingerência russa a seu favor"

Senador americano Bernie Sanders discursa em comícioApós revelação do jornal "The Washington Post", senador que lidera disputa democrata à presidência dos EUA declara ter sido informado pelo serviços de informação sobre suposto apoio de Moscou à sua campanha. O pré-candidato democrata à presidência dos EUA Bernie Sanders denunciou nesta sexta-feira (21/02) a ingerência russa na campanha para as eleições presidenciais americanas, depois de o jornal The Washington Post ter noticiado sobre um suposto apoio de Moscou à sua candidatura.
Segundo a publicação, o senador eleito pelo estado de Vermont foi informado, juntamente com outros congressistas, pelos serviços de informação americanos, a respeito de interferências de Moscou no processo eleitoral a seu favor, mas com o objetivo real de promover a vitória do republicano Donald Trump.
Líder das pesquisas nas primárias de seu partido, Sanders confirmou a informação do Washington Post, em nota divulgada na véspera das primárias democratas no estado de Nevada, realizadas neste sábado. "Francamente, não quero saber quem é que Putin quer como presidente. A minha mensagem para ele é clara: mantenha-se afastado das eleições americanas, o que vou garantir quando for presidente", reagiu.
"Em 2016, a Rússia utilizou a propaganda na internet para semear a divisão no nosso país, e compreendo que o queiram fazer outra vez em 2020", acrescentou o senador.
Muitos analistas consideram que uma nomeação de Bernie Sanders como candidato presidencial dos democratas poderia ajudar Trump, porque o seu programa de esquerda seria menos suscetível de agregar os eleitores do que o de outros candidatos.
O próprio Sanders sugeriu que a Rússia pode estar por trás de contas de usuários da internet que o dizem apoiá-lo divulgando mensagens agressivas. O senador disse a jornalistas que a Rússia está tentando "criar caos" e "semear o ódio nos Estados Unidos".
As autoridades americanas acreditam que a Rússia tentou apoiar Sanders na campanha pré-eleitoral de 2016 contra sua rival Hillary Clinton, a fim de promover uma divisão na sociedade americana e, finalmente, ajudar o candidato republicano Trump. Hillary ganhou as primárias democratas e foi derrotada posteriormente por Trump nas eleições presidenciais.
Segundo a inteligência dos EUA, a Rússia manipulou a campanha eleitoral presidencial de 2016, principalmente por meio de uma campanha em mídias sociais como o Facebook.
A Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes foi informada nesta semana de que está em curso uma ação de interferência russa em favor da candidatura à reeleição do presidente Donald Trump. O vazamento dessa informação irritou Trump e o levou a demitir o então diretor de Inteligência Nacional Joseph Maguire, e anunciar sua substituição pelo atual embaixador dos EUA na Alemanha, Richard Grenell.
Também este mês, o diretor do FBI, Christopher Wray, ouvido na Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes, afirmou que a Rússia está envolvida em uma "guerra de informação" para interferir nas eleições de novembro, baseada em campanhas cobertas nas redes sociais para dividir o eleitorado americano.
MD/lusa/afp/cp

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