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sábado, 14 de março de 2020

"PANDEMIA: Natasha Slhessarenko esclarece sobre coronavírus e dá dicas de prevenção"

Os sintomas, segundo a pediatra e patologista, costumam aparecer entre o terceiro e quinto dia após o contato com o vírus. Já considerado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o novo coronavírus (Covid-19), ainda causa algumas dúvidas na população. A pediatra e patologista Natasha Slhessarenko, responsável técnica pela Clínica Vida Diagnóstico e Saúde, fez uma palestra sobre o tema nesta última quarta-feira (11) para clientes e colaboradores da clínica, com sede em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT). Segundo a especialista, os primeiros coronavírus descritos são da década de 1960. “O coronavírus é o segundo vírus mais frequente na causa de resfriados comuns. Ele só perde para o rinovírus”, informou a médica.
A família do coronavírus é comum, mas desde o início dos anos 2000, conforme a médica, eles vêm apresentando mutações e desenvolvendo epidemias pelo mundo. A primeira delas também se iniciou na China, entre 2002 e 2003. A segunda em 2012 no Oriente Médio, com uma mortalidade em torno de 34% dos infectados.
O Covid-19, como é chamada a doença que começou a se espalhar em dezembro de 2019, se transmite através de gotículas que são eliminadas através de tosse, espirro e coriza. “Passa de uma pessoa para outra quando as gotículas entram em contato com a mucosa da outra”, explica a médica.
Visualização da imagemOs sintomas do coronavírus são febres, tosse, com ou sem catarros, coriza, mal estar, dores no corpo, dores na garganta, entre outros. Os sintomas, segundo Natasha Slhessarenko, costumam aparecer entre o terceiro e quinto dia após o contato com o vírus, mas pode se estender por até 14 dias.
No caso de suspeita de contato com a infecção, o paciente entra em quarentena. Apesar do nome poder sugerir que são 40 dias em isolamento, na verdade são 14 dias. Esse é o tempo da doença apontar sintomas e o paciente deve ficar incubado.
A médica explica que muitos dos pacientes apresentam apenas os sintomas mais básicos e já citados. Alguns começam a apresentar os mais graves, como falta de ar, pneumonia, falência de múltiplos órgãos, insuficiência renal aguda, entre o sétimo e oitavo dia do contato e pode evoluir para óbito.
“Os casos mais graves costumam se apresentar em pacientes de mais idade, a partir de 50 e 60 anos. Também há casos de morbidade associadas em pacientes com pressão alta, diabetes, pacientes oncológicos, que tenham alguma doença de base. Esses são os casos mais graves e com maior mortalidade”.
Cuidados e diagnóstico
Ao espirrar e tossir não usar as mãos para tampar a boca, mas sim o antebraço, o cotovelo. Porque ao usar as mãos o infectado pode passar as gotículas para objetos e outra pessoa terá contato com o vírus.
Dra. Natasha Slhessarenko orienta que as pessoas evitem contato próximo, como beijos e abraços com quem está com sintomas.
Ao soar o nariz, jogar o lenço no lixo. Lavar as mãos com maior frequência e toda a sua superfície, incluindo as unhas, por pelo menos 20 segundos. E usar o álcool em gel.
Na Clínica Vida, todos os atendentes tem álcool gel para consumo diário e o produto também é disponibilizado para demais colaboradores e para clientes.
Sandra Carvalho/Caminho Político

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