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sexta-feira, 24 de abril de 2020

"Cortaram as asas do Guedes"

Paulo Guedes Todos, também os empresários, querem de novo o Estado forte. E enterram os planos de reforma neoliberal do "superministro" da Economia de Bolsonaro, escreve o colunista Thomas Milz. Onde estava Paulo Guedes nesta quarta-feira (22/04), quando o novo homem forte do Brasil, o general Walter Braga Netto, apresentou o plano Pró-Brasil, de R$ 30 bilhões, para impulsionar a economia após a crise do coronavírus?
Uma espécie de New Deal brasileiro, baseado nas medidas com as quais o presidente democrata dos EUA Franklin Delano Roosevelt lutou contra a crise econômica da década de 1930. Mas ele também cheira aos PACs (Programa de Aceleração do Crescimento) lançados pelos governos do PT, só que sem Dilma Rousseff como "mãe do PAC".
Epidemias e pandemias sempre foram tempos estranhos, quando o mundo de repente vira de cabeça para baixo. No Brasil não é diferente. O vírus enterrou a reforma neoliberal do Brasil planejada pelo "superministro" Paulo Guedes. Em vez disso, todos – incluindo empresários – estão pedindo novamente o Estado forte.
Claro que tais pedidos estão sendo ouvidos por todo o mundo. Até nos Estados Unidos, onde os republicanos, especialmente o presidente Donald Trump, sempre demonizavam como "comunismo" a intromissão do Estado na economia, esse mesmo Estado agora envia gordos cheques a seus cidadãos. E assinados pelo próprio Donald Trump, que simplesmente transforma em limonada os limões da crise do coronavírus.
E o que acontecerá quando os 20 milhões de novos desempregados nos Estados Unidos perceberem, de um dia para o outro, que não têm mais seguro de saúde? Será que a política de saúde de Barack Obama está prestes a celebrar seu retorno? O senador democrata Bernie Sanders pode estar fora da disputa para a presidência, mas, de repente, suas teses não parecem mais serem radicais, mas extremamente razoáveis. E urgentemente necessárias.
Justo no Brasil está sendo introduzido, da noite para o dia, com o auxílio emergencial para trabalhadores informais, uma espécie de renda básica, o que é o sonho de visionários e utópicos de esquerda. Oficialmente só deve vigorar por três meses, mas tais programas, uma vez implementados, são difíceis de cortar sem cometer suicídio político.
Outro exemplo é o Bolsa Família, criado por Lula, ao qual o presidente Jair Messias Bolsonaro acrescentou um 13º em vez de aboli-lo. É, não é fácil botar o gênio para dentro da garrafa de novo. Bolsonaro manterá isso em mente, em vista da eleição de 2022.
E isso não é tudo. No meio dos trâmites em torno dos auxílios emergenciais para trabalhadores informais, o governo afirmou ter descoberto de 40 a 50 milhões de "invisíveis". Em outras palavras, pessoas cuja existência no Brasil ninguém conhecia, exceto as ONGs "comunistas" com as quais o governo, todos sabem, não fala. Agora o governo terá que incluir essas pessoas, seja lá como for.
O dilema já está aí. E o vento ideológico mudou de sentido. Programas como o Bolsa Família eram criticados pelos empresários como assistencialismo. Mas esses mesmos empresários deixavam financiar seus empréstimos preferenciais do BNDES com dinheiro de impostos. Ou recebiam bilhões em isenções fiscais dos governadores. Isso sempre foi hipocrisia.
Na crise pós-corona, a responsabilidade do Estado vai aumentar em vez de diminuir. Pois todos esperam ser sustentados por ele.
Paulo Guedes sabe disso, é claro, e isso lhe traz pesadelos. Seus planos de reestruturação para um Brasil moderno – sistema privado de aposentadorias, privatização de bens estatais, enxugamento do "ineficiente" aparato estatal e introdução de maior responsabilidade individual a todos os envolvidos – não foram só suspensos, mas colocados no fundo do freezer.
Sua fraqueza crescente também se deve à força crescente dos militares. Passo a passo, eles estão assumindo posições e tarefas estrategicamente cada vez mais importantes dentro do governo. Em vez de conter o presidente, como se suspeitava no início do mandato de Bolsonaro, eles cortaram as asas do Guedes.
Depois de abortarem a reforma da Previdência do Guedes, agora sabotaram seus planos de privatização. Oficialmente, as privatizações estão adiadas para 2021 ou 2022. Mas a resistência dos militares em entregar propriedades estatais a investidores – supostamente estrangeiros – é bem conhecida. É o único ponto que une quase todos os brasileiros, independentemente de estarem à esquerda ou à direita ou se chamarem Bolsonaro, Lula, Ciro ou Dilma.
Todos defendem um nacionalismo pé no chão. E ainda mais agora, quando cadeias de produção globais são questionadas e a dependência de potências estrangeiras é posta sob suspeita. Guedes, com suas ideias neoliberais, é um corpo estranho nesse meio.
Thomas Milz (md)/Caminho Político
Edição: Caminho Político

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