SENADO FEDERAL CONTRA A COVID-19

SENADO FEDERAL CONTRA A COVID-19
Acompanhe os números de evolução da doença pelo painel do Ministério da Saúde

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
Av. André Maggi nº 6, Centro Político Administrativo

DE OLHO NOS RURALISTAS!

DE OLHO NOS RURALISTAS!
Observatório de agronegócio e políticas ruralistas no Brasil. As notícias com perspectiva social e ambiental.

TRANSPARÊNCIA CORONAVÍRUS

TRANSPARÊNCIA CORONAVÍRUS
Praça Alencastro, nº 158 - Centro

quarta-feira, 20 de maio de 2020

"CORONAVÍRUS: Sem base científica, governo amplia uso da cloroquina"

Médico segura cloroquinaSob pressão de Bolsonaro, Ministério da Saúde muda protocolo e amplia possibilidade de uso do medicamento antimalárico em pacientes diagnosticados com coronavírus, apesar de reconhecer que substância pode agravar quadro.O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (20/05) um novo protocolo sobre o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para o tratamento de pacientes com covid-19, permitindo que os medicamentos sejam administrados também em casos leves da doença provocada pelo novo coronavírus. A mudança do protocolo para ampliar a possibilidade de uso dos medicamentos, utilizados no tratamento da malária, foi feita a pedido do presidente Jair Bolsonaro. O presidente vem defendendo insistentemente a substância para combater a pandemia do coronavírus, apesar de não haver comprovação científica da eficácia do medicamento em pacientes com covid-19.
"O último protocolo permitia a cloroquina apenas em casos graves. E agora não, esse novo protocolo é a partir dos primeiros sintomas. Quem não quiser tomar não toma", disse Bolsonaro ao anunciar, nesta terça-feira, que um novo protocolo seria publicado nesta quarta. "Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína", ironizou, aos risos.
No final de março, o Ministério da Saúde incluiu em seus protocolos a sugestão de uso da cloroquina em casos de covid-19 com gravidade média e alta e com monitoramento em hospitais, mantendo a norma corrente na medicina de que cabe ao médico a decisão sobre prescrever ou não a substância ao paciente. A pasta distribuiu ao menos 3,4 milhões de doses do medicamento para os sistemas de saúde dos estados.
O novo protocolo orienta o uso também em casos leves da doença, especificando as dosagens a serem ministradas de acordo com o quadro do paciente e o momento do tratamento. O documento libera ainda a aplicação das substâncias em combinação com o antibiótico azitromicina.
"Fica a critério do médico a prescrição, sendo necessária também a vontade declarada do paciente", diz o protocolo, após apontar que ainda não há "meta-análises de ensaios clínicos" que comprovem o "benefício inequívoco dessas medicações para o tratamento da covid-19".
O protocolo ressalta também que "não existe garantia de resultados positivos” e que os medicamentos podem até mesmo "agravar a condição clínica”.
Segundo o documento, para ser tratado com a cloroquina ou seu derivado hidroxicloroquina, o paciente deve assinar um termo de consentimento em que constam como possíveis efeitos colaterais "redução dos glóbulos brancos, disfunção do fígado, disfunção cardíaca e arritmias, e alterações visuais por danos na retina”.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) não recomenda o uso da droga, mas autorizou a prescrição em situações específicas, inclusive em casos leves, a critério do médico e em decisão compartilhada com o paciente.
A insistência de Bolsonaro em ampliar o uso da cloroquina em pacientes diagnosticados com o coronavírus foi um dos motivos de divergência que levou à demissão do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e menos de um mês depois, de seu sucessor, Nelson Teich. O presidente havia sinalizado que alteraria o protocolo sobre a cloroquina mesmo sem a concordância de Teich.
Desde que o ministro pediu demissão, na última sexta-feira, o Ministério da Saúde está sob comando interino do general Eduardo Pazuello, que já atuava como número dois da pasta. Nesta terça, Bolsonaro elogiou o trabalho do general no ministério, afimando que ele "está indo muito bem".
Estudos recentes sugerem que a cloroquina e a hidroxicloroquina têm baixa eficácia em pacientes de covid-19 e podem até elevar o risco de morte em decorrência da doença. Em meados de abril, cientistas brasileiros interromperam precocemente parte de um estudo sobre a cloroquina depois que 11 pacientes com o coronavírus que receberam uma dose elevada de cloroquina morreram até o sexto dia de tratamento.
Além de Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também vem defendendo o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em casos de infecção pelo coronavírus. Nesta segunda-feira, Trump disse que está tomando hidroxicloroquina "preventivamente" contra a covid-19.
LPF/abr/ots/cp

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ame,cuide e respeite os idosos