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sexta-feira, 29 de maio de 2020

"FIQUE POR DENTRO: Especialistas de MT explicam como a fisioterapia pélvica promove a saúde do homem e da mulher"


Entre os distúrbios que podem ser tratados por meio da fisioterapia pélvica estão a incontinência urinária e disfunções sexuais. A fisioterapia pélvica atua na reabilitação das disfunções do assoalho pélvico, ou seja, em todas as funções que envolvam a musculatura do períneo, conforme explicam os fisioterapeutas Juliana Miranda e Bruno César, de Cuiabá (MT). O assoalho pélvico, define Juliana Miranda, é um conjunto de músculos, ligamentos e fáscias que se encontram no fundo da pelve, conhecida popularmente como “bacia”.
“Ele tem as funções de sustentar todos os órgãos que ficam nessa região, como a bexiga, o intestino grosso, a vagina, no caso das mulheres, a próstata, no caso dos homens, controlar a saída de urina e fezes, além de participar do controle e resposta sexual”, observa a fisioterapeuta. Entre as disfunções que essa especialidade da fisioterapia consegue reabilitar está incontinência urinária de esforço e urgência, bexiga hiperativa, bexiga neurogênica, enurese, retenção urinária, prolapsos genitais, constipação intestinal, anismo, disfunções sexuais, dispareunia, vaginismo e anorgasmia.  Também há o transtorno de excitação sexual feminina, ejaculação precoce, disfunção erétil, doença de peyronie, disfunções miccionais na infância, algias pélvicas, pré e pós-operatório de cirurgias pélvicas, preparação pélvica pré-parto, atendimento durante o trabalho de parto e prevenção de patologias pélvicas pós-parto.“O profissional com especialização em fisioterapia pélvica está habilitado a tratar e prevenir qualquer patologia que esteja relacionada com o assoalho pélvico, através de técnicas específicas para cada caso, no qual o profissional possua competência para aplicá-las”, ressalta Bruno César.É muito importante que o indivíduo com problemas relacionados ao assoalho pélvico não defina por si só quais serão os exercícios de tratamento. “Somente um especialista pode analisar cada caso e indicar quais serão os passos para evolução do paciente”, alerta.Juliana Miranda e Bruno César são casados. Ela atende o público feminino e ele o masculino. Bruno é o único fisioterapeuta pélvico homem de Mato Grosso e um dos poucos do pais, um fator que contribui bastante para pacientes do sexo masculino que se sentem constrangidos durante consultas e tratamentos com mulheres fisioterapeutas.
Sandra Carvalho/Caminho Político

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