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terça-feira, 8 de setembro de 2020

"PORTUGAL: A desigualdade no acesso a espetáculos desportivos"

Pedro Vaz (@pedromvaz) | TwitterO que não é compreensível é que determinados eventos desportivos se possam realizar com público, como são o MOTO GP e a Fórmula 1, e outros não. Isso é que não é de todo compreensível. Neste período de restabelecimento, dentro do possível, da atividade social, económica, educativa, cultural e, também, desportiva, impõe-se que a DGS defina critérios claros e objetivos para todas as atividades, de forma a não haver interpretações mal-intencionadas relativamente ao seu trabalho. Desde maio, e segundo as orientações técnicas da Direção-Geral de Saúde (Orientação n.º 028/2020), que se podem realizar espetáculos e eventos culturais com público. Isto sem falar do regresso à escola que se opera neste mês de setembro e do restabelecimento de atividades de comércio, restauração e hotelaria.
Apesar do retomar, sem público, da competição do principal campeonato profissional de futebol, que permitiu terminar a época desportiva, a realidade é que quanto às restantes competições de futebol e outras modalidades as mesmas encontram-se ainda num estado de grande indefinição.
Não tecerei considerações acerca da importância da retoma rápida do desporto de formação em crianças, jovens e respetivas famílias, pois parecem demasiado óbvias, mas irei refletir um pouco sobre a presença de espetadores nas competições desportivas, que são também elas, espetáculos desportivos.
Se atividade existe que esbate as desigualdades sociais ela é, precisamente, o desporto e esbate essas desigualdades não só no acesso à prática do desporto, mas também nos públicos. Se desconsiderarmos os campeonatos profissionais, concluir-se-á com rapidez que o custo de assistir a uma competição desportiva, para além de representar não poucas vezes um custo inexistente ou muito diminuto para o público, é, em muitas localidades do país, a única atividade de índole cultural/recreativa existente.
Por isso, torna-se inexplicável que eventos desportivos como a Fórmula 1, onde os ingressos custam entre 300 e 600 € (acessíveis apenas a algumas carteiras) se possam realizar com público e um eventual jogo de futebol entre o SC Mirandela e GD de Torre de Moncorvo do campeonato distrital de juniores em Bragança não tenha possibilidade de público.
Existe risco acrescido na realização de espetáculos desportivos com público? Existe. Mas existe também risco em concertos, teatros, feiras do livro e outros eventos. Existe também risco em restaurantes, hotéis, viagens de avião e outros locais.
O que não é compreensível é que determinados eventos desportivos se possam realizar com público, como são o MOTO GP e a Fórmula 1, e outros não. Isso é que não é de todo compreensível.
Aliás, a sensação com que se fica é que, para a DGS, os públicos com rendimentos que lhes permita pagar 600 euros para ver um espetáculo desportivo são mais responsáveis que os outros. Recuso-me a fazer essa leitura e a aceitar que assim seja.
Deverão ser criadas regras/orientações para todos os eventos desportivos e a violação dessas regras deverá, por exemplo, determinar a proibição de determinada organização/clube de realizar eventos com público.
Estou certo que a responsabilidade e a precaução imperarão na sua larga maioria, assim haja definição de regras.
Pedro Vaz/Caminho Político
Caminho Politico

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