SENADO FEDERAL CONTRA A COVID-19

SENADO FEDERAL CONTRA A COVID-19
Acompanhe os números de evolução da doença pelo painel do Ministério da Saúde

A STELMAT visa o fortalecimento dos negócios em governança de TI

A STELMAT visa o fortalecimento dos negócios em governança de TI
Av. Isaac Póvoas, 927, Bairro Goiabeiras

DE OLHO NOS RURALISTAS!

DE OLHO NOS RURALISTAS!
Observatório de agronegócio e políticas ruralistas no Brasil. As notícias com perspectiva social e ambiental.

TRANSPARÊNCIA CORONAVÍRUS

TRANSPARÊNCIA CORONAVÍRUS
Praça Alencastro, nº 158 - Centro

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

HONORIS CAUSA: Unemat entrega diploma de Doutor Honoris Causa ao cacique Raoni

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) entregou o diploma de doutor honoris causa ao cacique Raoni, líder indígena Mebêngôkre (Kayapó), nesta quarta-feira (11.11), em ato cerimonial realizado em Colíder-MT. A concessão foi aprovada pelo Conselho Universitário da Unemat (Consuni) em dezembro de 2019. A indicação é o reconhecimento por tudo que sua trajetória de luta pelos direitos dos povos indígenas e pela preservação da Amazônia representa para os povos originários do Brasil.
O diploma foi entregue ao homenageado pelo reitor da Unemat, Rodrigo Bruno Zanin, que reafirmou a importância que o cacique Raoni representa para os povos indígenas e, destacadamente, para a Unemat. “O título de doutor concedido faz jus a luta e ao conjunto de ações que o cacique Raoni desenvolveu e liderou ao longo de sua vida. Uma vida que é sinônimo de esperança de uma sociedade justa de respeito e preservação do meio ambiente e de defesa do seu povo. O cacique é uma liderança reconhecida mundialmente e a Unemat sente-se honrada em conceder o título de doutor ao cacique Raoni.”
Raoni recebeu emocionado a homenagem e falou, em seu idioma, do imenso prazer em receber da Unemat o título de doutor honoris causa, pois este ato significa para ele e seu povo a luta pela permanência da floresta, da demarcação das áreas indígenas e da continuidade da vida. O cacique foi prestigiado também por seus familiares e pela neta Mayalú, egressa do curso de Geografia da Unemat, em Colíder, e primeira mulher com ensino superior completo do seu povo. Líder indígena Mebêngôkre (Kayapó) nascido em Kapôt no Estado de Mato Grosso, no início dos anos 1930, o cacique Raoni gerou pressões e incomodou todos os ocupantes do Palácio do Planalto do período de Figueiredo a Bolsonaro. Raoni é mundialmente conhecido como um ícone da reivindicação pelos direitos indígenas, por sua intensa mobilização contrária à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte e do Complexo Hidrelétrico do Xingu, que teve sua construção paralisada por mais de 20 anos com a exigência de revisão dos projetos de desenvolvimento para a região do Xingu e com o lançamento da Declaração Indígena de Altamira.
O cacique teve uma atuação bastante significativa durante o processo da Assembleia Constituinte de 1988 que garantiu direitos fundamentais para os povos indígenas, em particular com respeito à demarcação de terras indígenas. Foi neste período também que o cacique ganhou notoriedade mundial com a parceria do cantor britânico Sting. Com o apoio internacional, Raoni criou as organizações não governamentais Rainforest Foundation e a Fundação Mata Virgem para proteger as florestas e os Mebêngôkre. Além desta parceria, Raoni conquistou importantes apoiadores à causa como o então presidente francês François Mitterrand, o ex-primeiro-ministro francês Jacques Chrirac, o rei Juan Carlos da Espanha, o príncipe Charles da Inglaterra e o Papa João Paulo II.
A projeção mundial do cacique Raoni se dá também, além da luta incessante pela vida indígena e pela floresta, por ser um líder imponente, determinado, astuto, interessado em política, carismático, estrategista e apaziguador.
Raoni é reconhecido rapidamente pela sua marca registrada o botoque, adorno que carrega no lábio inferior, representando seu compromisso com a terra na qual nasceu.
Participaram da solenidade os gestores dos câmpus de Colíder, professor Marcelo Leando Holzschuh e o técnico Ilson Henrique Moreira e do câmpus de Barra do Bugres, professor Fernando Selleri Silva, como também os servidores do câmpus e parentes do cacique.
Faculdade Intecultural Indígena (Faindi) - A causa indígena faz parte da constituição histórica da Instituição. A Unemat foi pioneira no atendimento às populações indígenas em cursos superiores específicos e diferenciados, ofertados desde 2001. A Instituição se tornou referência no Brasil e na América Latina ­­­de ensino diferenciado e de valorização étnica. Nesse percurso de quase duas décadas, a formação de professores indígenas em nível de graduação já é uma prática consolidada na Unemat. Neste ano de 2020, a Unemat inicia também a oferta de formação em nível de mestrado para os povos indígenas, como o curso de Mestrado Profissional em Ensino em Contexto Indígena Intercultural.
A Faindi está ligada ao Câmpus Universitário Deputado Renê Barbour, no município de Barra do Bugres. Além destes cursos, especificamente destinados aos povos indígenas, a Instituição, desde 2016, conta com o sistema de cotas que reserva 5% das vagas em quaisquer cursos para alunos indígenas.
A Instituição prima pela oferta de cursos com articulação entre movimento indígena, discussões de território dos povos indígenas, valorização da identidade e da cultura e promove diálogos interculturais entre diferentes conhecimentos, saberes, valores e princípios dos povos originários do Brasil.
Hemilia Maia/Caminho Político
Caminho Politico #caminhopolitico

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ame,cuide e respeite os idosos