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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Câmara dos EUA aprova aumento do auxílio emergencial

Ajuda financeira aos cidadãos abalados pela crise gerada pela covid-19 é ampliada para US$ 2 mil dólares, ao invés dos US$ 600 aprovados inicialmente. Medida será avaliada pelo Senado, de maioria republicana. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (28/12) a ampliação do valor da ajuda financeira para os americanos que atravessam dificuldades em razão da crise gerada pelo coronavírus.
A aprovação, em uma rara sessão extraordinária da Câmara realizada em pleno feriado de fim de ano, encerra uma semana de um impasse gerado pelo presidente Donald Trump, que havia se recusado inicialmente a sancionar o pacote de ajuda de 900 bilhões de dólares.
O valor do cheque de estímulo foi aumentado para 2 mil dólares (cerca de R$ 10,4 mil), ao invés dos 600 dólares previstos no texto original, aprovado há uma semana pela Câmara e pelo Senado.
O pacote de 900 bilhões de dólares visa trazer alívio a cidadãos e empresas que enfrentam dificuldades em razão dos abalos à economia provocados pela pandemia de covid-19. As medidas foram incluídas na lei do orçamento do governo federal até setembro de 2021, de valor total de 2,3 bilhões de dólares (R$ 12 bilhões).
Na terça-feira da semana passada, Trump definiu o pacote como uma "desgraça", e se recusou a assinar a legislação, exigindo que o valor dos cheques de estímulo para americanos fosse elevado de 600 para 2 mil dólares e que diversos gastos governamentais já planejados fossem retirados do texto.
A recusa gerou forte pressão de congressistas de ambos os partidos sobre o presidente. Republicanos e democratas haviam chegado a um acordo após meses de negociação com o governo, e aprovado o texto por ampla margem de votos.
Aprovação do aumento nas mãos do Senado
Nesta segunda-feira, os democratas fizeram uso de sua maioria na Câmara e aprovaram a ajuda adicional por 275 votos contra 134. A medida contou com o apoio de dezenas de parlamentares do Partido Republicano, amplamente dividido sobre a questão.
A aprovação final do aumento está agora nas mãos do Senado, que debaterá a questão nesta terça-feira. "Os republicanos tem uma escolha: votem a favor dessa legislação ou votem para negá-la ao povo americano”, afirmou a líder da maioria na Câmara, Nancy Pelosi.
A lei sancionada por Trump garante, além do estímulo financeiro para todos os americanos com rendimentos inferiores a 75 mil dólares (R$ 393 mil) por ano, subsídios de 300 dólares (R$ 1,6 mil) por semana aos desempregados.
Na mesma sessão, a Câmara dos Representantes derrubou um veto de Trump a um projeto de lei que visa garantir 740 bilhões de dólares para a defesa, o que significa mais uma dura derrota para o presidente a poucas semanas do final de seu mandato.
RC/ap/rtr/cp
@CaminhoPolitico

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