PREFEITURA DE VÁRZEA GRANDE

PREFEITURA DE VÁRZEA GRANDE
Prefeitura publica novo decreto e mantém fiscalização rígida contra pandemia Várzea Grande vacina Guarda Municipal e forças de segurança e vai abrir cadastro para idosos acima de 60 anos Várzea Grande e Assembleia Legislativa vão abrir novos pontos de vacinação Várzea Grande abre inscrição para 60 anos depois de vacinar 6,5 mil pessoas nos últimos dias

HOSPITAL H•BENTO

HOSPITAL H•BENTO
Av. Dom Aquino, 355 • Centro, 78015-200 • Cuiabá - MT

VI SIMPÓSIO SOBRE DISLEXIA DE MATO GROSSO – 2021 - MINICURSOS

VI SIMPÓSIO SOBRE DISLEXIA DE MATO GROSSO – 2021 - MINICURSOS
PLATAFORMA EAD DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO Cuiabá - MT.

DE OLHO NOS RURALISTAS!

DE OLHO NOS RURALISTAS!
Observatório de agronegócio e políticas ruralistas no Brasil. As notícias com perspectiva social e ambiental.

sábado, 6 de março de 2021

BUSCANDO A PAZ: No Iraque, papa pede fim de perseguições contra minorias

Em reunião histórica com aiatolá Ali al-Sistani, principal líder religioso iraquiano, pontífice agradece ao clérigo xiita por ter "levantado a voz em defesa dos mais fracos". No segundo dia de uma histórica viagem ao Iraque, o papa Francisco afirmou neste sábado (06/03) que os fiéis não podem permanecer calados quando o terrorismo usa o nome da religião. A declaração foi feita durante encontro com representantes de outras religiões no Iraque em Ur, quando lembrou crimes cometidos contra minorias como os yazidis.
Ur, no sul do Iraque, é uma localidade ligada à tradição das três religiões monoteístas, que apontam esse ponto da Mesopotâmia como o lugar de nascimento do profeta Abraão.
"A ofensa mais blasfema é profanar o nome de Deus odiando o irmão", declarou o pontífice na cidade bíblica, em frente à chamada casa de Abraão e ao monumental Ziggurat, um imponente santuário piramidal sumério.
"Hostilidade, extremismo e violência não nascem de um espírito religioso; são traições à religião", completou o líder religioso, que pediu para que a sociedade reaja a esse tipo de situação. "Os fiéis não podem permanecer em silêncio quando o terrorismo abusa da religião. Cabe a nós resolver os mal-entendidos com clareza", destacou.
Perseguição a yazidis
Cercado por representantes das diversas religiões presentes no Iraque, sunitas, xiitas, zoroastrianos e yazidis, mas não judeus, o papa lembrou a perseguição étnica e religiosa sofrida por muitas comunidades durante a invasão do grupo terrorista "Estado Islâmico" em 2014.
E em particular, como fez em seu discurso às autoridades, ele lembrou a comunidade yazidi e lamentou "a morte de muitos homens e viu milhares de mulheres, jovens e crianças sequestradas, vendidas em escravidão e submetidas à violência física e conversões forçadas". Ele pediu orações por "todos aqueles que suportaram tal sofrimento e por aqueles que ainda estão desaparecidos e sequestrados, para que logo possam voltar para suas casas".
Mais de 2,8 mil yazidis ainda estão desaparecidos, a maioria mulheres e crianças, de acordo com os últimos números oficiais.
Sentado no centro de um palco e rodeado de representantes das diversas confissões, Francisco também pediu orações para que em toda parte a liberdade de consciência e a liberdade religiosa sejam respeitadas. "São direitos fundamentais, porque tornam o homem livre para contemplar o céu para o qual ele foi criado", frisou.
Encontro com líder xiita
Mais cedo, o papa se reuniu por 45 minutos, na cidade de Najaf, com o principal líder religioso xiita do Iraque, o aiatolá Ali al-Sistani, em um encontro considerado histórico para as relações entre o Vaticano e o Islã. A reunião aconteceu a portas fechadas, sob forte esquema de segurança.
O papa Francisco agradeceu ao clérigo xiita por ter "levantado a voz em defesa dos mais fracos e perseguidos", segundo um comunicado do Vaticano.Al-Sistani também chamou a atenção para o sofrimento do "povo palestino nas terras ocupadas", dizendo que eles estavam entre os grupos que enfrentam violência, bloqueios econômicos e deslocamento forçado. Ele pediu que os cristãos iraquianos sejam protegidos, afirmando, através de nota, que os cristão no país devem "viver como todos os iraquianos, em segurança e paz e com plenos direitos constitucionais". Ele também disse que as autoridades religiosas desempenharam um papel na proteção do grupo, bem como "outras pessoas que também sofreram injustiças e danos".
Embora o Iraque já tenha sido lar de mais de um milhão de cristãos, a parcela da população diminuiu após a invasão dos Estados Unidos em 2003 e anos de violência alimentada pela religião e declínio econômico. A população cristã é atualmente estimada entre 250 mil e 400 mil.
Influência supera fronteiras
O clérigo xiita é o principal líder religioso do Iraque, e sua influência também ultrapassa as fronteiras do país.
Al-Sistani permaneceu em grande parte fora da política cotidiana e interveio apenas em momentos críticos da história do Iraque. Ele pregou moderação em meio à violência religiosa disseminada após a derrubada de Saddam Hussein pelos EUA e, em 2014, pediu aos xiitas que lutassem contra a milícia sunita do "Estado Islâmico". Seu apoio aos protestos antigovernamentais em 2019 levou à mudança de governo.
O papa Francisco chegou ao Iraque nesta sexta-feira para uma visita de quatro dias, se tornando o primeiro pontífice a colocar os pés no país.
md (EFE, AFP, Reuters, AP, DPA)CP
@CaminhoPolitico

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ame,cuide e respeite os idosos