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quinta-feira, 25 de março de 2021

Os prejuízos da educação à distância

Os prejuízos que a pandemia já trouxe para a educação infantil são notórios, principalmente, no Ensino Fundamental, na faixa etária até 10 anos de idade. Mesmo as novas gerações sendo mais adaptadas às novas tecnologias e ao estilo de vida conectado, ainda não há um modelo educacional definido e pensado exclusivamente para os meios digitais e suas especificidades.
Por mais que a educação infantil incremente cada vez mais os meios tecnológicos como ferramentas de aprendizagem, ainda existem fatores cognitivos da criança na primeira infância que não admitem a tecnologia como ferramenta exclusiva de ensino e aprendizagem.
Esse fato é confrontado com a realidade imposta pela pandemia de coronavírus, que impôs a educação à distância como principal forma de se manter o processo de ensino e aprendizagem.
O estudo do Grupo Banco Mundial intitulado “Agindo agora para proteger o Capital Humano de nossas crianças: os custos e a resposta ao impacto da pandemia de COVID-19 no setor de educação na América Latina e Caribe”, publicado neste mês de março, traz informações pertinentes para o debate sobre a educação em meio a este cenário de crise.
Uma das constatações do Banco Mundial é que a quantidade de crianças que não conseguem ler e compreender um texto simples ao terminar o ensino fundamental pode chegar a 7,6 milhões. Este grupo representa 62,5% das crianças nessa fase de ensino, aumento de 11,5 pontos percentuais se comparado ao início da pandemia, quando a estimativa era que 51% das crianças estariam nessa condição chamada de “pobreza de aprendizagem”.
Esse conceito – pobreza de aprendizagem - chama atenção porque significa justamente a falta de habilidade que essas crianças terão e que vai impedi-las ou dificultar que elas tenham oportunidade de se preparar para a vida com qualidade e com dignidade.
Tirar as crianças da sala de aula e pressupor que as aulas virtuais iriam suprir essa necessidade é segundo o Banco Mundial, o fator que levará dois em cada três alunos à incapacidade de ler ou entender textos adequados para sua idade.
Obviamente que não podemos ignorar os riscos do ensino presencial em meio ao risco de contágio que a pandemia provoca. Contudo, posso afirmar, por experiência própria, que educar com biossegurança é possível adotando os protocolos de prevenção ao contágio.
No Educandário Jardim das Goiabeiras, em Cuiabá, onde sou diretora, todas as medidas foram adotadas, inclusive incrementamos os protocolos convencionados, instalando uma câmera de desinfecção na porta da unidade de ensino. Diariamente, todos os colaboradores e professores se dedicam na preservação de um ambiente escolar seguro e higienizado. Já os alunos assimilaram que lavar as mãos constantemente, trocar o sapato ao entrar na escola e ter o cuidado com o coleguinha é uma necessidade.
Evidentemente que quando nos referimos aos alunos do ensino fundamental – primeira fase – estamos falando de crianças que ainda não conseguem diferenciar o risco que o contato físico pode oferecer dentro deste cenário pandêmico. Mas, já é possível afirmar que há uma construção de uma nova geração com valores e hábitos criados a partir do cuidado, de si e do outro. E eis uma lição que se aprende quando se convive em comunidade, neste caso a escolar.
Quanto à perda de capital humano anunciada pelo Banco Mundial, devemos entender que é somente com um processo educacional sólido que vamos conseguir reaver os resultados positivos que a educação presencial perdeu ao longo deste um ano de pandemia.
Talvez, ainda estejamos incertos de quando a vida voltará ao que chamávamos de normalidade, por enquanto, cabe a nós – pais, alunos, professores e toda a comunidade escolar - valorizarmos cada esforço para que o processo educacional infantil seja o mais exitoso possível, não se esquecendo, que afeto, atenção e carinho fazem parte deste processo e são estímulos para que nossas crianças sejam potenciais adultos equilibrados, produtivos e eficientes, com valores ancorados na ética e no senso de que o mundo é nossa casa comum, que exige cada vez mais responsabilidade e dedicação de todos para que seja um lugar harmonioso.
Ivete Barros é psicopedagoga e educadora.

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