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sábado, 3 de julho de 2021

NOVA BANDEIRANTES: Com apoio do ICV e Bombeiros, agricultores formam brigada de incêndio no norte de MT

Depois de meses de chuvas praticamente diárias, o fim do chamado inverno amazônico simboliza as últimas colheitas de café em Nova Bandeirantes, município localizado na região norte de Mato Grosso.
Mas a fumaça do processo de secagem que transforma o vermelho vívido dos grãos em sementes marrons que dão origem a uma das bebidas mais consumidas do mundo não é a única nessa época do ano. A estiagem na região chega, em geral, acompanhada de incêndios florestais com capacidade de, em minutos, transformar grandes áreas em mata incendiada que ameaçam a biodiversidade da floresta, as plantações, saúde e qualidade de vida das famílias da região. Essas ocorrências, na maioria dos casos, estão associadas à queima para a limpeza de áreas recém-desmatadas.
Como forma de proteger as comunidades e as áreas florestais do município localizado em área sob intensa pressão de desmatamento, o Instituto Centro de Vida (ICV) promoveu a formação de uma brigada comunitária de agricultores familiares na última semana.
A capacitação, com duração de três dias, foi realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar e contou com instruções teóricas e treinamentos práticos de atendimento pré-hospitalar (APH), teoria básica do fogo, combate a incêndios florestais e organização de pessoas e material no combate ao fogo.
A ação é do projeto Proteja e Restaure, implementada pelo ICV com financiamento do Global Wildlife Conservation (GWC).
A agricultora Raquel Teixeira de Jesus, uma das recém-formadas brigadistas, afirma que são comuns as mobilizações de agricultores na região para combater ao fogo no período seco.
“No ano passado, passamos um dia inteiro apagando fogo na BR onde agora fazemos a capacitação”, relembra. “Até uma bituca de cigarro na beira da estrada pode tomar proporções grandes.”
“Às vezes um vizinho coloca um fogo e atinge outras áreas. É sabido que todo ano existe esse estado de alerta na região”, diz Eriberto Muller, analista do Programa de Negócios Sociais do ICV.
CENÁRIO CRÍTICO DE INCÊNDIOS
Em 1º julho será iniciado um novo período proibitivo do uso do fogo. O objetivo é justamente evitar o alastramento dos incêndios pela combinação de seca e alta incidência de ventos. Mas os dados de 2021 não mostram um cenário favorável para o período.
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Mato Grosso lidera o ranking de estados com maior número de focos de calor no Brasil. Foram mais de 3,3 mil possíveis incêndios registrados de janeiro a maio de 2021.
Eriberto afirma que a efetividade ao combate a incêndios na região amazônica do estado esbarra em dificuldades de deslocamento e acesso às áreas de incêndios pelas brigadas. Neste ano, o ICV realizou o mapeamento das brigadas de prevenção e combate aos incêndios para o período da seca.
“Por isso a necessidade de brigadas locais nas áreas rurais que possam contribuir com o trabalho do Corpo de Bombeiros e mitigar impactos do fogo”, diz ao salientar a importância da prevenção.
Se o fogo atinge propriedades da agricultura familiar, são grandes os prejuízos às famílias que dependem das roças de hortifrutigranjeiros e do cultivo do café.
“Todos aqui temos a terra como sustento da vida e precisamos cuidar dela”, avalia Jurandir Luís Requia, um dos participantes 12 integrantes da nova brigada.
A brigada é formada por agricultores da Associação São Brás e da Apral, organizações comunitárias da agricultura familiar na região.
“É importante formar e equipar brigadas comunitárias de agricultores familiares que possam agir com rapidez, caso seja necessário. Geralmente, as brigadas temporárias locais são formadas por ação das prefeituras, mas muitas vezes a demora nos processos de contratação atrasa a atuação”, diz Eriberto.
A nova brigada é a primeira formada por uma parceria entre organização da sociedade civil e Corpo de Bombeiros na região.
Foram doados para os agricultores mochilas flexíveis, bombas costais, pares de botas, capacetes de bombeiros termoplásticos, abafadores e uniformes de proteção (com calça, gandola e luva).
Mas foi explicado que situações de emergência exigem respostas rápidas e o conhecimento de como improvisar foi um dos diferenciais da capacitação.
“Materiais como galhos que podem servir para fazer uma maca, aprendemos esse tipo de coisa”, cita Adriano Gomes da Costa, jovem que mora numa propriedade rural da área.
Para Luzia Carneiro, o curso simbolizou uma conquista para a comunidade. “Estaremos agora preparados para lidar da melhor forma possível. Conhecimentos de primeiros socorros, por exemplo, eu não sabia e aprendi”, diz.
O especialista em prevenção e combate a incêndios florestais e um dos ministrantes da capacitação, o soldado Aparecido afirma que há demanda por equipes capacitadas nos grupos da agricultura familiar.
“Nenhum incêndio começa grande, todo incêndio tem uma origem e começa pequeno. Se houver esse controle, não teremos incêndios grandes seja nas plantações ou nas florestas”, diz. “Nosso estado é extenso e por vezes falta pessoal no combate.”
Assessoria/Caminho Político
@caminhopolitico @cpweb

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