PREFEITURA DE VÁRZEA GRANDE

PREFEITURA DE VÁRZEA GRANDE
Prefeitura publica novo decreto e mantém fiscalização rígida contra pandemia Várzea Grande vacina Guarda Municipal e forças de segurança e vai abrir cadastro para idosos acima de 60 anos Várzea Grande e Assembleia Legislativa vão abrir novos pontos de vacinação Várzea Grande abre inscrição para 60 anos depois de vacinar 6,5 mil pessoas nos últimos dias

HOSPITAL H•BENTO

HOSPITAL H•BENTO
Av. Dom Aquino, 355 • Centro, 78015-200 • Cuiabá - MT

Hospital Estadual Santa Casa

DE OLHO NOS RURALISTAS!

DE OLHO NOS RURALISTAS!
Observatório de agronegócio e políticas ruralistas no Brasil. As notícias com perspectiva social e ambiental.

sábado, 14 de agosto de 2021

“Futuras Gerações: o impresso vai precisar garimpar saídas. Mas elas existem”, por Wagner de Alcântara Aragão

Os jovens de hoje, e os de amanhã, vão “consumir’ jornalismo por meios impressos? Sim e não, arrisco-me a cravar, e explico mais adiante essa aparente contradição. É uma pergunta a me martelar durante a observação dos debates da 7ª edição do Mídia.JOR, da Revista e Portal Imprensa, cujo tema, “Futuras Gerações”, é para lá de intrigante. Afinal, os jovens atuais, no futuro, não o serão; mudarão os hábitos para aqueles que hoje cabem às “velhas” gerações? E as que virão, as futuras no sentido mais preciso do termo, como sabê-las?
Inquietações de ordem filosófica à parte, o fato é que no debate do Mídia.JOR do último dia 7 de junho, foram apresentados e discutidos os resultados da pesquisa “Hábitos de Mídia do Brasileiro”, do Instituto IDEIA. O relatório aponta, entre outros dados, que o consumo de jornal impresso cada vez mais se restringe a leitores de maior idade – com mais de 45 anos, principalmente.
Sinal de que está prestes a desaparecer? Sim, este modelo de impresso, capaz que não se viabilize mais. Repare: este modelo, e não o impresso em si, creio eu.
O jornalismo impresso será levantado pelas futuras gerações, inclusive – as futuras, que hoje são novas e amanhã serão “velhas”, e as futuras, aquelas que estão por vir.
As discussões do Mídia.JOR apontam, como condições para que o jornalismo sobreviva, o rigor na apuração, a pluralidade de pontos de vista e a equidade de vozes representadas. Sobrevivência em credibilidade e, por tabela, enquanto negócio.
O jornalismo, independentemente da mídia de produção, veiculação e consumo, clama por profissionalismo e compromisso social, para ser reconhecido de fato como tal, isto é, como jornalismo; como referência, bússola, farol.
Mergulhados como estamos em intermináveis opções de mídias e informações, como um determinado meio e seu conteúdo podem se sobressair, despertar nossa atenção, o interesse do público? Por outros caminhos, por outras vias – e então é por aí, por escape dessa avalanche, em busca de experiências distintas, que o público redescobrirá o impresso.
Para tanto, além do profissionalismo, da pluralidade e da representatividade social, o impresso – jornal, revista, boletim, mural – tem de oferecer mais que noticiário. Mais que análise, opinião. Tudo isso, e mais.
Tem de oferecer experiência. Tem que ser um bem informativo e um bem cultural. Precisa ser apresentado, revestido e recheado de modo a ser ímpar. Da textura ao cheiro, passando pelo visual e pelo deleite proporcionado pela leitura, o público tem de se sentir sublimado, e não um mero receptor de informação. Uma espécie de documentário em versão em papel.
Ora, se o gosto por livros resiste, supera a preferência por e-books, inclusive entre os jovens, por que o jornalismo expresso pelo impresso não resistirá?
As saídas para o impresso carecem de ser garimpadas. Mas elas existem. Bora?
Wagner de Alcântara Aragão é doutorando em Comunicação (UFPR), jornalista e professor da rede estadual de educação profissional do Paraná. Mantém um veículo de mídia alternativa (www.redemacuco.com.br), ministra cursos e oficinas nas áreas de Comunicação e realiza projetos culturais. @caminhopolitico @cpweb

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ame,cuide e respeite os idosos