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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

SAÚDE DA MULHER E DO BEBÊ: Em parceria com a SMS, Hospital Santa Helena oferece atendimento emergencial às puérperas e reforça orientações quanto à amamentação

Mães que tiveram seus filhos na unidade recebem orientações sobre aleitamento materno, socorro em caso de engasgamento, prevenção è morte súbita, entre outros.
Graças a uma pactuação com a Secretaria Municipal de Saúde, as pacientes que dão à luz no Hospital Beneficente Santa Helena pelo Sistema Único de Saúde (SUS) podem contar com atendimento de urgência e emergência durante todo o puerpério (período de 45 dias após o parto) e para o bebê em seu primeiro mês de vida. O atendimento ocorre em intercorrências, como febre, dor, sangramento, engasgamentos, entre outros que necessitem de atendimento imediato. A cada mês, são feitos entre 600 a 700 partos no Hospital Santa Helena.
A responsável técnica de Enfermagem do Hospital Santa Helena, Vanusa Cristina Pinto, explica que ainda na internação do parto, a equipe da unidade orienta as mães e pais sobre a conduta que devem ter em casos de engasgamento do bebê e também explicam sobre o risco de morte súbita e como prevenir. “Nosso serviço não é ambulatorial, é só para atenção terciária, nível hospitalar, durante o puerpério da mulher e, para o bebê, por lei, é até 28 dias, mas a gente atende durante todo o primeiro mês de vida, também não para acompanhamento ambulatorial, como crescimento e desenvolvimento, que é feito na unidade básica de saúde. Mas caso ele venha a ter alguma intercorrência, como perda de peso ou está ficando amarelinho, a mãe pode procurar o hospital que o atendimento é 24 horas, por se tratar de urgência e emergência”, explica.
Hospital Amigo da Criança
Ainda dentro do atendimento às mães e bebês que nascem na unidade, o Hospital Santa Helena desenvolve o programa “Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno”, feito por instituições hospitalares que detém o certificado de Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), do Ministério da Saúde. Para obter essa certificação, é preciso passar por todo um treinamento oferecido pelo órgão ministerial, que a cada três anos, faz uma reavaliação para manter ou não o selo. Desde 2010, o Hospital Santa Helena faz parte da iniciativa, que beneficia todas as mães que ali fazem seus partos, durante o período da internação.
A vendedora Gerciane Maria de Oliveira Costa, 28, que deu a luz ao pequeno Luiz Henrique na unidade, foi uma das beneficiadas com o suporte em relação ao aleitamento materno. “Eu achei muito interessante. Eu tenho um filho de seis anos, esse é meu segundo filho, mas sempre dá um medo. Eu fui orientada e acho importante. São excelentes profissionais, elas explicam direitinho como a gente tem que fazer”, disse.
Conheça os 10 passos para o sucesso do aleitamento materno:
Passo 1 - Ter uma política de aleitamento materno escrita que seja rotineiramente transmitida a toda equipe de cuidados de saúde.
Passo 2 - Capacitar toda a equipe de cuidados de saúde nas práticas necessárias para implementação da política. Vanusa Pinto afirma que, no Hospital Santa Helena, isso ocorre todos os anos e toda vez que entra um novo funcionário.
Passo 3 - Informar todas as pacientes sobre os benefícios e o manejo do aleitamento materno. “Elas precisam ser orientadas sobre quais são as técnicas, o que pode facilitar para ela porque as pessoas acham que amamentar é uma tarefa fácil e não é uma tarefa fácil, tanto para o bebê quanto pra mãe. Tem bebês que se adaptam muito rápido, tem bebês que não. Tem bebês que têm algumas dificuldades. E o que a gente precisa saber é que a gente vai trabalhar com essa mãe e com esse bebê de acordo com as dificuldades que eles têm, mas que a amamentação não é impossível de ser feita por conta dessas dificuldades, que podem ser psicológicas, como as interferências familiares, ou físicas, como freio, por exemplo”, afirma a enfermeira.
Passo 4 - Ajudar as mães a iniciar o aleitamento materno na primeira meia hora de vida, a chamada “hora de ouro”. Para isso, é preciso colocar os bebês em contato pele a pele com suas mães, imediatamente após o parto. Além disso, a equipe do hospital precisa orientar a mãe a identificar se o bebê mostra sinais de que está querendo ser amamentado, oferecendo ajuda se necessário.
Passo 5 - Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação mesmo se vierem a ser separadas dos filhos, por exemplo, em caso de um dos dois ir para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ou quando a mãe retorna para o trabalho. Conforme explica Vanusa Pinto, a amamentação é estimulada pela sucção, ou seja, quanto mais o bebê mama, mais leite a mãe produz. Quando os dois são separados e não é possível amamentar o bebê, a mulher pode fazer a extração do leite, de forma manual ou com bomba, para continuar estimulando a produção e garantindo que a criança seja alimentada com o leite materno.
Passo 6 - Não oferecer a recém-nascidos bebida ou alimento que não seja o leite materno, a não ser que haja prescrição médica e/ou de nutricionista. Isso porque o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é que o ser humano seja alimentado exclusivamente com o leite materno até os 6 meses de vida e de forma complementar pelo menos até os 2 anos.
Passo 7 - Praticar o alojamento conjunto - permitir que mães e recém-nascidos permaneçam juntos – 24 horas por dia, exceto em caso de internação de um dos dois em leito de UTI. “Hoje isso é muito comum nos hospitais. Eles não têm mais o berçário. O bebê vai para o quarto da mãe. Isso foi uma conquista mas mães porque, antigamente, entendia-se que a mãe não tinha condições de cuidar do seu bebê na hora em que nascia, então, por isso, teriam que ser separados. Isso atrapalhava a amamentação. Nos berçários eram oferecidos chás, naquela época era considerado normal, mas, já há estudos que mostram que não é indicado. O alojamento conjunto favorece o contato pele a pele, a livre demanda, facilita a amamentação”, afirma a enfermeira Vanusa Pinto.
Passo 8 - Incentivar o aleitamento materno sob livre demanda. “Isso significa que não existe tempo para amamentar o bebê, é na hora que o bebê desejar. Não existe uma regra que diz que é de 3 em 3 horas, igual a fórmula. Na amamentação não existe tempo e nem quantidade. O bebê vai mamar conforme a necessidade dele. A absorção é muito rápida, então, o bebê mama, o organismo absorve. E você percebe que o bebê mama e já faz cocô, então é porque ele mamou, absorveu e já eliminou o que não foi absorvido. Por isso o bebê acaba mamando várias vezes. Não é porque o leite é ‘fraco’, é por causa dessa absorção rápida”, explica Vanusa.
Passo 9 - Não oferecer bicos artificiais ou chupetas a recém-nascidos e lactentes. Vanusa Pinto explica que utilizar bico de silicone, mamadeiras e chupetas pode causar confusão de bico no bebê, que faz menos esforço para mamar ao utilizar esses objetos e, com isso, acaba se acostumando e recusando o seio da mãe, favorecendo a redução da produção do leite materno.
“Às vezes para a mãe e para a família, a chupeta tem uma vantagem porque o bebê chora muito e a chupeta acaba acalentando o bebê. Ela tem esse benefício, mas ela tem muitos malefícios também. Além de fazer a confusão de bico, porque a chupeta é diferente do seio da mãe, esse bebê pode correr o risco de desmamar. Há a questão de aumentar o risco de infecções intestinais no bebê porque a chupeta pode ficar exposta, ela cai no chão, a pessoa pega, tem que lavar. Também pode causar problemas com a arcada dentária. A mamadeira é mais fácil ainda porque o bico vem com o furinho e tem pessoas que ainda aumentam mais o furo. Então para o bebê fica muito fácil. O leite vai descer por gravidade e ele não faz força. Isso atrapalha a questão da arcada dentária porque quando ele faz a sucção, trabalha a mandíbula. Às vezes a pessoa acha que está facilitando a vida do bebê, mas, mais pra frente, leva a varias consequências”, diz Vanusa Pinto.
Passo 10 - Promover a formação de grupos de apoio à mãe e à amamentação. “Quando a mulher ganha o bebê, ela tem que voltar na consulta do puerpério. O ideal é que a rede de saúde apoie essa mulher, a gente busca orientar também a mãe, o marido da puérpera”, afirma a enfermeira do Hospital Santa Helena.
Assessoria/Caminho Político
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