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domingo, 1 de agosto de 2021

Uma menina refugiada gigante atravessa a Europa

Marionete Little Amal, de 3,5 metros, vai percorrer oito países "em busca da mãe". Com o projeto, coletivo teatral quer chamar atenção para milhões de migrantes cujo destino ameaça ser esquecido em meio à pandemia. A Pequena Amal está para enfrentar uma longa viagem: da fronteira da Turquia com a Síria até o Reino Unido, ela percorrerá 8 mil quilômetros, à procura da mãe, que saiu para buscar comida e nunca mais voltou.
Mas não se trata de uma menina comum: "Little Amal" é uma boneca animada de 3,5 metros de altura, protagonista do projeto de teatro de rua The walk (A caminhada), cuja partida foi dada na última terça-feira (27/07), na cidade turca de Gaziantep, próximo à fronteira síria. Ao longo de dois meses, ela atravessará oito países europeus, entre eles a Alemanha.
Com esse projeto, o coletivo teatral britânico Good Chance quer chamar a atenção para os milhões de migrantes cujo destino ameaça ficar esquecido em meio à pandemia de covid-19. "Justamente por o mundo se fixar agora em outros assuntos, é importante trazer de volta ao foco a crise dos refugiados", explica o diretor artístico do coletivo, Amir Nizar Zuabi.
Sua meta é enfatizar "o potencial dos refugiados", em vez de só "suas terríveis circunstâncias". Em seu website, o Good Chance define a ação como "uma das obras de arte públicas mais inovadoras e ousadas que já foram empreendidas". Entre os manipuladores da marionete gigante estão também ex-refugiados.
Encontros na Alemanha
Em cada parada da viagem, um programa com artistas e personalidades culturais locais acompanhará a presença de Little Amal. Em Stuttgart, no sul da Alemanha, o encarregado é o grupo Dundu, que também manipula grandes bonecos. A cidade é um dos centros nacionais dessa forma de arte, ao lado de Bochum e Berlim.
Lá, a "pequena" refugiada será recebida por marionetes de cinco metros, que representarão seus sonhos. Fabian Seewald, do Dundu, diz admirar a ambição artística de The walk: produzir uma performance do gênero em oito países é algo sem precedentes em condições pandêmicas, observa.
Little Amal chegará à Alemanha após passar por Izmir, no litoral turco do Mar Egeu, Roma, Marselha, Genebra e Estrasburgo, descansando de 1º a 3 de outubro em Stuttgart, Colônia e Recklinghausen. Depois, segue por Bruxelas, Paris e Londres, até Manchester, no noroeste da Inglaterra.
Em Colônia, a associação ArtAsyl organizará um encontro entre Amal e idosos que, como ela, vivenciaram a guerra. Em Recklinghausen, na região do rio Ruhr, ela será saudada por uma "Rua das Boas Vindas", atravessando a cidade, confeccionada com pedras por moradores e pelo festival de teatro Ruhrfestspiele.
Animação conjunta
Little Amal foi construída pela famosa Handspring Puppet Company, da África do Sul. Para tal, seus fundadores, Basil Jones e Adrian Kohler, até mesmo suspenderam sua aposentadoria.
"A história dos refugiados é o grande tema do nosso tempo", comenta Kohler no website de The walk. "Numa época em que os teatros ainda lutam para reabrir suas portas, uma ação artística dessas é capaz de voltar a reunir os seres humanos."
Para movimentar a gigantesca marionete, são necessários quatro bonequeiros: um em cada braço, um encarregado das costas e outro dentro de seu corpo. Caminhando sobre pernas de pau, este último manipula a assim chamada "harpa", um complexo instrumentário que dá vida ao rosto, cabeça e olhos da boneca.
Aproximando seres humanos
O coletivo teatral Good Chance foi fundado em 2015, no campo de refugiados de Calais, França, também conhecido como "La Jungle" – A Selva. Sua primeira peça, intitulada The Jungle, foi apresentada com grande sucesso nos teatros do West End de Londres.
Assim como os artistas integrantes, a gerente Naomi Webb enfatiza que a meta do coletivo é reaproximar os seres humanos: "Desde a nossa fundação, nós sublinhamos o grande significado da arte nas crises humanitárias. A arte tem a capacidade desarmadora de unir as pessoas e de contar histórias humanas."
O alemão Seewald também está convencido disso: "Com o Dundu, nos apresentamos, por exemplo, na praça Tahrir do Cairo, em 2013. Com os nossos bonecos gigantes, criamos uma situação de perplexidade coletiva infantil que, por um momento, superou as diferenças entre os indivíduos e as fronteiras nas suas cabeças, permitindo vivenciar a coletividade."
Ele considera especial nos grandes bonecos, como Little Amal, o fato de exigirem diversos manipuladores, "muitas forças têm que agir em conjunto para se conseguir algo". E o grande momento revelador é quando se fornece aos espectadores a possibilidade de eles próprios guiarem a boneca. "Aí, eles criam algo em comum. Essa é a magia dos bonecos animados: dar vida às coisas, juntos."
Christine Lehnen/Caminho Político
@caminhopolitico @cpweb

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