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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Endividamento dos cuiabanos volta a subir em agosto; aumento do emprego ajuda a frear inadimplência

A última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) do mês de agosto, voltou a registrar aumento no número de famílias endividadas na capital, chegando a 74,9%. Além disso, os números da inadimplência seguem em queda, atingindo os menores valores nos últimos meses. O aumento do emprego observado em 2021 ajuda a explicar o bom desempenho da pesquisa.
O diretor de pesquisa do Instituto de Pesquisa e Análise da federação (IPF-MT), Maurício Munhoz, destacou que os dados levantados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estão em consonância com o estudo ‘Onde Investir em Mato Grosso’. “Nosso estudo observou aumento do crédito ao mesmo tempo que aumenta as vendas no varejo, o que também foi observado uma melhora na geração de emprego neste ano”.
Conforme dados do Caged/MTE, Mato Grosso acumulou um saldo positivo de 11.452 entre as admissões e demissões, apenas em julho de 2021, acumulando 61 mil postos de trabalho positivos durante o ano de 2021. “Somente a capital teve um saldo positivo de 1,9 postos de trabalho em julho e registrando, no ano, um saldo de 12,3 mil no ano”, afirmou.
O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, reforçou que com a melhora do emprego, o acesso ao crédito tem ajudado as famílias a liquidarem as dívidas. “As famílias têm planejado melhor os seus gastos para que as dívidas não se acumulem e não se torne um problema, uma bola de neve”, alertou o presidente da federação.
A facilidade com o uso do cartão de crédito faz com que a maioria da população tenha este tipo de dívida como principal (72,8%). São 4,6 pontos percentuais a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. Já o uso de boleto, que aparece em seguida, apresentou diminuição na variação anual, de 34,8% em 2020 para 33,5% neste ano. Esta mesma tendência foi observada nas famílias que recebem até 10 salários mínimos quanto acima disso.
O tempo comprometido com dívidas também recuou, passando em média de 7,7 meses em agosto de 2020 para 6,3 meses no mesmo período de 2021. Já a parcela da renda comprometida com dívida apresentou leve aumento no mesmo período, de 23,5% para 24,7%.
Maurício Munhoz salientou a preocupação com a alta dos juros, que pode interferir para a elevação da inadimplência. “O uso do cartão de crédito, que é utilizado pela maioria da população, pode encarecer as dívidas das famílias”, concluiu o diretor de Pesquisas do IPF-MT.
Assessoria/Caminho Político
@caminhopolitico @cpweb

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