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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Brasil vai exigir quarentena de viajantes não vacinados

Governo anuncia novas regras para entrada no país, que descartam passaporte sanitário mas incluem isolamento de cinco dias para quem não tem imunização completa. Passageiro vacinado e testado está livre da quarentena. O governo federal anunciou nesta terça-feira (07/12) que passará a exigir quarentena de cinco dias para viajantes não vacinados contra a covid-19, bem como um teste negativo do tipo RT-PCR. Quem apresentar um comprovante de vacinação, por outro lado, poderá entrar no país apenas com o resultado negativo do exame.
Segundo as novas regras, passageiros não imunizados deverão realizar um teste de covid-19 no quinto dia de quarentena. Apenas se testarem negativo poderão deixar o isolamento.
As medidas foram anunciadas pelos ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, da Casa Civil, Ciro Nogueira, e da Advocacia-Geral da União, Bruno Bianco, durante um pronunciamento à imprensa no Palácio do Planalto que não foi aberto a perguntas.
Segundo o governo, o objetivo é promover uma "reabertura das fronteiras" do país em meio à alta taxa de vacinação da população brasileira. Não ficou claro, porém, se as regras serão as mesmas para quem cruzar a fronteira por terra ou por via aérea.
Também não há detalhes sobre como será fiscalizada a quarentena dos não vacinados. Uma portaria deve ser publicada pelo governo federal ainda nesta terça-feira.
Em novembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sugeriu ao governo que passasse a exigir o comprovante de vacinação a quem quisesse ingressar no país por terra, e também que impusesse uma quarentena de cinco dias aos não vacinados que chegassem de avião. A pressão foi redobrada com a descoberta da variante ômicron, possivelmente mais contagiosa.
À época, o jornal Folha de S. Paulo reportou que o presidente Jair Bolsonaro queria apenas reabrir as fronteiras, mas sem exigir o chamado passaporte da vacina.
Ao longo da pandemia, Bolsonaro diminuiu a importância dos imunizantes, distorceu dados sobre segurança e eficácia das vacinas e se negou a ser vacinado, pelo menos publicamente.
"De novo, porra?"
Nesta terça-feira, antes do anúncio dos ministros, o presidente voltou a criticar a recomendação da Anvisa sobre o passaporte sanitário e minimizou o perigo da ômicron, afirmando que ainda haverá "um monte de variante pela frente".
"Estamos trabalhando agora com a Anvisa, que quer fechar o espaço aéreo. De novo, porra? De novo, vai começar esse negócio? 'Ah, ômicron'. Vai ter um montão de vírus pela frente, um montão de variante pela frente. Talvez. Peça a Deus que eu esteja errado. Mas temos que enfrentar", afirmou Bolsonaro durante um evento.
A afirmação do presidente sobre a Anvisa querer fechar o espaço aéreo, porém, não está correta: a agência apenas sugeriu a exigência de um comprovante de vacinação a quem quiser entrar no país.
ek (Agência Brasil, ots)cp
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