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sábado, 15 de janeiro de 2022

Estados iniciam vacinação de crianças contra covid-19

Pelo menos nove capitais começaram a aplicar o imunizante da Pfizer-BioNTech na faixa etária de 5 a 11 anos. Imunização começa por crianças com comorbidades, síndromes e doenças crônicas, e indígenas e quilombolas. Com mais de um mês de atraso em relação a outros países, pelo menos oito estados brasileiros começaram neste sábado (15/01) a imunização de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19. As demais unidades da federação devem iniciar a vacinação entre este domingo e a semana que vem.
Na sexta-feira, São Paulo aplicou as primeiras doses, em uma cerimônia simbólica. A primeira criança vacinada contra o coronavírus no Brasil foi Davi Seremramiwe Xavante, um menino indígena de 8 anos, que é natural do Mato Grosso e hoje vive em São Paulo, onde faz um tratamento de saúde no Hospital das Clínicas da USP.
A maioria das capitais seguiu a orientação do governo federal e iniciou a imunização por crianças com comorbidades, síndromes e doenças crônicas, além de indígenas e quilombolas.
Em Recife (PE), a primeira criança a receber o imunizante foi Maria Antônia de Oliveira, de 11 anos, que tem Síndrome de Down.
"Estou feliz porque chegou a vez dela e graças a Deus todos nós já estamos vacinados, eu já estou com a terceira dose. A expectativa era muito grande, a ansiedade era enorme, então eu vim o mais rápido possível, não me importei com o tempo. Eu costumo dizer que o melhor para ela é o melhor para nós", disse o pai da menina em entrevista ao jornal Diário de Pernambuco.
Outras capitais que também iniciaram a campanha de vacinação em crianças neste sábado foram: Belo Horizonte (MG), São Luís (MA), Vitória (ES), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Campo Grande (MS) e Aracaju (SE).
Imunizante da Pfizer-BioNTech
A vacinação ocorre com o imunizante da Pfizer-BioNTech, o único aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esta faixa etária e o mesmo utilizado nos EUA e na União Europeia, por exemplo.
O governo federal encomendou 20 milhões de doses de vacina, que é diferente da aplicada em pessoas a partir de 12 anos. Por essa razão, os frascos também têm cores distintas, para evitar erros na aplicação. A embalagem do imunizante para crianças tem a cor laranja e para adultos, roxa.
De acordo com o Ministério da Saúde, o intervalo entre as duas doses deve ser de oito semanas para o púbico infantil. Os pais ou responsáveis devem estar presentes na imunização dos filhos e, se isso não for possível, a aplicação deve ser autorizada em termo de consentimento assinado por eles.
Distribuição das doses
As doses começaram a ser distribuídas nesta sexta-feira, de forma proporcional entre os estados e o Distrito Federal, de acordo com a população-alvo. Até a próxima semana, deve estar concluída a entrega das primeiras 1,2 milhão de doses. Caberá, então, às secretarias estaduais de Saúde fazer a distribuição das vacinas para os municípios.
A previsão é que chegue ao Brasil em janeiro um total de 4,3 milhões de doses da vacina. Em fevereiro, devem ser entregues mais 7,2 milhões, e em março, 8,4 milhões.
Recomendações da Anvisa
A Anvisa sugere que a imunização ocorra em sala separada da de adultos e que a vacina não seja administrada no mesmo período de outras do calendário. Por precaução, é recomendado um intervalo de 15 dias.
O órgão também recomenda que seja evitada a vacinação de crianças no esquema drive-thru; que elas fiquem em observação no local por 20 minutos após receber a dose; e que os profissionais de saúde informem os pais sobre possíveis efeitos adversos do imunizante, como dor, inchaço no local da aplicação e febre.
A agência havia autorizado o uso do imunizante da Pfizer-BioNTech em crianças de 5 a 11 anos no dia 16 de dezembro. No entanto, o governo federal, incluindo o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se mostraram resistentes à vacinação desta faixa etária, chegando a dizer que o número de crianças vítimas da doença no Brasil não justificava pressa na vacinação.
Antes da decisão final,tomada em 5 de janeiro, o governo fez uma consulta pública que mostrou que a maioria das pessoas consultadas se manifestou contrária à exigência de prescrição médica para a imunização de crianças nessa faixa etária – algo que vinha sendo defendido pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e também pelo presidente Jair Bolsonaro.
Segurança do Imunizante
À DW Brasil, o coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da SBI, Marcelo Otsuka, apontou que o imunizante já foi aplicado em milhares de crianças pequenas em países que têm um rígido controle de avaliação de segurança de medicamentos, como o Reino Unido.
"Esta é uma vacina que já está em uso em crianças em outros países e que já observamos resultados positivos em relação à proteção contra o vírus e segurança. É uma vacina que nos dá um background importante", diz Otsuka.
Em outubro, a vacina da Pfizer foi aprovada para uso em crianças a partir de 5 anos nos Estados Unidos. Em novembro, foi a vez de Canadá, Israel e União Europeia darem o aval.
"Não podemos esquecer que 2,5 mil crianças já morreram de covid-19 no Brasil. Também precisamos protegê-las da infecção", orienta o infectologista.
A Anvisa registrou o uso do imunizante em adultos no Brasil em 23 de fevereiro de 2021. Já em adolescentes de 12 a 16 anos de idade ele é aplicado desde junho de 2021.
Dados sobre a aplicação em crianças
Em setembro, a Pfizer informou que a vacina é segura e induz resposta imune em crianças com idades entre 5 e 12 anos. Os estudos foram conduzidos em mais de 4 mil crianças dos EUA, Espanha, Finlândia e Polônia.
Em outubro, o laboratório publicou novos dados, dessa vez mostrando que a vacina se mostrou 90,7% eficaz na prevenção da covid-19 em voluntários dessa faixa etária.
"A vacina da Pfizer passou por todas as fases obrigatórias dos testes em crianças pequenas, ou seja, passou pelas fases 1, 2 e 3, assim como aconteceu nos testes com os adultos", explica Otsuka.
O que diz a OMS
Em outubro de 2021, o Comitê Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que, para todas as faixas etárias, os benefícios das vacinas de mRNA (como as produzidas pela Moderna e Pfizer) superam os riscos, reduzindo hospitalizações e mortes pela covid-19.
Em 24 de novembro de 2021, a OMS publicou um documento orientando a vacinação de crianças.
"Existem benefícios em vacinar crianças e adolescentes que vão além do direito à saúde. A vacinação diminui a transmissão de covid nessa faixa etária e pode reduzir a transmissão de crianças e adolescentes para adultos mais velhos, o que pode ajudar a reduzir a necessidade de medidas de mitigação nas escolas", diz o documento.
O que dizem outros órgãos internacionais de saúde
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) orienta que crianças entre 5 e 11 anos sejam vacinadas com a vacina da Pfizer.
"Existem aproximadamente 28 milhões de crianças entre 5 e 11 anos nos Estados Unidos, e houve quase 2 milhões de casos de covid-19 nessa faixa etária durante a pandemia", esclarece uma nota do CDC sobre a importância de vacinar as crianças. Segundo o órgão, a covid-19 é uma das dez principais causas de morte de crianças nessa faixa etária.
A Universidade Johns Hopkins publicou uma nota logo após a aprovação do órgão americano, em outubro, afirmando que "incentiva todas as famílias com crianças elegíveis a receberem a vacina".
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) publicou, no momento da aprovação do imunizante para o público infantil, que os "benefícios superam os riscos, especialmente em crianças com condições que aumentam o risco de covid-19 grave".
le (Agência Brasil, ots)cp
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