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segunda-feira, 18 de abril de 2022

Papa pede paz na Ucrânia na "Páscoa de guerra"

Conflito "cruel e sem sentido" é tema central da tradicional mensagem de Páscoa do papa. Pela primeira vez desde o início da pandemia em 2020, fiéis puderam acompanhar celebração na Praça de São Pedro. O papa Francisco criticou implicitamente a Rússia neste domingo (17/04) que arrastou a Ucrânia "para uma guerra cruel e sem sentido", em sua tradicional mensagem de Páscoa, lida da varanda da galeria central da fachada da Basílica de São Pedro, na bênção Urbi et Orbi. O pontífice pediu ainda que os líderes mundiais lutem pela paz.
Depois de celebrar a Missa no Domingo de Páscoa na Praça de São Pedro diante de 100 mil pessoas, o papa referiu-se à "incredulidade" que estamos experimentando com esta "Páscoa de guerra". Após dois anos de restrições devido à pandemia de covid-19, essa foi a primeira a Páscoa desde 2019 que o público foi autorizado a participar das celebrações.
Francisco lamentou que, depois da pandemia, "em um momento de sairmos juntos de mãos dadas", no entanto, "estamos mostrando que ainda temos em nós o espírito de Caim, que olha para Abel não como um irmão, mas como um rival, e pense em como removê-lo". O papa dedicou grande parte da mensagem à Ucrânia e chegou a comparar com o choque de uma nova guerra na Europa com a reação dos apóstolos ao ver Jesus ressuscitado.
"Nossos olhos estão incrédulos nesta Páscoa de guerra. Vimos muito sangue, muita violência. Nossos corações estão cheios de medo e de angústia", disse Francisco. "Que haja paz na Ucrânia martirizada, tão duramente provada pela violência e destruição da guerra cruel e sem sentido para a qual foi arrastada. Que em breve amanheça uma nova aurora de esperança sobre esta terrível noite de sofrimento e morte", acrescentou.
Apesar das duras palavras, o papa não citou a Rússia na mensagem e nem o presidente russo, Vladimir Putin. "Que a paz seja escolhida. Que parem de fazer demonstrações de força enquanto as pessoas sofrem", completou Francisco.
Outras guerras
O pontífice também mencionou "as numerosas vítimas ucranianas, os milhões de refugiados e deslocados internos, as famílias divididas, os idosos que foram abandonados, as vidas destruídas e as cidades devastadas"."Tenho diante dos meus olhos a visão de crianças órfãs e em fuga da guerra. Olhando para elas, não podemos deixar de perceber o seu grito de dor, juntamente com o de muitas outras crianças que sofrem em todo o mundo: as que morrem de fome ou de falta de cuidados médicos, as que são vítimas de abuso e violência e as a quem foi negado o direito a nascer", acrescentou.
O papa agradeceu aos países europeus que acolheram os refugiados ucranianos, porém, lembrando que outras situações de "tensão, sofrimento e dor que afetam demasiadas regiões do mundo" não devem ser esquecidas. Em seguida, ele pediu a paz no Oriente Médio e citou os conflitos em Israel, Síria, Iraque e Iêmen.
"Cada guerra traz consigo consequências que afetam toda a humanidade: desde o luto e o drama dos refugiados, até à crise econômica e alimentar, das quais já vemos sinais", ressaltou.
A ameaça nuclear também foi mencionada na mensagem. O papa citou um trecho do manifesto de 1955 do filósofo Bertrand Rusell e do físico Albert Einstein. "Vamos acabar com a raça humana ou a humanidade deve renunciar à guerra?".
Na mensagem, o papa também lembrou da América Latina que, "nestes tempos difíceis de pandemia, viu as suas condições sociais se agravarem em alguns casos, agravadas também por casos de criminalidade, violência, corrupção e tráfico de droga".
Francisco, que sofre de dores nas pernas, pareceu confortável durante a longa missa que antecedeu a bênção Urbi et Orbi. Ele também circulou entre os fiéis presentes na Praça de São Pedro no papa móvel.
CN (Reuters, efe, Lusa, ap)cp
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