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quarta-feira, 5 de julho de 2023

Geração da renúncia. Desconfiança e palavras não ditas

"Qualquer pessoa nascida nos anos 2000 cresceu em um mundo instável. Antes a longa temporada das dificuldades provocadas ​​pelos desastres financeiros de 2008; depois a pandemia e agora a guerra na Europa. Para as gerações mais recentes, o mundo é perigoso e o futuro está fora de controle", escreve o sociólogo e economista italiano Mauro Magatti, professor da Universidade Católica de Milão. 
Eis o artigo.: O que acontece quando as novas gerações perdem a confiança no futuro e na possibilidade de mudar o mundo? E quando o seu desejo se apaga?
Na França, o assassinato realizado pela polícia de Nahel, de 17 anos, foi o estopim que acendeu a raiva latente de muitos jovens. Combinando-se com o sentimento de discriminação racial e a forte oposição já presente às decisões de Macron, o mal-estar geracional tornou-se evidente de forma destrutiva.
Na Itália (com uma taxa de evasão escolar de 13% entre as mais altas da Europa e uma multidão de 2 milhões de under 30 que não estudam nem trabalham), o mal-estar generalizado das novas gerações se manifesta de uma forma menos marcante, mas não por isso menos preocupante.
Psicólogos e serviços sociais sinalizam o aumento de formas graves de retraimento social e, mais em geral, de um estado ansiogênico que se torna um verdadeiro fator de bloqueio para muitos jovens. As dependências são generalizadas (álcool, drogas, videogames, jogos de azar), os episódios de violência se repetem, as relações afetivas são frágeis e atrasadas, o trabalho mantido à distância. Turnos, estresse, cansaço físico: as empresas estão percebendo como é complicado lidar com os mais jovens que, mesmo diante de uma oferta de emprego, avaliam apenas os “contras” (que em muitos casos superam os “prós”, isso deve ser dito) e desistem. Relegada a uma condição de instabilidade crônica, da qual, aliás, não tem pressa em sair, grande parte da coorte juvenil contemporânea coloca-se ao longo de um espectro que vai do desconforto declarado ao desinteresse pelo mundo circundante. Não protesta, mas assume distanciamento e desilusão. Uma geração que está em condições de poder desejar, mas parece incapaz de fazê-lo.
E a sociedade adulta certamente não ajuda.
Qualquer pessoa nascida nos anos 2000 cresceu em um mundo instável. Antes a longa temporada das dificuldades provocadas ​​pelos desastres financeiros de 2008; depois a pandemia e agora a guerra na Europa. Para as gerações mais recentes, o mundo é perigoso e o futuro está fora de controle. Enquanto os efeitos de médio-longo prazo das alterações climáticas são vividos de forma fatalista: “Seremos nós a pagar a conta daqueles que nos precederam". Basicamente, os jovens - numericamente poucos - pensam que herdaram uma “lixeira”: um mundo danificado, intratável e, além disso, refratário à mudança.
Essa desconfiança básica se combina com o bem-estar a que os jovens, mesmo aqueles das camadas mais marginais, podem acessar de uma forma ou de outra. Os níveis de consumo mais do que satisfatórios são garantidos pela família, pela possibilidade de empregos mais ou menos precários ou (especialmente no sul) por alguma forma de subsídio público. Sem dizer que, via de regra, os jovens chegam aos 20-25 anos sem nenhuma experiência concreta (trabalho, voluntariado, responsabilidade) dentro da bolha de uma escola (para quem a frequenta) que permanece engessada e abstrata.
As redes sociais (acusadas por Macron de fomentar a revolta) têm um peso importante, até porque ninguém educou ao seu uso. Principalmente após o lockdown, o hábito de estabelecer relações à distância filtrados pela tela faz perder competências relacionais essenciais para saber viver.
Grande é a tentação de permanecer dentro de um mundo virtual feito à própria imagem e semelhança, no qual o encontro com o outro real nunca acontece.
Além do que, numa sociedade como a italiana, com mobilidade social bloqueada há anos, em que as posições mais interessantes são permanentemente ocupadas por gerações que envelhecem muito mais tarde, é difícil para um jovem imaginar ter sucesso. E ainda, num mundo onde é a própria figura do adulto que evaporou e/ou é decepcionante, não está claro por que se deveria desejar tornar-se um. E em um mundo onde a experiência familiar e de trabalho são totalmente desorganizadas, não é nada certo que os jovens tenham pontos de referência firmes. Assim, as hierarquias sociais são completamente redesenhadas: enquanto desmorona a autoridade dos pais, dos professores e dos políticos, vistos como já ultrapassados ​​pela inovação premente, as novas referências são figuras midiáticas idealizadas (campeões esportivos, youtubers, influenciadores, personalidades da moda e do espetáculo).
Diante de um mundo que não entendem e não amam, muitos jovens se sentem sozinhos. Encapsulados em pequenos nichos de bem-estar, têm dificuldades para entender aquilo pelo que vale a pena viver. E temendo esforço e frustração - para os quais ninguém os educou - evitam o risco da prova. Por isso, no final, se retraem. É a geração da renúncia.
Nem todo mundo é assim. Existem jovens maravilhosos que estão muito à frente de seus pais. Mais inteligentes, mais críticos, mais capazes, mais conscientes dos desafios a serem enfrentados. Mas são uma minoria. Muitos mais são aqueles que se enrolam em uma espécie de posição fetal, que é ao mesmo tempo fuga do mundo e fuga de si mesmos.
A transição geracional está em risco. Mesmo sem explodir como na França, a questão geracional na Itália é um problema sério e urgente.
Artigo publicado por Corriere della Sera e no Caminho Político. A tradução é de Luisa Rabolini.
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