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domingo, 14 de janeiro de 2024

ETERNA MONARQUIA: Um em cada cinco países do mundo ainda é uma monarquia

Não é só a Dinamarca: 12 nações europeias mantêm algum tipo de regime monárquico. E em todo o mundo, 22% dos países são governados por reis, imperadores, emires ou sultões, em parte com poderes absolutos. Após a Holanda e Bélgica (2013), Espanha, (2014) e Reino Unido (2022), chegou a vez de a Dinamarcarealizar a troca de gerações desta que é uma das sete famílias reais governando nações europeias. A rainha Margrethe 2ª, de 83 anos, deixa o trono neste domingo (14/01), exatamente 52 anos após sua coroação, para entregar a coroa ao filho Frederik.
A família real dinamarquesa acompanha assim uma tendência atual. Com a exceção do Reino Unido, os monarcas não mais permanecem no trono ate a morte, mas abdicam em vida, abrindo espaço para seus filhos.
Frederik da Dinamarca, de 55 anos, se preparou a vida inteira para um trabalho que, segundo seu biógrafo, ele não deseja. Conta-se que certa vez gritou "Não quero ser rei" para a babá. E seus dias de príncipe rebelde das festas já ficaram para trás.
Ele já tem seus herdeiros ao trono que garantem, além do apoio popular (segundo pesquisas, 80% dos dinamarqueses estão satisfeitos com a forma de governo), a continuidade da dinastia real mais antiga da Europa.
As outras monarquias nórdicas também parecem estar com a continuidade assegurada, como é o caso da princesa Vitória da Suécia e do príncipe Haakon da Noruega. Vitória está pronta para suceder o pai, Carlos 16 Gustavo, que ocupa o trono há 50 anos. Haakon sucederá o pai, Harald 5º, de 86 anos, que aparece raramente em púbico devido à saúde debilitada.

Quase sem poder político
Como chefes de Estado nas monarquias parlamentaristas democráticas, todas as rainhas e reis da Europa possuem funções unicamente representativas, contando apenas com poder político. O mesmo ocorre nas casas reais de Luxemburgo e Liechtenstein.
Já o príncipe Albert de Mônaco possui uma posição de poder relativamente forte. Em Andorra, outro país minúsculo entre França e Espanha, dois co-príncipes atuam como chefes de Estado. Um deles é sempre o bispo espanhol de Urgel, enquanto o outro é o presidente da França. Ou seja, Emmanuel Macron também é príncipe de Andorra.
A única monarquia eleita da Europa, mas cujo trono não é herdado, é o Vaticano. Além de chefe da Igreja Católica, o papa Francisco é também o governante absoluto da Cidade do Vaticano, o menor Estado do mundo.
A vida como uma novela
"Acredito que a maioria dos cidadãos dos Estados com uma ordem monárquica realmente desfrutam de suas monarquias", afirma a historiadora e especialista em nobreza Monika Wienfort. Ela observa que em nenhum dos países das sete casas reais soberanas e cinco principados da Europa existem esforços sérios para abolir essa forma de governo.
A monarquia sobreviveu em todas as partes da Europa onde não houve levantes revolucionários burgueses, como foi o caso da França, Itália, Áustria e Alemanha. O fato de todas as famílias reais serem aparentadas entre si, sobretudo com a nobreza alemã, significa que, em caso de ruína, elas sempre podem ir viver com os parente, conta com um leve sorriso a professora de história da Universidade de Potsdam.
As famílias reais vivem de tradições, das fofocas e dos escândalos de uma vida familiar feliz, que se expõe mais ou menos publicamente, às vezes com pompa e, às vezes, sem.
"Nossas vidas são uma grande novela", afirmou certa vez o rei Charles 3º da Inglaterra. Seu pai definia a família de Windsor como uma empresa obrigada a produzir belas imagens em troca do dinheiro dos impostos.
Um quinto de todos os Estados são monarquias
O sistema monárquico rege 22% dos países em todo o mundo, ou seja, 43 dos 194 Estados reconhecidos são representados por monarcas soberanos. Desde o Caribe até a Europa, África, Oriente Médio e Ásia, as monarquias são encontradas em quase todo o globo. Muitas remontam ao Império Britânico: o rei inglês continua sendo o chefe de Estado de 14 países fora da Europa, como o Canadá e a Austrália.
Atualmente, o Japão é o único império do mundo, mas na democracia japonesa o imperador possui um papel puramente cerimonial. Em cinco Estados, o monarca, xeique ou emir, é o governante absoluto sem controle parlamentar ou jurídico. É o caso do Brunei, Oman, Catar, Arábia Saudita, Essuatini (antiga Suazilândia) e Vaticano.
Em países como Jordânia e Marrocos, o rei tem poder político determinado pela Constituição. A Malásia possui a única monarquia eleita importante na Ásia. Os sultões das nove províncias elegem o rei, atualmente, Abduallah Shah. Também nos Emirados Árabes Unidos, a chefia de Estado fica nas mãos dos emires, líderes autoritários de seus respectivos principados.
Negócio lucrativo com a fofoca
No Oriente Médio não existe uma imprensa sensacionalista para divulgar ou até criticar os dramas das monarquias. Nos países europeus, ao contrário, há um grande interesse nas fofocas sobre a nobreza e os monarcas. Os mais visados continuam sendo os membros da família real britânica, como a rainha Elizabeth 2ª, que governou o país por 70 anos até a morte, em 2022.
O interesse que cerca Charles, Camilla, William, Henry e suas famílias disfuncionais é ininterrupto. "A fascinação surge das coisas espetaculares do cotidiano", diz a historiadora e especialista em nobreza Monika Wienfort: os monarcas fazem coisas normais como se casarem, ter filhos e morrerem.
São biografias completamente normais que se desenrolam de maneira representativa e luxuosa, quase pomposa, com carruagens, uniformes, vestidos, e castelos. Por isso os nobres são observados até por quem não é fascinado pelo sangue azul.
Ser monarca também é um bom negócio, quase um conto de fadas. O rei mais rico do mundo, Rama 10º da Tailândia, possui uma fortuna de entre 30 e 43 bilhões de dólares, segundo cálculos de revistas de negócios americanas.
O príncipe mais rico da Europa é Adam 2º de Liechtenstein, com cerca de 3,5 bilhões de dólares. A fortuna particular do rei Charles 3º do Reino Unido e Irlanda é calculada em mais de 1,8 bilhão de dólares.
Margrethe 2ª da Dinamarca passará a seu filho uma bagatela de 30 milhões de dólares dos cofres da Coroa, o que é provavelmente suficiente para manter uma verdadeira corte. Já o rei espanhol, Felipe 6º, tem que se conformar com míseros 10 milhões de dólares em ativos, na qualidade de monarca mais "pobre" da Europa.
Bernd Riegert/Caminho Político
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