Em síntese, Daniel Vorcaro era o peão do Centrão na articulação eleitoral na sucessão presidencial, objetivando derrotar o presidente Lula. Quem está com o traseiro exposto na crise do Banco Master? Não é a esquerda, PT e aliados: até agora, não se ouviu ou se leu nada dando conta de governos progressistas tirando dinheiro de aposentados em fundos previdenciários para colocar no fundo de Daniel Vorcaro. A bomba estourou no colo de governos de direita e ultradireita: Rio de Janeiro, Distrito Federal, Amapá, por enquanto, porque as investigações prosseguem com a Polícia Federal.
E o Centrão, que está na roda, envolvido com prefeituras de diversos estados, comprometendo fundos previdenciários no negócio de Vorcaro.
Eles abasteceram o Master com o dinheiro dos aposentados, na vã e falsa esperança de obter os rendimentos prometidos pelo banqueiro: 140% do CDI na valorização dos papéis podres que o banqueiro deu em troca, simulando ativos inexistentes.
Pura pirâmide financeira.
Vorcaro não fingiu nos seus depoimentos à PF: jogava no escuro e no claro, confiante no resgate, pelos caloteados por ele, garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Sabia que garantiria prejuízos dos aplicadores individuais, coletivizados nos fundos previdenciários, no valor de até R$ 250 mil.
Depois dessa quantia, o cano era certo: bota na conta do Abreu; se ele não pagar, nem eu.
Era a regra do jogo.
Malandramente, tentou, com chefes do Centrão, como Ciro Nogueira, PP, encaminhar providências no Congresso para aumentar os limites do FGC.
Ou seja, mudar as regras do jogo, enlarguecendo-as.
Teria, se isso tivesse colado, margem maior para saquear o bolso dos incautos.
Como ele disse à Polícia Federal, jogava com as regras do jogo – limite de R$ 250 mil do FGC –, ampliando seu negócio com o pé no acelerador.
Se a proposição de Ciro Nogueira, defensor do afrouxamento das regras, as jogava para outro patamar – limite de R$ 1 milhão para o fundo garantidor –, a fim de beneficiar o castelo de cartas de Vorcaro, sai de baixo.
FINANCEIRIZAÇÃO POLÍTICO-ELEITORAL
O banqueiro mineiro seria, certamente, o comandante financeiro para tentar levar a direita ao poder na eleição presidencial desse ano.
Em síntese, Daniel Vorcaro era o peão do Centrão na articulação eleitoral na sucessão presidencial, objetivando derrotar o presidente Lula.
Seria o caixa da campanha, alimentando o exército da direita e ultradireita na tentativa de volta ao poder.
Felizmente, saiu pela culatra o propósito do banqueiro, embalado pela ganância política da direita, ao que parece, capitaneada por Ciro Nogueira e cia. ltda., que defendia Fundo Garantidor de Crédito mais robusto como bombeador de caixa eleitoral.
Estava em marcha a financeirização especulativa eleitoral, a partir de regras de captação de recursos com a capa de legalidade de FGC, cujo potencial de destruição da economia nacional seria altamente explosivo.
Se com o FGC limitado a R$ 250 mil por cabeça está dando o bafafá geral que leva a bancocracia – Febraban e Faria Lima – a arrancar os cabelos, porque é ela que terá de pagar os prejudicados, como garantidora, imagine se o limite pedido por Ciro Nogueira, de R$ 1 milhão, tivesse emplacado!
400% a mais, por uma regra de três simples!
A corrida bancária estouraria o caixa do sistema financeiro, e o país mergulharia na maior crise econômico-financeira da história.
Por essas e outras é que a direita e a ultradireita estão no desespero total.
Se não bastasse que elas já são maioria no Congresso, graças à corrupção com as emendas parlamentares, garantidas por orçamento secreto, sob investigação do STF, que, só este ano, somam R$ 61 bilhões, passam a ser alvos por ter apoiado a arapuca de Vorcaro.
A financeirização político-eleitoral patrocinada pela direita e ultradireita fascista, embalada pelo dono do Master, vira alvo exposto aos marqueteiros da esquerda, livre, pelo menos aparentemente, da acusação de corrupção patrocinada pelo governo Lula.
A mídia liberal direitista tenta, desesperadamente, jogar a conta explosiva do Master no colo do presidente Lula, mas não tem prova alguma.
Tenta repetir a antiga e falsa acusação de Moro, no tempo da Operação Lava Jato, de que o presidente seria dono de apartamento no Guarujá, sem dispor da comprovação registrada em cartório.
Pura farsa.
Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247 e do Caminho político
César Fonseca - Repórter de política e economia, editor do site Independência Sul Americana
Assessoria/César Fonseca/Caminho Político
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